terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Coldplay - Christmas Lights

k & Ars

Teu poema está rico, abre-se em múltiplas e belas possibilidades. E cometeste o erro, dizendo que eu poderia alterá-lo. Amo fazer transcomentários, geralmente mexo em tudo, irrito, mas às vezes até ajudo, por oferecer possibilidades.

Vê se fui irritante demais:


nem todos os dias são obscuros

há o encantamento sutil



(a sinergia de sóis)



da poesia


nem todos domingos



são letargia:



vibram alvoroços nos varais



quintais jactam flores

o rasante astrolábio não pára de pintar

corolas azuis e perpétuas

sobre o telhado



há a publicação da efeméride

pulsante nas veias cavas nas

curvas dos ossos talhados


e silêncios rasgados pela chuva inquieta

há a mulher: trêmulo abrigo
do poeta

Bjs

Adriano Wintter
Blog Ars Poetica
http://adrianowintter.wordpress.com

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pág 120 do livro de Assis de Mello, NA BORDA DA ILHA.

Uma Cena Boreal

(Para Kátia Torres Negrisolli
Beatriz Bajo & Bárbara Lia)

Teu vulto claro
e cereal
embebido na manhã lapã
como a coruja do ártico
em sua leveza

estende-nos
num trigal deitado
ao vento

ao som
de duas ocarinas

e não há trópico que desdenhe
de nosso calor certeiro
e liberto
de ave

>>>>>>>>>>>>>>


Patos enfileirados
fecundam
horizontes


A FORMATAÇÃO NÃO É A ORIGINAL.

ESTA PLATAFORMA NÃO PERMITE A CORRETA DISTRIBUIÇÃO DE PALAVRAS E SÍMBOLOS.


VIVA, ASSIS!

BUDA,

CHICO,,,,,,,,,,,,,DOROOCÊ!!!

Bundchen!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

!Gracias! II

Nem todos os dias são obscuros,

Sol pálido, letargia...

Há, amiga, poesia!

Há o entrelaçamento sutis de energias-palavras.

Sinergia, encantamento, pensamento.


A vida.

O abrigo.

Os varais.

Os quintais.

As flores.

Os poetas.



O silêncio rasgado pela chuva inquieta do Sol.

O astrolábio a pintar corolas azuis de perpétuas rasantes sobre o telhado.

A publicação da efeméride pulsante nas veias cavas e curvas dos ossos talhados.



Há o poeta.

Há a mulher.

Há o abrigo.


Enfim . . .


k.t.n.*&

!Gracias!, Ars - Adriano.

Oi Kátia

Olha como ficou aquele poema feito-de-ti:



abrigo



para Kátia Torres



toalhas e lençois

bailarinam nos varais



a chuva xinga o silêncio



flores formam buquês

meninas hostes

aves bandos



e todas

com medo dos relâmpagos

correm pra dentro do verso



onde adormecem

esperando pelo sol

e um toque
do poeta


Adriano Wintter
Blog Ars Poetica
http://adrianowintter.wordpress.com

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Natal

Não me tolhas a tua alegria,

Ela faz parte do meu dia!

É Natal ,

Espargir,

No ar, gritos abafados.

Re a gir !

k.t.n.*

domingo, 5 de dezembro de 2010

Mineiras


Se teus olhos me veem em conjurações mineiras
Se, em passos incertos incendeiam e clareiam
Se em tinos ou desatinos traços certo destino
Então, rendo-me e devolvo os fátuos dobrados.

Se a alma inda encanta e dança,
Mesmo prostrada, levanta-se.
Então, enriqueço o lasso fato
Permaneço e não desato.

Entre os abrigos cavernas-escuras, o dragão urge
Formosuras tuas e enervas o fátuo dobrado
E elevas em enlevos alturas.
Figura certa, figura casta, figura encrustrada na pele sedenta.

Encantos, lilazes, fugazes.
Santos, malditos capazes
A fera solta anjo revestido
Busca a mão que escapa, num momento sentido.

k.t.n.&*

domingo, 21 de novembro de 2010

& e &


Entre Perdidos e Achados,

Resgatado.

Lato & fato.

k.t.n.&

domingo, 14 de novembro de 2010

KÁTIA & VALSA

George Moran e Vítor Bezerra

Grav. por Sílvio Caldas

São noites de vigília
Noites que não têm fim
Em que não penso em mim
O amôr é a própria vida
E a vida nós dois
Vem a saudade depois
Kátia, Kátia
Meu sofrer acalma

Como dói minh'alma
Nesta solidão
Kátia, Kátia
Ah si tú soubesses
Ah se tú quisestes
O meu coração
Eu daria tantos, tantos beijos
Vibraria o corpo de desejos
Kátia, Kátia
Eu sou tão sozinho
Quero teu carinho
Tens meu coração.

Intertexto

Paisagens são viragens, serpenteiam e sapeiam e caem em limos.Rebordam, transbordam, entornam e tornam.:)
k.t.n.


Felipe StefaniWender Montenegro
‎"apaga os astros e descerra as pálpebras", "até que as chuvas possam ser colhidas..."

e assim as margens se redobram nas entranhas das luas... :)


Kátia Torres

Nâo posso descerrar as pálpebras.
È cedo ainda.

Espero as chuvas regarem o pranto,
Depois colher um tanto tanto de encantos! ***
E nas entranhas sofríveis banho de lua e chuva de prata!

sábado, 13 de novembro de 2010

Passagens

Paisagens são viragens, serpenteiam e sapeiam e caem em limos.

Rebordam, transbordam, entornam e tornam.:)

k.t.n.*

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Euforia



René Magritte

O eu-espelho abriga o teu nome que passa e de passagem
pede de graça ou de pirraça: "_Garçom: um trago a mais desta água!"
Eis que vira e passa e destoa e se vira e reviravolta e meia despenteia,
E o que pranteia sombraceira se remete ao espelho de viragem.

E inverte em climas absurdos fantasias, fantasmas e querias.
E enlanguesce a face primitiva, alinha, respalda e aprimora e tece e lima.
Em formas rústicas a face nobre e simples, os olhos teus gentis em eu-espelho,
Alma minha em face eterna premiada busca no fundo o poço, a raça e a graça!

De primeira!!!

:)

Viva-face!
k in euforia

domingo, 7 de novembro de 2010

À Fada dos meus dias!


Ganhei um pacotinho de uma fada-madrinha.
Fada varinha de condão.
Traz enorme alento ao vasto mundo cardíaco-coração.
Encobre as linhas rotas do meu rosto vão.

Minha linda Fada não pude ver.
Outros dias virão e o teu sapatinho de cristal,
sem machucado etc e tal,
permitir-nos-à, através da mágica convocação.
Estar a teus pés e encalço até,
passeando nos grandes calçadões de sampa.

Desde a Casa das Rosas até a Paulista.
Desde o antigo ao mais moderno.
Desde os museus e arquiteturas barrocas,
centrando na praça, Livraria Cultura.
Um bom gole de sorvete, pequeninas travessuras.

k.t.n.*


Tua enorme amiga "pequenina"

segunda-feira, 1 de novembro de 2010


Roubei esta imagem para brincar de rosa.
Espantar mau humor, rumores.
Trazer capital nascido em amarelinhas puladas.
Na corda-criança meu sonho roubado.

Lembranças sãs, amores idos.
Lembranças mães, lembranças irmãs.
A minha corda. A vida. As crianças. As amigas.

As pessoas. Os crescidos. Os meninos e as meninas.

k. ***

*&*

http://lh4.ggpht.com/_s6hDuSAG6IQ/TLIvQYDgpBI/AAAAAAAAErU/rctUQpA7a04/s400/os21-34.png


Roubei esta imagem para brincar de rosa.
Espantar mau humor, rumores.
Trazer capital nascido em amarelinhas puladas.
Na corda-criança meu sonho roubado.

Lembranças sãs, amores idos.
Lembranças mães, lembranças irmãs.
A minha corda. A vida. As crianças. As amigas.

As pessoas. Os crescidos. Os meninos e as meninas.

k. ***

PPP

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO - PPP

O Projeto Político Pedagógico - PPP é a construção coletiva da identidade da escola pública de qualidade que pressupõe um projeto de sociedade, de educação, de cultura e de cidadania, fundamentado na democracia e na justiça social.

sábado, 16 de outubro de 2010

Ninho

Ao procurar-te e não te ver perdida fico , igual criança na multidão.
Ao alvejar a roupa branca, lavo os amarelos imprevistos desta solidão.
Entrevejo em mil faces, tua branca, lívida chave.
Interrogo-me das quantas perdi-me entre pernas, entre beijos em teu colo, em teu regaço.

E por fim, no demasiado trato, o grito, a festa, da eterna espera.
Lancinante, rouco, esfera, espera torta, esfera viva, esfera quieta.
Na face que lisonjeio, meus lampejos entrevejo.

Na face, mal disposta, teus traços compostos,teu carinho, teu jeitinho.
Lua nasce. Lua espreita. Lua espera esta chuva passageira.
De volta ao ninho.

k.t.n.*

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

. . .

Dormirei

Com o pensamento voltado ao sono de uma criança,
Cuja esperança não morreu.......................

