sábado, 30 de junho de 2012

Mapa Cultural Paulista

Mostra Estadual de Literatura
Biblioteca São Paulo - 25 de Junho de 2012
Parque da Juventude - Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 Santana - São Paulo
Programação:
10h – 12h: Cerimonial / Premiação
12h – 14h: Almoço especial no paço da Biblioteca
14h30 – 15h30: Visita monitorada pela Biblioteca
15h30 – 14h30: Bate papo com o crítico literário Manuel da Costa Pinto
17h: Encerramento
MANUEL DA COSTA PINTO




Formado em jornalismo
pela PUC-SP e mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, Coordenador Editorial do Instituto Moreira Salles, é autor de Literatura Brasileira Hoje (Publifolha, coleção “Folha Explica”) e Albert Camus – Um Elogio do Ensaio (Ateliê Editorial), co-autor de Ilha Deserta – Livros (Publifolha) e organizador e tradutor da antologia ‘A Inteligência e o Cadafalso’ e