Dormirei, nesta paz cândida e inocente..........


Dormirei,

... e os teus olhos velarei.

k.in volta.

sábado, 2 de outubro de 2010


As auréolas das margens seguem sedentas.
O improvável renasce em distãncias de olhares-sintonias.
Sua presença recôndito evidencia-se em mistérios.
Seu nome e gestos reiteram minh'alma dorida.

Bom dia, gente!

Vamos fazer História?!

k.*

terça-feira, 21 de setembro de 2010

se tem bros . . .

Que venham os Setembros, para ele dou meus novembros!

Que venham outubros, dezembros, janeiros e as águas de março!


http://lh5.ggpht.com/_-i0w13sVa7E/TJgmfB2kXBI/AAAAAAAAFMU/NkTR8jxv0Jo/s800/.png


k.t.n.*

Aqui!

As minhas pressas todas deixei com vc.........
Estava com pressa, precisei sair.
Deixei, dormi.

Acordei, apressada, novamente, não via a pressa que rondava pressurosa.
Precisei, novamente, sair. Dormi
Saí. Dormi. Fiquei. Lavei. Passei. Cozinhei. Dormi.
Acordei,
Estou aqui................ p a l a v r e a n d o .... e a pressa?

Que se dane!!
Sou minha dona!
Adonei-me de mim!
Estou aqui!!

k.t.n.*

???......!!!... &...o S0L

Cadê a promessa feita, o jarro arrumado sobre prateleira posta?
Cadê a vigia noturna sorrateira-ligeira pescando talvez e nãos ou sins.
Onde a urgência do colorido da íris emprestou o barco travesso a rumar outros mares?

Onde o passado ressurge, quais cinzas em Fênix, quais moças gentis, quais iguais que nunca vi, somente em sonhos...

Onde, meu filho, a saudade bate mais atroz, bate e judia e não dá nós, desata e desaperta o peito em fulgurações geniais de mãe a fagulha.

Onde meus filhos, onde a paragem, onde a viragem, em que viagem?
Tenho pressa, tenho muita pressa de me ir..................... a cidade esquenta e dói.
O peso atrapalha e maltrata.

O ar, o ar, o ar............

O sol, o sol, o sol..............muito Sol..........muito, ,,,,,,,,,,,,,muito.............!

Tragam os pinos, os perfumes do estrangeiro, tragam os perfumes dos pinheiros, os almiscarados e flores petúnias.

Tragam, em rogo, a esta mãe pressurosa, mala cheia de viagem, encontrem em suas camas espaço farto, joguem tudo pelos cantos, pisem e revirem tapetes.....

Há espaço tanto, há espaço canto...

Há lugar tamanho neste peito meu.

k.t.n*

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

@

Se a minha felicidade não tocar a sua,

Será uma tristeza . . .@

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

http://fadasuave.blogspot.com/

Fada-do-Mar-Suave, querida! Você é a minha fada madrinha e sabe porquê. Obrigada! Amei! Sabe,nem me lembrava de alguns textos...
ARTHUR BRAGINSKY é valioso em sua obra, valoriza o feminino em performances sutis e sedutoras...

Fadinha, meu beijo e não me esqueço do seu sapatinho de Cristal!!!

k.t.n.*
In volta!!

sábado, 14 de agosto de 2010

Os macabros, aos diabos!

Fora: os macabros, os demônios, os diabos!
Dia de expulsar: as invejas, as malícias, todos ais.
Fora: usurpador, credor, devedor.
Dia de mandar, dia de limpar!

Dentro: os ingênuos, os puros, os felizes!
Dia de brincar: as anjos, as fadas, os tais.
Dentro: somador, trabalha dor, sonhador.
Dia de brincar, dia de sonhar!!

k.t.n.*
In réstias

C r i s t a l . . .

Se Saudade é transparente,
hoje sou Cristal...................&

k.tn.*

Eu encanto, lira tanto

E se eu estiver sentindo falta, irei!
E se estiver cansada, pararei...
Mas os teus olhos em brilho levarei,
Muito além do que possas imaginar.

O teu cansaço aliviarei,teu resgate farei..................
E se antes de tudo, o mais a dizer for o silêncio,
Inenarrável silêncio, em tua boca morrerei,
Deixarei o hálito envolver em longa aura de frescor.

Imantarei a pedra enrolada pedra,
que escorre em meles sutis e gentis.

Mais que tudo: a falta geme, o tido ladra, o frio salta, os olhos buscam a esfera.
A esfera sucinta inacreditável espera,
A manta calcada em pés, em fés e dizeres.

O teu prazer, o meu querer, muito mais que bem!

k.t.n.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eterno

Convido ao Eterno para retornar à partida.
Ao efêmero formas reduzidas.
Ao passageiro serestas funestas.
Alvissareiro digo ao além dos ares..............
Pinta-me de todas as cores, fugi do arco-íris, sou celeste sem forma.
Sou agreste, retorno.

Pinto as estrelas no espaço branco.
Prateio o pranto, brinco com o prato.
Lavo a mancheias, àquele que serpenteia.
Enfeito,louvo, rogo, engulo, permaneço e parto.

k.t.n.

Orkut

O orkut é um Príncipe Negro que te sorri.
Depois degusta e se ri.

k.t.n.

Br eu

A noite é breu.
A noite sou eu.
Noturna fresta.
Interna festa.

A noite eterna,
Ah, noite!
Amarela, rosada.
Espiralada, embasbacada.

Muita noite, pouco dia.
Muita fome, pouca alegria.
A espera uma esfera.
A medida uma menina.

A composê, matelassê;
Fio dourado, macramê.
Mas noite fica, noite torna.
Noite borda chão de estrelas.

Noite fica, espreita.
É noite apenas, noite do meu bem.

k.t.n.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

*&*

Minha noite é prata,
meu projeto dilata.

k.t.n .

Não copie, respeite autoria!

Quem trouxe a chave?





Chave-poema,
c h @ v e
enigmática
espiral@da
ovalada
quebrada-chave!

Quem trouxe?!

Ficou?! Partiu?!
Embora a chave,
Chove

@ c h @v e ...

Estranho condimento,
Perfazendo contornos.
Adorno
Adora
A saída ...
A rua, ferrolho partido,
Partiu?! Ficou?!

A b r i u .

A c h @ v e.
C h o v e.
Na torneira imóvel.

k.t.n*

sábado, 10 de julho de 2010

O s...

Os homens cantam a paz e o amor.

Os homens em seu canto uterino transformam pedras em rios largos e praias profundas.

Em azul e vermelho transmitem os mitos, as cavernas, as identidades.


Os homens. Os homens. Os homens.


Ciclo vital, ciclo inevitável, princípio, meio e fim.

Energia, vitalidade, circunstãncia.

Firmamento, Deus e Natureza.


Filhos, amados, amantes, ............são.


Os que houvem seus chamados, seu acolhimento em nácar de abelhas,

Sabem ....................veracidade................ vaidade sem elástico, vida pulsante........................ colo diamante!


k.t.n. in canto

sábado, 26 de junho de 2010

Kátia Torres// Muitas

armadilhas.... nem com o controle remoto na mão se consegue tomar conta
de todo o escrito..... a tela mágica e imensa se dilui para tornar com
outra imagem, rapidamente, sucessivamente.....................-------------______k.
04 de junho

&

A imagem diz tudo, meu suposto e pressuposto poema empobreceu.

k.t.n.

Prá ontem!

Acorda Diretor, a Escola é Tua...

Acordai os jantarianos, os nefastos e eternos poéticos que não se levantam.

Mal o Sol se põe e a agonia não se foi...

O Grito ensurdecedor de minh'alma não se cala,
transparece em minha calvície, em internas gastrites e ites e ites e ites...> > > > > > > > > > >>>> >>>>>> >>>>> >>>>>>>>>>>>>>>

Tolera, Professor, a missão é Nossa!

Governador, para onde?

Presidente, Aonde?

As cores se pranteiam e a irmã-África-Sul presenteia o globo na bola do retorno da Física inquestionável.

Amanhã, um filho teu, amanhã, um filho meu... e somos unos no trino Criador.

A esfera torna.
Não escolhe cores, abraça e dilui terrores de onde partiu.

k.t.n. in acorda

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Não há vento que suporte o meu pensamento,

Não há dia que atravesse o meu portal firmamento

Não há lume que apague o direito ao breu

Não silêncio que não me traga de volta ao léu

Há vontades e permissões passageiras.

Há andantes violeteiras risonhas.

Há o aço da fome que passa.

O ácido que fermenta e esquenta.



Há a desdita, a pressa, a preguiça.

E há o amor, este imenso amor que te entrega de volta aos meus olhos internos de mar.

Há o firmamento que me lança à tua terra, há a saudade gigante d'além mar.

A vontade de mudar, de rodopiar, de cair, levantar-se,

Tornar, ficar, estar muda e atroz,

fera e sem voz,

vida e vez.



A hora da vez

A honra da casa.

O portal, o caminho.

O menino pequenino, a licença poética atingida.

Dias de festa e antagonismos cruéis desfilando.

O rumor das saias, o alegre do bordado, o rum no canto fumado.

O cálice, a rosa, o beijo.

A estranha infância que passou e a enorme esfera azulejada a entrecortar lâminas fatiadas de cores primárias em redoma espalmada.

É um saudar que não se cala, é um ajeitar que não se mostra, é um ficar que não se espera, uma distância que NÃO EXISTE.



AMOR.

k.t.n.

sábado, 19 de junho de 2010

j u n h o

Se o meu amor, pudesse dizer aqui tudo o que sinto,
Tudo o que levo,
Não haveria espaço,
Não haveria caracteres....

O coração inchou, sobremaneira,
que aguardo o lugar pequeno, onde possa expressar tanta belezZ!
Obrigada, aos que contribuíram aos nobres e ternos sentimentos.

k.t.n.
In volta!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Uma estrela

Os dias não são sempre iguais, alternam-se em feridas e cicatrizes, em desvãos e pedaços, em alegrias e euforias, em paz e amor.

Os dias pertencem aos que cedo se levantam, aos que cansados continuam, aos que desacreditados permanecem, aos que ofendidos se decretam a lei do esquecimento.

A certeza da imensidão profunda, da descoberta iniciante, faz-nos trilhar, buscar, ativar.

A esperança, a fé, a constância, companheiras inseparáveis, anunciam a boa-nova, anunciam os olhos brilhantes, a face rosada, o alinho.

A face da amargura cede espaço aos doces tingidos de figo, aos doces pintados de abóbora, aos de verde-mamão acolhidos.

E recebemos e devolvemos e tornamos a receber.

A caixa é esta. Carregada de surpresas, não tão difícil de se levar.

Bom dia , a todos!

k.t.n. in rabiscos d'alma*

domingo, 13 de junho de 2010

Quadro

Luis Serguilhs

"...O animal da visão poética, da transmigração imaginária inaugura a metamorfose, as emboscadas da inexistência, os paroxismos heterogêneos, a plenitude das desobediências, a densidade hieroglífica e indetermina a visceralidade das suas lunações porque absorve os estremecimentos da afectividade, o sol-aberto-na-pedra, as transposições do clandestino, os engenhos estranhos, as impetuosidades selvagens, o desvairamento informulável das palavras:"

BEIJOS

E MUITA SAUDE

sábado, 12 de junho de 2010

Festival Tordesilhas - 2010

http://cantarapeledelontra.blogspot.com/2010/05/festival-tordesilhas-dualogos.html

domingo, 30 de maio de 2010

C ê ... namora!

Namora por dentro............

para namorar,

não precisa estar de mãos dadas na rua,

os olhos namoram a todo tempo,

somos namorados dos outros olhos... mesmo, os distantes, quando dormem....&

e singram a lua...........

atravessam a rua....

e se deitam conosco...

sem avisar....

k.t.n.

C ê ... namora!

Namora por dentro............

para namorar,

não precisa estar de mãos dadas na rua,

os olhos namoram a todo tempo,

somos namorados dos outros olhos... mesmo, os distantes, quando dormem....&

e singram a lua...........

atravessam a rua....

e se deitam conosco...

sem avisar....

k.t.n.

Para Vanessa

Força versatililidade em teus prumos
Arrasta em caudaloso rio o vento primoroso
Inventa artefatos, um teatro, divinos vinhos.
Rumorosos, glamorosos, és assim...

Menina e moça, mulher e moleca..........
Força e coragem,
Risonha, feliz, amiga, das horas sempre.
Namoradeira, em seu rosto o gosto,
Do porvir, da vitória, da hora!

Toca o pasto, toca o plano, toca o piano..
Entorna a taça, bebe el viño...

És Vanessa, a cantante pequenina,
Atmosfera desconcertante,
Amiga, hospitaleira, tempestuosa, sem medo!

K.t.N.

sábado, 29 de maio de 2010

Apaixonada

Assim vibra o meu coração
Assim colho os pedaços encontrados
Assim remonto a cena,
Crio novo poema.

Encontro seu nome, apenas,
Soletro as letras pequenas,
Em sílabas reconstruo a frase,
Logo em cena a sua face.

E permaneço em seu nome mistério
A letra secreta e irreverente
Àgil, pertinente, de 100 anos
Assim quero acariciar mãos plenas
De amor, de cheiros molhados, de novos cuidados.

Dos meles dos olhos, os sutiz desdobrados
Seu sobrecenho maduro, sua tez macia,
Seus dentes brilhantes, um homem, mar cante!

domingo, 23 de maio de 2010

Álisson,

Em teus olhos negros vi a paz mais doce
O encanto, a vida, a ternura, indescritíveis canais de amor.
Em teu rostinho bebê, o halo divino que nos uniu,
A promessa dos dias vindouros, a sabedoria de antanho no remanso.

Em teu suspiro, o aconchego da chegada.
_Estou em teu colo, mãe. Cheguei, de fato, para concretizar a alegria, a felicidade e a sabedoria de dias vindouros.
Teu tesouro precioso, teu menino, um tanto manhoso, teu pequeno-grande homem.

Bebi dos teus olhos, sonhei e velei o teu sono.
Viajei em teus lindos sorrisos, reconfortei-me em tuas fantasias de criança.

Pequeno adorado, pequeno amado, és meu amor maior, duplicado pelo futuro.
És a esperança, és meu tudo, vida plena, encontro e permanência, ímã-imanente, desenho longitudinal, paz e alegria, afinal.

mama.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

amor criança

Não sei mais segurar criança,
não sei mais segurar nenén...
Mas em meu colo tenho a esperança,
a felicidade e o contentamento.

Não sei ajeitar o pequeno,
Nem controlar os trejeitos...
Mas sei que amo àqueles
que estaõ junto ao meu peito.

Não tem jeito,
amor sem fim é assim
Fiz trovinha ,
este versinho
para mim, assim, assim...

Velho jardim...
em reforma!

k.t.n.

terça-feira, 4 de maio de 2010

f u t u r o

Assim, esta face que se renova, num velho tema...



Inimaginável em meus caminhos, nos contornos e velhos sobrecenhos...




A imensidão me define... o futuro não mais oprime,


l i b e r t a !!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ao cristalino distante

Amo... amo àquele que me vem e não conheço.
Amo aquele que me vem e não defino.
Amo este que me bate à porta e me traz a incerteza.
Amo sua doença, seu bem-estar, sua cor, sua tez, sua insensatez.
Amo quando entende minha impulsividade em tentar entender.
Inclusive, sua gesticulação e sobrecenho.


Amo a diferença, a falta de confiança e a dificuldade de estar ao lado.
Acima de tudo, amo esta vida que nos tracejou caminhos em comum
Amos seus olhos castanhos-brilhantes-lampejantes!
Amo seus escritos, sua contribuição à vida!
E esta que aparece em pequenos lampejos aos olhos do meu cristalino distante.

Eia, Terra errante, eia e avante!
Somos grãos de areia, tu és grande enquanto partilhas, tu és o que me faltava nos dias desditos.
Obrigada!


Ao poeta escolhido dos dias!

Saúde e alegria!



Kátia

Selo

Canto a paz, canto o amor, a imensidão...
O entendimento, o selo dos envelopes concluídos
Que serão abertos em boa hora.

O selo das marcas deixadas em veludos inigualáveis de papel timbrado.
Canto o registro dos fatos marcantes dignos de memoração.
A altivez necessária para o refazimento e a palestra dada no momento oportuno.

Canto ainda...

o louvor aos que deixaram o seu legado em prol de paz,
A falência dos desfalecidos pelo caminho ....
A amizade construída e à solidariedade restabelecida.





k.t.n.


Amor in marcas!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

v O l t @

Se te tenho em meu colo o que fazer com a criança?
Se te tenho em minhas retinas, o que fazer com a lembrança?
E se tenho dentro de mim, o que fazer com a imensidão?
E se tenho ainda mais, quanto mais, muito mais...
dormirei contigo, sentindo o algodão macio, da tua pele que tornou...

k. in volta

domingo, 18 de abril de 2010

d i a

Fiz os doces, reguei as plantas, colhi as amoras.
Enfeitei a mesa, tirei o pó, arrumei o armário.
Cozinhei, limpei, lavei, passei.
E o dia se foi, junto ao sol poente.
A noite veio e trouxe ar de melancolia e cansaço dormente.
Havia muito por fazer, a dor do pulso, a dor dos olhos, as olheiras.
O cansaço das tarefas, o curvado ombro, a face quieta.

A boca cansada das palavras todas ficou mais emudecida ainda.
Vieram as estrelas pintar o céu.
Veio a imaginação povoar o sonho.
Quem sabe um dia, quem sabe, lá no horizonte onde o Sol se põe mais cedo.
Uma rede, um coqueiro, um homem inteiro, uma mulher possa se despir sozinha.

Sem cobrir a parte mais íntima e dizer:
_Estou aqui!

K.t.N.

Doce festa!

Em dias de festa, corto o doce principal e bebo o vinho em taça genial.
Espero pelo café sem rum licor, a amêndoa e o chocolate pequeno,
ao lado da xícara teu sabor!

Em dias de festa, visto o brim, deito o cetim.
Na pequena boca o meu lábio teu carmim.
Vou serena e tranqüila e visito o altar das rosas.
Encontro lírios, beija-flores, o teu rosto sãos amores.

Em dias de festa, teço o manto e enrolo a seda canga em dorso.
Entorço o laço, entorse em tornozelo.
Carrego nos ombros o marrom de um dia inteiro,
Descarrego no champagne regado a morangos em cerejas martini vodka festival.

Não há anjo angelical, não há serestas, não há violas...
Há um povo festival.
Festas são primitivas dos encontros dos suores, dos rostos molhados da longa desdita,

festas... que dias!!
Por isso não vou!

K.t.N.

Virei, poetizar, virei ...! *

E se me der vontade de poetizar, virei!


Com você, para você, ou sem você.


Se me der vontade de descompôr as palavras,


Sobre você, por você, apesar de você,


Virei!*



E nesta insanidade premeditada, direi:


Com as palavras pensadas, com as palavras jogadas.



Rimarei.



Ou não rimarei.



Não importa!


A verdade é a necessária e valorosa amiga.


Das crianças e das Santas poetisas.


A vaidade das palavras traz a vida.


Em sabor, em lavor , deveras amor.


E se me der vontade de poetizar virei.

Ainda, se me der vontade de sonhar, concretizarei.

Do sonho a maior verdade é o inexato.

Do consciente o maior desejo é o incontido.



Da força das letras, o grande encanto,

É esta necessidade premente de fingir docemente,

Que esta saudade que se sente é gentil e companheira.



Por isso, se me der vontade de poetizar virei.

Para não estar só, trazer você comigo, um trato antigo.

Uma vontade nova.

Uma rosa vermelha de anos e um desejo novato de instantes.


k.t.n.

in sono...

08/04/2010

VERmeLHO

Não tenho lápis, não tenho cor, não tenho Sol, não tenho espelho.
Só trago esta face vermelha, escondido laranja, desbotado amarelo.
Não tenho filhos, não tenho amores, não tenho cores, só tenho o vermelho.
Intenso, profícuo, majestoso, imponente, desejo intenso vermelho.

Não tenho mapas, nem partidas, nem chegadas, nem bússola.
Tenho caminhos, idas, muitas idas, gps em dias de trânsito parado.
Placas riscadas, apagadas, desoladas e um PARE em Vermelho.

Eis o que tenho.

A figura, no rosto, o carmim, desiderato, destilado,
feito fel, intenso venerado, atroz, cospe lama, desce a fama e encarna de Vermelho, sem dama lilás, sem jardim, sem margaridas, intenso só.
Nas faces rubras destoa meu branco intenso, da anemia ferropriva, carnívora que me devora,

Vermelho!

Estranha e demagógica nuance, perfeita em transe, perfeita em risco,
em minhas faces, as múltiplas imagens, o teu rosto pálido, o meu amarelo riso,
o 'vivant en passant',
vermelho acrobata dos sonhos, Realidade da praia mais próxima, no primeiro arrebol de abril.

E nesta dança sem jogo,
Nesta prancha e desgosto, corto leste-oeste-sul,
Derramo meus tristes gostos e te tinjo também de Vermelho.
E assim, enlaçamos as mãos postas, nem tão frias, mas dispostas.
Percorrer caminhos idos, idos-futuro sem passado.

Não olhas para trás e te vais na cor do ferro, ferrenha, estranha...
destilando o vermelho...
intenso do teu golpe, ferramenta jaz posta,
do teu lado tão Vermelho, em faces de pálido agosto.

E nesta brancura doentia, das mãos pálidas, unhas róseas
É que te espero tão tardia, alcançar meu microscópio e olhar na vítrea Rosa,
O reflexo dos teus espelhos nos meus olhos tão vermelhos, rasos d'água.

k.t.n.*

sexta-feira, 9 de abril de 2010

f a c e s




Nas minhas variadas faces,
Sempre venho
E trago as borboletas
Em flores...!

k.t.n.
2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

As palavras***

E se me der vontade de poetizar, virei!
Com você, para você, ou sem você.
Se me der vontade de descompôr as palavras,
Sobre você, por você, apesar de você,
Virei!

E nesta insanidade premeditada, direi:
Com as palavras pensadas, com as palavras jogadas.

Rimarei.

Ou não rimarei.

Não importa!

A verdade é a necessária e valorosa amiga.
Das crianças e das Santas poetisas.
A vaidade das palavras traz a vida.
Em sabor, em lavor , deveras amor.

E se me der vontade de poetizar virei.
Ainda, se me der vontade de sonhar, concretizarei.
Do sonho a maior verdade é o inexato.
Do consciente o maior desejo é o incontido.

Da força das letras, o grande encanto,
É esta necessidade premente, de fingir docemente,
Que esta saudade que se sente é gentil e companheira.

Por isso, se me der vontade de poetizar virei.
Para não estar só, trazer você comigo, um trato antigo.
Uma vontade nova.
Uma rosa vermelha de anos, e um desejo novato de instantes.

k.t.n.
in sono...

A noite em vermelho*

A noite desce, a noite tem pressa...

A noite cresce, a noite entontece...

A noite fermenta, a noite!

A noite enlouquece, faz festa, quermesse!

A noite escama, implora e chama.

A noite incendeia, vagueia, clareia.

A noite estrela estrelas, cintila lua.

Na noite há cinzas e nuvens escondidas.

A noite é assim, misteriosa e calada.

A noite sem fim, do meu bem-amado.

A noite de mim, deixou-me assim:

... poeta discreta, amante in carmim!

k.t.n.

Não copie, respeite autoria.

domingo, 4 de abril de 2010

Novembro II - 2007

Inicia com a vida em velas, flores, melancias.
Em marcha ritual ao marmóreo
NO cruzeiro o olhar silente e grave.
Profundo, melancólico, com lágrimas talvez,
Ante aos que se foram.
Não estão aqui? Onde, então?
E a pequenês se agiganta
Entre ritos e rezas, oração, disposição.
O deixar das margaridas, simples, sem perfume...
Flores de plástico, papel, rosas ricas.
Todos ali se encontram, crianças, velhos-moços.
Num lugar sem idade, onde a ilusão e a vaidade, o trabalho/honestidade,
Fundem-se num desejo último,
E olhamos para dentro,
Em nosso recôndito
Lembranças, apenas, são certezas:

Saudades imensas!!
Navios de partida.

K.t.N>

2007

luz

Há um preto que reluz
Tinto, cor, amor.
Tão preto que tinge
A alma de cor.

Há um negro que não se ausenta.
É preto, é brano multicor.
Há! Que sabe o tamanho.

k.t.***

2007

??

E o grande amor secou
E oq ueera grande ficou pequeno
Sem tamanho, sem proporção
Foi embora, enganou
Deixou nao triste o pobre coração.

Deixou oco sem nada, amargo,
passado qual teatro de circo.
Alegre, dando gargalhadas da própria sorte.

O grande amor se foi.
Virou fumaça, esvaiu-se...
Se era grande por que deveria?
Se era grande por que partiria?

Fos embora, silencioso.
Sem cartão de crédito,
Deisou a tarde vazia.
Foi embora em lua nova e sombria.

Retratos do que era,
Guardados em gavetas,
Fatos concretizados,
Na marcha cinza dos dias.

k.t.n.***
2007

DISSIMULAÇÃO

Não engane o meu pobre coração.
Não engane, apenas segure a minha mão.
Segure firme, mostre-me à frente.
Largo horizonte, caminhos de cor.

Não engane o meu pobre coração.

Não ...

Retrato triste em vaõ,
Não me furte a aurora dos dias,
Não me roube a grata poesia,
Passe, apenas, e se vá...

k.t.n.

2007

Ao que foi o vazio

Longe de mim te afastas, longe de mim te vais.
És ser passsante que dobra a esquina
És ser apenas, nada mais!
E assim, vais-te embora do mesmo jeito que chegastes.

E assim, de mando fora de mim
Procurar outros barcos, outros navios,
Mirar outros mares, ajeitar o braço
O gesto, sem brilhos, nem festa.

E só te vais e só te apartas.
Porque a hora é chegada.
EStava há longos dias, há longas eras
marcado o FINAL.

Sem graça, nem festa, como a pior da despedida,
Sem choros, sem pranto, sem emoção alguma.
Só te foste. Nada Mais!

k.t.n***

2007

SEM tamanho

O coração pesa, cansado de bater.
O coração pesa, enorme, imenso, grande.
Já não cabe dentro do peito.
O espaço é pequeno e Ele grande D+++.

O coração pesa, sente opressão, sente as batidas
Os baques , a angústia.
E, embora, pesado, resitente, inFLAMA
Mas não chama, aquietou-se no tamanho seu.

k.t.n.

2007

Riso

Quando quero aliso
Quando não quero encaracolo
Entre lisos e caracóis
Oscilo o pensamento e o siso.

Nem tão brava, nem tão meiga.
Nem tão terna, nem manteiga.
Nem criança, nem pequena, fera e meia!
Um brinco distraio e rio.

Em mudanças de humor,
Na tristeza, em alegria e dor
O que vale é alisar
O que a alma enrugou, dobrou.

Caracóis, carícias plenas,
Caracóis escondem mais.
Não alisa que não gosto,
O mistério insiste e posso!

k.t.n.***

2007

1º lugar

A 1ª vista linda de ti
Estavas, tu, a sorrir.
Largo, feliz, vencendor,
De uma competição sem vitórias.

Assim, diante de mim...
Emclaro instante, entrou,
Por um caminho partido
Sem voltas, idéias constantes...


Mente aberta, gestos certos, manhã nublada.
Mente a mente, casa a casa.
Mente a casa, casa mente.

Atitudes tomadas, atrasadas?!
Não se sabe tudo de quase nada.
Entrementes, sorri para mim...

k.t.n***

Cálido

Sonho lindo
o teu jardim
florido...
em orquídeas pinks,
mimos vermelhos,
azaléas roséas...

Era manhã de um claro-nublado
Céu azul, transparente-cristalino

As flores cantavavam alegres em seus canteiros
Abriam as pétalas perfumadas e risonhas.
Esta tua casa, teu lugar , teu mundo,
A Tua vida mais florida!

k.t.*
2007

Nunca mais teci a manhã
Só passei por ela, em riste a janela
A porta do meio fechada acabada e triste.

Teu lugar já não está lá.
Tateias, vagueias, no poste roubaram a tua luz.
Procuras o teu lugar.

Teu lugar já não está lá.
Hora de esconder, hora de deixar.

Engano.

k.t.n.

Presente Poesia!!*

( ... ) Presente em minha poesia
Nem saíste, deixando palavras vazias.
Entoaste, melancólico, pregas na face
( ... ) Em tom áspero torturas amenas.

Retornaste, com visível propriedade
Provocando presente alegrias.
E disseste, sem palavras humildes fatos.
DA foto registrada, manhã serena.

Então, continuas assim...
Tão perto e tão dentro de mim
Tirando a cinza das horas.
Talvez , sem raiarm nem amoras.

Retornas presente perdido
No atrás do tempo, agonida sentida.
Na calçada, com vento varrido.
Da esquina, coluna do meio.

Olhei-te sem receios
Olhaste-me sem teus freiso.
E a manhã deixou o dia
seguir em paz.Doces meneios.

k.t.n.

2007

d'Agosto ( I e II )

Há no ar um cheiro de festa
Termina o mês, poeiras em brilhos
Contam teus olhos morangos sem verdes
No redeimoinho que se desfaz
Há paz, há sonhos, há flores...

Cortantes tirados do jornal anunciado
Teu sonho roubado, na Pátria Gentil
Desprovido o bravo Soldado
Não foge à luta, não marcha
É força bruta que cai, o srdil!

Salários marcados são sonhos tombados.
É agosto...
Nas ruas, o povo caminha
Desgosto meu Deus. Desgosto meu!
Agostou que me deu!

Na 25, um preço nada seu.
d1Agosto!!

k.t.n.***
2007

hAgosto II

Há no ar um cheiro de festa
Um bolo branco floresta
De negra magia
Morangos sem verdes
Cerejas sem terdes.

Borbulham o champagne,
Refrigerantes revoltos
Escondem seu lacre, garrafas vazias!
Seus olhos verdes.

Há no ar um cheiro de festa
Termina agosto, poeiras em brilhos
Conteam teus olhos morangos-sem-verdes
No redemoinho que se desfaz
Neste vento cortante, saciante, desfaz-se;

Doces cantigas, doces embalados
Embalam meu sonho.
Há flores, há paz!

No redemoinho que se d e s f a z !!

k.t.n.***

Revival - 07

Arco-íris

Setembras nos abris
Rosados gentis floris
Abrs-se ao NOrte
Horizonte Sul, Noroeste, infantis.

Caminhas sobre o Leste
Sem o Sul neves cobris.
Encontraste a ponte-mestre
Em tua fronte a coroar flori.


O Sol, em raios multicores,
Cristalinos, tudo cores.
Aonde quer que fores.
Transparência em brihos brinca.


Cintila fulgurante brilhante
Calor, fulgor, langor...
Colorido, florido, multicor.

K.T.N.

PARTIDA

Pés no chão, mais chão que pés.
Põe os pés para andar
SAir do mesmo lugar, procurar!
Ir... adiantar... transfor-mar...

Partir, deixar...
Nos ecos das palavras vazias
Dias de angústia, trabalho e dor.

Porém levar o gosto amargo
Para não se esquecer dos tristes dias.
Não cair em novas armadilhas
Fazer valer o teu lugar.

Deixar, no entanto,
um pouco do amargo,
Para conter teu novo pranto.

k.t.n.

PRIMAVERA

Primaverva vÊ quem eras
Gosto de heras
Nas cercas em bolor
Botões em cor...

É mais prima do que Vera
Fez a festa e se foi!
Voltaste arrebentando
Em borbotões de cor!


Vera em tudo
Não te escondes
E te mostras nos abris.
Em setembro pretendes.

A arruaça do caminho
Pontilhados, multicor.
Borboletas em teus ninhos
Há vizinhos passarinhos.

Primavera não me deixes
Em Sol ardente,
Queima e arde e não se sente!!

k.t.n.***

Se,

Se todas as poesias já foram escritas,
Todos os sentimentos e emoções exacerbados
Que faço aqui, poeta comum, do lugar-comum?

Se todos os latidos foram ouvidos em uivos, gemidos.
Sensaçoes negros sentidos, que faço eu?
Que digo? Que escrevo?
Neste eu multifacetado não pertencente a mim,
mas um pouco roubado, de todos um pouco??!

Que sou eu? Que és tu?

Somos nós na ciranda da vida, entre pedras perdidas, cascalhos encontrados,

com-ple-men-ta-ção,
atritando-se,
ferindo,
sangrando...
espinhos!

O lugar-comum asfixia, embota a fantasia no igual dos dias
Na manicure presente em faces diferentes e no fundo iguais.
Somente iguais.

A um único SER pertencente, na Una, na Trina, na Santíssima Trindade.
Pecado Maior:
_Eu existo-tu existes!!

k.t.n.

2007

SE

MOÇO

Para além do mar,
Além do oceano
Em terras tão distantes
No acaso encontrado
Beijos entrecortados.

Tudo conspira ao sabor
Das ondas o odor.
Em braços dormidos tb
Sonhos embalados cantos
Sol, mar, água, calor.

Teu rosto de menino;
De barbas, pequenino.
Tens o jeito do Amor.

Em atitudes descobertas
Em pedras tão discretas,
O sal, o beijo, a flor!

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Homem, encanta,
na frase, em farda.
Em riso e em rosto
Em jeito, em mãos.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

k.t.n.*
2007

2007

A paz o ato que faz.
Em tudo o que buscamos
Sem prantos ou danos tantos,
Há paz!

{ Buscar sem troféus, medalhas, panos...}

Em homens mulheres ruas
Partidas enfim quebradas
Carteiras
Desfraldadas bandeiras,
estraçalhadas, estudos desfeitos,
destino malfeito.
Ah, paz!

Sonhos de infinitos ontos em próximas vida.
Vida próxima sofrida,
Vida breve, vida leve...
Na paz descanso e digo:
_Não são sonhos de rapaz.
São triângulos, são quadrados, obtusos, obsoletos.
São fissuras, são imagens,
São armários, camas desfeitas, janelas abertas.
Há paz:
Na rotina, no calçado, na ponta dos pés>>> espezinhas.
No destino.
Na criança, na fome, país um tanto,
Oh, paz!

Passa-me agora tua face.
Passa-me agora teu perfil.
Passa-me o manto a cobrir o que é este varonil.
Entre laços de azul
País Divino, de Todas as Américas, do Sul.
Amarelo Brasil, amado BR.

k.t.n.
An

Das mães... *

"Não temas, eu sou contigo!
Não te assombres, eu sou o teu Deus!
Eu te ajudo e eu te esforço.
Eu te sustento, na destra da minha justiça."

( Isaías )

"*Alteridade: é a consciência do outro em nós."

Dos artistas e arteiros

"A certeza de que somos meros coadjuvantes neste mundo,
Aflora-me ao ver um sabiá, sobre meu ipê, a cantar...

Para qual platéia?"

S.G.*
2007

domingo, 21 de março de 2010

k. in sintonia* ( Março - 2010 )

Buscar as palavras sensatas.
As palavras puras do Teu amor.
As palavras de benevolência.
As palavras que auscutamos através do caminho do coração.

Vamos buscar as belas e puras palavras.
As singelas,as mais belas do Teu puro amor.

Senhor, estamos aqui.
Somos Teus filhos diletos, auxilia -nos na tarefa de para sempre Vos amar.
Senhor, estamos na Terra em divina providência.
Estamos, Senhor, lutando a cada dia pelo esplendor da vida reta e farta do amor de Cristo.
Senhor, novas messes, novas paisagens, novos caminhos e a tua misericordiosa mão a nos guiar.

Pai, estou aqui.
Vim, no teu nome, Pai, mas eis que preciso partir.
Adeus!

k. in sintonia*
{mediúnicas}

sábado, 20 de março de 2010

b r a n c o ( em construção... )

Branco que anuncia a paz, branco que renova energias
Branco brando e firmamento, branco pleno e sereno,
Ilumina e purifica, enlarguesce, rejuvenesce, faz festa e fantasia,
na cambraia de todo dia.

Há matizes sombreando e o branco saboreando.
Há framboesas cristalizadas, sobre o seu colo, branco colo.
Há enfatizadas o bem supremo, a delícia do terreno,
a terracota enfeitiçada, pelo teu charme, eterno charme,
Branco arrogante que esperneia e em frota
Branco supremo que da terra brota.

k. in urgências d'alma

Estilhaços

Em mil faces, vi-me quebrada.
Em estilhaços, senti-me partida.
Em mil feridas resumi a vida.
De tudo um pouco um fato louco.

Juntei pedregulhos, preguei em pregos.
Afetuei-me aos presságios, fiz-me em regresso.
Amontoei os rastilhos, o que pude, o que ficou.
Encontrei novo rosto, rosto novo de amor!

É fato, é urgente, é amor, é contente.
É pressa, é esgotar mais uma vez uma face.
Em mil partidos, um só mais uma vez ente querido.
É a espreita afobada, a menina roubada.

No colo oferece a prenda do dia.
No gesto permanece, cadência, água fria,
Mãos quentes, ou geladas, não importa o fato.
Importa o que permanece e mostra outro dia!

k. in urgências.

In sintonia ***

A vida prossegue em enorme regresso

A pátria espiritual empresta seu nome aos que partiram

Os eflúvios permanecem latentes em nossas mentes cansadas

A divindidade se esparge em meio à densa camada terrestre

E temos mais do que mensageiros, temos amigos e anjos protetores,

Muitos chamados de amigos, muitos chamados de irmãos.

Temos a providência divina, temos as benesses e as preces.

Temos o halo divino a nos perpetuar diante da eternidade,

Temos a verdade e a certeza da passagem, da estranha e formidável passagem.

E ainda, podemos nos olhar e nos tracejar, em caminhos afluentes e em mãos bendizentes.


Do conforto do amigo o consolo, do conforto, do irmão o gesto nobre, do conforto, do esposo que partiu, do conforto, do princípio que nos uniu.

E vos falo, haverá um dia, em que todas as verdades serão uma única e só indivisível verdade.

Kátia Torres Negrisoli

Não copie, respeite autoria.

Não

Não me tires a poesia de todo dia,
Não me afastes a essência vital
Não me atormentes com festas banais
Não me tires do caminho, afinal!

Tracejei, revelei, encantei, é assim:
Tão suave, tão crispante, tão cantante,
Mas é assim!

Não me modeles, não me maltrates a afeição.
Não me tires do redemoinho, onde me lanço fagulha em vasta amplidão.
Não nasci para ficar presa, não nasci para ser segura.
Sou anjo rebelde, figura felina, ferina e canina,
abandono e fico, enrosco-me e traio, maltrato e afago.

Espera em teus olhos, na tua brilhante retina, de novo meu corpo
Esguio se indo,...
Espera, quem sabe... ficarei fixada, no momento supremo, das mãos enlaçadas.

A sorte está lançada!

k.t.n.

Inspirada in Rocco Caputo

Eu e os pintores/desenhistas,
Algo que não se explica
Tamanha afeição,
Desejo antigo, outras eras, muitas eras...
Descoturadas no tempo, atingem retinas ,
Reforçam o firmamento.

Eu e os pintores/amores/da vida.
Eterna sintonia entre arte & poesia.
Musicadas pelas letras em assonâncias e aliterações.

Os pintores, a poesia e a música.
Onde eu?!

k.t.n.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Canção de ninar gente grande!

Mãe, palavra proibida
Rosa que não pode ser esquecida,
Rima que jamais será perdida.

Mãe, amor que dança em meus pensamentos
Entre lírios, rosas e tormentos.
Violência pacificadora das palavras ditas em ouvidos de ouvir.

Poesia presente em noites de lua fria.
Vento e brisa, quando o Sol insiste demais.
Mãe, inesquecível..........eterna......fraterna........amiga!

Só saudades!

Onde você está?

k.t.n.

quarta-feira, 10 de março de 2010

L Serguilha (en español) en: Embarcações‏

Luís Serguilha



en: Embarcações / 2004





La afinidad de los ejércitos de musgo es formada rigurosamente

en los sentidos galvanizados

por el canario del mar

que expone el babor de las plantas en las embajadas

luminiscentes

donde los guardianes de las circunferencias marinas

desnudan perpetuamente

la intervención molecular de los ondeos

sobre los codos metódicos del agua

como la continuidad vertiginosa de las aves de migración a

descomponer los tableros bilingües de los surcos cronológicos

entre el insulamiento de las efigies sintonizadas

y imperturbablemente una frontera de manos laboriosas es

adicionada a las movimientaciones indescifrables de los follajes

para diseminar los pórticos minusculos

que atrincheran los tejados cilíndricas de las tardes

La interioridad de las bibliotecas gotea en los pianos alegres de las mujeres

donde el fruncimiento descuidado de las horas es

predestinado a los bostezos pélvicos de las colinas unísonas

donde los vestidos mates de los torrentes supuestos

tonifican solamente

los garabatos ressalvados en el escurrimiento de las antorchas

para entregaren las correspondencias de los pájaros a las

dislocaciones continuas de los florecimientos extravagantes






trad. Leonardo de Magalhaens


http://leoleituraescrita.blogspot.com










Luís Serguilha







A afinidade dos exércitos de musgo é formada rigorosamente

nos sentidos galvanizados

pelo canário-do-mar

que expõe o bombordo das plantas nas embaixadas

luminescentes

onde os guardiões das circunferências marinhas

desnudam perpetuamente

a intervenção molecular dos adejos

sobre os cotovelos metódicos da água

como a continuidade vertiginosa das aves migratórias a

decompor os tabuleiros bilingues dos sulcos cronológicos

entre o insulamento das sintonizadas efígies

e imperturbavelmente uma fronteira de laboriosas mãos é

adicionada às indecifráveis movimentações das folhagens

para disseminar os minúsculos pórticos

que entrincheiram os telhados cilíndricos das tardes

A interioridade das bibliotecas goteja nos pianos alegres das mulheres

onde o franzimento descuidado das horas é

predestinado aos bocejos pélvicos das uníssonas colinas

onde os vestidos baços das supostas torrentes

tonificam unicamente

as garatujas ressalvadas no escoamento dos archotes

para entregarem as correspondências dos pássaros às

deslocações contínuas dos extravagantes florescimentos







in: Embarcações / 2004

terça-feira, 9 de março de 2010

Mel

{Aos teus cor de mel }

Amarilinos brilhantes focaram o instante, inebriaram e ruborizaram faces.
Melosos, macios, melodiosos em acordes à boca farta,
Fazem tatuagem no seu rosto exato.

Fala sedosa, dentes cobertos, rosto já feito homem-feição-criança esperando doce.

Este brilho, esta foice a martelar a todo instante.

Esta saudade, este arrepio, este que me mata e me dá vazio.

Espero. Desde a manhã, a tarde toda, à noite cubro.

Tateio suas longas pernas, embriago-me na doce laranja-citrina.
Espremida, partida, ansiosa, espera.
Mel, este néctar seu, este sabor incontinenti, esta prova, esta gente.
Estão a bailar, duas balas sedosas, orbitais, geniais.

Focaram , fizeram miragem, grande bobagem, acertaram.
Mel na face branca, mel em linhas finas, mel na boca, meles nos olhos.
Cobertura!

k.t.n.*

Vieste

Intentaste tristezas partidas e incendiaste as fagulhas perdidas.
Escravizaste meus ombros cansados, em tuas mãos crispadas e ofegantes.
Deixaste a cama macia e vieste ao léu, tão longe em visões tardias
Mas, vieste!
Não importa a partida, importa que vieste!

Olhaste o breu e o espanto, admiraste a pequena tez coberta.
Farfalhaste em dobrado o meu canto, aspiraste na flauta incendiante.
Partiste. Levaste. Comigo uma parte. Contigo uma miragem.

Foi Orfeu, que diante do breu cantou legando ao inverno o vazio.
Foram tuas hostes, teus pecados, no meu encanto um puxado.
E a donzela ferida caiu, suas vestes sangrentas cingiram,
lentamente um nome em fronte.

E o moleque feliz saltitante, gritou, bradou:
_ Minha vez chegou!

k. in obra.

domingo, 7 de março de 2010

k. in sintonia* 2009

A vida prossegue em enorme regresso

A pátria espiritual empresta seu nome aos que partiram

Os eflúvios permanecem latentes em nossas mentes cansadas

A divindidade se esparge em meio à densa camada terrestre

E temos mais do que mensageiros, temos amigos e anjos protetores,

Muitos chamados de amigos, muitos chamados de irmãos.

Temos a providência divina, temos as benesses e as preces.

Temos o halo divino a nos perpetuar diante da eternidade,

Temos a verdade e a certeza da passagem, da estranha e formidável passagem.

E ainda, podemos nos olhar e nos tracejar, em caminhos afluentes e em mãos bendizentes.


Do conforto do amigo o consolo, do conforto, do irmão o gesto nobre, do conforto, do esposo que partiu, do conforto, do princípio que nos uniu.

E vos falo, haverá um dia, em que todas as verdades serão uma única e só indivisível verdade.

Kátia Torres Negrisoli

(sintonia*)

k. in sintonia*

Mensagem

Para dizer que a paz é fundamental, precisamos brigar com a guerra.
Para dizermos que o amor é o élan vital, precisamos brigar com a arrogância.
Para dizermos que somos uno, precisamos ser divididos em muitas faces.
Que nossas faces voltem os olhos ao mesmo ponto e nos diga da vida, da enorme VIDA, da qual somos protagonistas, fiéis do amor em Cristo.

A vida ensina, mas a vida cobra.

Não nos detenhamos com o mal passado, vislumbremos o bem futuro, o seguro bem, do qual bebemos as fontes dadivosas do amor.

Amor, o imbatível amor.
Amor, a certeza do amanhã.
Amor a força firme que nos faz prosseguir.
Amor, a certeza da fé da união.
Amor, a conquista diária e 'militante' dos caminhos.
Um amor em potes de paz é o que tenho aqui,

Ave Cristo!
2010
k. in sintonia*

Cansaço

Deixa ouvir o meu silêncio,
Escutar minh'alma
Aliviar o meu cansaço,
Sorrir...
Deixa eu, deixa eu, deixa eu,
Largada de mim,
Desafinada de mim,
Bem longe...
Quieta a me encontrar!

k.t.n.

2009

Festa

Quero dançar com e para você!
Mascar balas de caramelo.
Detonar o seu sorriso amarelo,
Pular na corda-bamba.
Sambar na Avenida Principal.

Avisar que não irei,
Não penas, não irei!

k.t.n.
2009

Lance

Joguei as flores
Lancei-as todas fora,
Empoeiradas, sem graça,
Desfolhadas,
Caídas,
Penitentes.

Lancei-as ao vento.
Soprei todos os sentimentos.
Arrumei o verde vaso,
Com novas sementes,
Com novas cores
De vermelho intenso
Salpicadas de dourado,
Pululando ao luar
Que penetra pela fresta,
Da janela que deixaste entreaberta!

São vermelhas,
São douradas
Lindas e arrumadas.

São dias de Glória, logo após o choro convulso.
São almas agrestes, pulando o muro, vindo te ver.

k.t.n.
2009

Má Vá ---

M a r g i n a l

M á

V a g i n a l

........n a l

V á ----------

Mar ----------

k.t.n.
2009

EternaMente

É ter na mente
Éter na mente
..........mente
Mete na. mente
Meta..na .boca
É ter na .boca
É ter na mente

Mente na mente...

k.t.n
2009

quinta-feira, 4 de março de 2010

L Serguilha (auf Deutsch) in 'Embarcações'‏

UM POEMA-MEU TRADUZIDO PARA ALEMÃO.....ABRAÇOS SERGUILHA

Embarcações





*



Die Integrität der Geometrie ist eben in den einfältigen Knoten wiedergeboren

der reissende Vibrationen

die spalten die Lungen ins Gewölbe des bedürftiges Bootes erfunden

Die Feinheit der leuchtende Territorien erlaubt einen Widerstreit von

Konsonanze

in einem Archipel entfremdet barfuß

durch die scharfsinnigen Konvertierungen der zitronen Fieber

Ich fühle die Zession der Pflaumen in der Einheit der Erinnerungen

gefangen mechanisch ins

Vordach des fleischigen Labyrinth

und die Selbstklebend der Lichter atmen die Fortschritte ein

einzige der bildliche Krippen

auf der Konvergenz der ozeanische Bojen

betrachtend die durch der Hingabe der Inseln gesparte Stille

Die ersten Seemöwen trüben die Ampullen der Anmerkungen

der Fabeln

in der umgestaltenden Aufstieg der flammenden Zweige

wie die Unwandelbarkeit der kleinsten Gebiete zu konzentrierenden

in der obsessive Enthaltsamkeit des dürftigen Morgens

Ein Fleck von Hafer lehrt die asymmetrischen Pulse wieder sehen

in den parallelen Furchen der Schnecken

umreissend der Zahnersatz des Brennholzes

und du sperrst schwindelnd ein

die üppige Architektur der Furchen

in den Schaukästen der Wärme




*




Du wirst die Expedition der Symbole in den verspäteten Wasserscheiden der

Meridiane bewachen

und die Jungendalter der Lichter wird sehr langsam tilgen in die

irrende Truppen der Schulterblätter

die begründen die Einigkeit der Nadelköcher

auf den stimulierenden Ölen der Schläfen

okkult konzentriert

es ist hier, den die magnetische Entwicklung der Bienen konserviert

die Nachwuchs der Isolierung der durchsichtigen Ackerbau

wo die reisenden Eigenschaften der winzigen Lagerfeuer

verwunden die flüssigen Leichentücher der Kirschen

zu mitkeimen die Abhandlung der Silben in der

tiefgründig Scheitelpunkt der pubische Augenlider





übersetztes Gedicht durch LdeM




(in EMBARCAÇÕES)



Luís Serguilha


*



A integridade da geometria renasce justamente nos nós

ingênuos das vibrações caudalosas

que fendem os pulmões inventados na abóbada do barco indigente

A delicadeza dos territórios luminosos permite um embate de

consonâncias

num arquipélago alienadamente descalço

pelas conversões perspicazes das citrinas febres

Sinto a cedência das ameixas na unidade das reminiscências

captadas mecanicamente no

tejadilho do labirinto carnudo

e os autocolantes das luzes aspiram as progressões

únicas das manjedouras pictóricas

sobre a convergência das balizas oceânicas

que contemplam o silêncio economizado na devotação das ilhas

As primeiras gaivotas embaciam as ampolas dos ementários

das fábulas

na ascensão transformadora dos ramos flamejantes

como a imutabilidade das pequeníssimas regiões a concentrar-se

na continência obsessiva da exígua manhã

Uma mancha de aveia ensina os assimétricos pulsos a reverem-se

nos sulcos paralelos dos caracóis

que delineiam a dentadura da lenha

e tu aprisionas vertiginosamente

a opulenta arquitectura dos sulcos

nos mostruários do calor



*



Guardarás a expedição dos símbolos nas vertentes atrasadas dos

meridianos

e a adolescência das luzes é anulada devagarinho no

tropel errante das escápulas

que justificam a concordância das agulharias

sobre os óleos estimulantes das têmporas

ocultamente concentradas

é aqui que o desenvolvimento magnético das abelhas conserva

a descendência do insulamento das lavouras transparentes

onde as propriedades viajantes das minúsculas fogueiras

ferem as líquidas mortalhas das cerejas

para congerminarem a dissertação das sílabas no

vértice profundo das pálpebras pubianas




in: EMBARCAÇÕES / 2004


---------------_________________-----------------


Os poetas portugueses, ah, os poetas!!

A língua portuguesa,

Esta esfera louca que me aquece, estas imagens recorrentes...


Muito à frente, muita à frente, a encontrar-se com toda a gente...



è LUÍS, MÁRIO,..... ...................................................... embarcações...



A Terra nunca dantes navegada.....................................................!



Passa a fita, tece o fio....................................s'imbora pra este navio!



Luís, para sempre o SERGUILHA................... 'must'...................'must'....



A ninfa!

k.t.n.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

LUIS Serguilha in english (de 'embarcações')

OLÁ AMIGOS(AS)

AO CONTRÁRIO DA OPINIÃO DE MUITA GENTE ...OS MEUS POEMAS SÃO "TRADUZÍVEIS" ....ESTÃO A CHEGAR TRADUÇÕES EM ESPANHOL, CATALÃO E AGORA NA LÍNGUA INGLESA ...AQUI VAI UM POEMA






Luís Serguilha




*

With these burning signals of fractured cisterns
is that immoderately I enamor the sulphated arcades of the
invention
with these gloved lines of interrogatories
is that I finger the knifing of waters in the gallops of the your splendorous breasts
as the happy hesitation of the mouths in the distribution of the
necessary deepness to the lifting of the pulmonary mulplication
and the craters of the merles button the consonants of the food
avid of hosts
where I denude the deflected start of the colossal fruit
upon the impermeable traingulation of the hirsute stain
The paths of the voluptuous crack move about in the railing
unbalanced of the maritime vigilants
and the solar rigour entrusts the vertical comemoration of the shadow to the
magnets of the reconstituted handle
by the paintings of the antidote of the pomes
to conjugate the rupture of the wave of a minuscule galaxy to the
jewelry of the famished trees' grove
and the estrategic interstices of two bodies rise
disguised of incommunicable liquens
between the unexplicable blindness of the leopard
and the fulminated rugosity
by the unforesseable contagion of the light
intensively brunet
The imminent rhythm of the journey now is brush of the
extensive vocable to redouble the most difficult profile of the daybreak
rigourously hemmed of instantaneous flowers that
reach meticulously
the alternative wealths of the reconciled windows
seem the alacrity of the translations in the throne of the
birds
strangely adjusted to the casual deluge of the
ciclonical embouchures










translation. by Leonardo de Magalhaens


fev/10
















É com estes sinais abrasadores de cisternas fracturadas
que imoderadamente enamoro as arcadas sulfatadas da
invenção
é com estas linhas enluvadas de interrogatórios
que tacteio a facada de águas nos galopes dos teus seios esplendorosos
como a feliz hesitação das bocas na distribuição das
funduras necessárias ao levantamento da multiplicação pulmonar
e as crateras dos melros abotoam as consoantes do alimento
ávido de hospedeiras
onde desnudo o começo flectido do colossal fruto
sobre a triangulação impermeável da nódoa hirsuta
As trilhas da fenda voluptuosa agitam-se no gradeamento
desequilibrado das vigilantes marítimas
e o rigor solar confia a comemoração vertical da sombra aos
imanes das empunhaduras reconstituídas
pelas pinturas do antídoto ds romãs
para conjugar a ruptura do aceno duma minúscula galáxia às
joalharias do esfaimado arvoredo
e os interstícios estratégicos de dois corpos sobem
disfarçados de líquenes incomunicáveis
entre a cegueira inexplicável do leopardo
e a rugosidade fulminada
pelo imprevisível contágio da luz
intensamente morena
O ritmo iminente da travessia já é um pincel do
extenso vocábulo a redobrar o dificílimo perfil da madrugada
rigorosamente debruada de flores instantâneas que
alcançam meticulosamente
os haveres alternativos das janelas reconciliadas
parecem a alacridade das translações no trono dos
pássaros
estranhamente ajustado ao dilúvio casual das
ciclónicas embocaduras














in: EMBARCAÇÕES (2004)






Luís Serguilha

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Borbulhantes




Reflexos sutis da face-imagem-miragem
Volteiam em seios concêntricos do eu pensamento
Imergem e emergem
lancinantes vôos em melenas cadências.

Espectros de narcisos reflorestam agitados o ideário
Tigresa fêmea
feminina
enlanguescida é vida
Rutilantes as meninas presenteiam e adejam em cores
Arco-íris de flores alados amores

Hora de dormir ... !

Acorda a sorrir..................!

k.t.n.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

... love ... dias ...

... um dia

... dois dias

... três dias

... qts dias?


faça as contas!
faça de conta!
una as pontas.
conta a conta!

... três dias...
... dois dias...
... um dia...!

amor maria!

love

k.t.n. in conta...!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Para Marie Thereze


O mar, as borbulhas, o amor!
Marie Thereze, em flor.
Amor em flauta, amor em alta.

Precisão, detalhes, lirismo, simplicidade.
A transformação, a elucidação, a face contida.
Os prantos em risos, um descanso ao siso.

É assim, contemplando, pintando e resgatando.
Missão, ante-visão. Precisão.

Divisão e multiplicação.

Somatória e dedicação.

O mar, Marie, a vida! Contintas!

k.t.n.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bizarro


René Magritte ( Polo Bleu Motion )

Brotaram jabuticabas em pés de calçadas
O doentio bizarro emprestou suas sedas
O entranho veneno cuidou da empreita
Ò Brasil, de estranhas passagens!



Ò intensas viagens nas passarelas agrestes,
Partidos em circunferências inexatas paralelepípedos
Na doçura destas frutas os meus olhos
Pousados em frestas embargadas viragens...

Na esquisitice fanfarrice o meu riso
No sobrancelho do alheio a testa curva
Sobrecenho, discretamente, abre a pista

Entrevejo Henri Matisse no *Castelo que se vai
É outro o pintor dos matizes róseos em flor.
E o pretume das libélulas liberaram o meu pesar!


Ave César! Ave Hora da Ave Maria! Ave Sintonia!

Hoje é festa na Avenida!

k.t.n.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

a MI go ...

Das águas de lá, para as chuvas de cá, na cadência do redemoinho
Voltaste!
Amigo!
Que palavra melhor para definir-te?
Que falta fizeste ao tédio dos dias?
Sempternamente auricular nas divisas territoriais das tuas vestes.
Voltaste!
Ficarás?
Não.
És amigo de partir, da fuga e da transmigração.
Mas também é imperioso voltar, conferir, confirmar...
Saber das saudades que aportaram em longo cais.
Saber das verdades.
Saber do ser o extenso e harmonioso fio ...
Sem navio, só âncoras, até a terra desbotar e tu voltares, apressado, agitado ao teu outro lugar, de lá e de cá, de cá e de lá.

AmiGO.
TU VOLTAS
AMIGO,
NÃO FICAS?!

Amigo, aprendi este significado e amo estes ensinamentos.
A ausência nunca há, quando aquele que lá está empreende em honestidades profundas o grande mistério ...
Nesta hora, ficas! Nesta hora, ainda é hora do abraço que não houve.
Inda é hora de afigurares-te na cintura desvairada, deitares o braço em regaço e adormeceres, após o teu conto, no travesseiro roubado, enfileirado pela cama, do amigo, meu amigo, saudades distantes, gigantes do teu cais.

In vitro.

k.t.n.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Carnaval

Mais uma vez Carnaval, sempre após o Natal!
Não dá para inverter?
Sempre a mesma ordem, todo ano sempre igual...

Enjoativo e cansativo este tal de Carnaval.

Enjoativa e cansativa toda ordem terminal...!

Quero pular em agosto, receber Papai Noel em setembro!

Deliciar-me com o Ano Novo em Outubro, ou quem sabe no Abril da sorte.

Quero a Páscoa primeiro, do sofrimento ao nascimento.

Meu aniversário várias vezes, em todos os meses do mesmo ano.

Trocar as folhas do calendário, fazer desta arte um fato.

Tirar deste ato falho todo o engodo

o prestimoso,

o sempre igual Feliz Natal comercial!

k.t.n.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

t e m p o i d o

Há um tempo de absoluta depuração. tempo em que se esgotam os tormentos.
Há um tempo de absoluta paz, tempo de guerra que a vontade não traz
Há um vazio e um sentido.
Há mais que amor, há êxtase e veneno.

Embora o tempo se alongue em seus dias é ledo engano o que se passa.
Ilusão doentia, passageira, perfaz o caminho, ajeita o madeiro, tira das costas primeiro e prossegue e vai e ajeita os cabelos e penteia os cílios.

A faísca subiu, o cisco caiu.

É o amigo costumeiro, o seu lado verdadeiro, o empréstimo que se fez,
São juros de alta monta, depositados em tua conta, quadruplicando
nossas tao longes passagens... emitindo os sons da mais longa viagem, dando a cor , o tempero agridoce...

É o tempo, o tempo, o tempo, o tempo... vai , vai, vai, que vai.
Chega. Pára. Continua. Vai.

Estou aí, quase aí. É tempo!

k.t.n.

Saudade rosa

E se a minha saudade rosa vier te buscar,
E se o meu amor de for novo te saudar?
E se na virada do firmamento encontrei tão louco alento?

E se posso?
E se podes?

Quem segurará?
Quem se manifestará?

Em qual tempo, em qual paragem?
Em qual vertigem, em qual viagem?

Dize ao cego, responde ao louco, ouve a música.
E toca a mais bela canção ...
E busca nas palmas das minhas mãos,
Tuas linhas tracejadas,
Nossos caminhos enroscados
Os desejos armafanhados... e o suspiro gritando dobrado.

k.t.n.
in rosa

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

2010




Não sei porque te douro, não sei porque intento
Nas voltas do tempo curvo, curvar em leque o meu pensamento.
E deste não saber, soboto o tempo.
E deste não querer, broto o tormento.

Demasiado longo o tempo invento.
Horas passadas prevendo as futuras.
Curto demais o tempo para tanto.
Lanço ao ar embalo o meu canto.

Rogo às preces boas benesses,
Cativo e falo, cultivo e calo.
Eis o motivo.
Eis , razão
Eis-me aqui de novo... tempo vão.

k.t.n

Pontes

Em tantos descompassos, descaminhos e pontes traço.
Um reto, um anjo descalço, feição sebastiana, minho e tesouro.
Tesouras a rede e enlaça, lenço afiado na testa falha.
És um pouco da alegria, és fantasia, és agonia.
A madeira que nó embala, a poesia de tão gasta falha...

O entardecer busca e musa e cala, a biografia busca o perfume
e dorme... na rede postada, atrás da porta, na porta enroscada no grosso arame, forjado nas minas encarvoadas...

E o Sol, o astro onipotente, reina Rainha e se faz gesto presente.
E o amarelo, o ouro, o já visto, chora maldito e silente brilha
Volta benquisto, lar em solo amado, faz o macio da festa serenata.

É noite ainda, é noite, criança.
E noite ainda, é noite, dorme ...
É noite, põe a cabeça , afinca as estrelas.
Desce sorrateiro e acorda ligeiro.

Para meu mais novo afeto.
O meu rosto predileto.
O escondido no ser
recôndito,
alvorecer n'alma que brota.

kátia.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano Novo

Que venham os anos,

Com seus doces enganos...

Na cinza do tempo

Sem consentimento...

Tirar todo pano, em tempo, um plano!

Perfeito pavio,

Navio sem fuzil...

Menino e perfil, poeta indiscreta...

Conto os minutos da guerra e da paz!!

k.t.n.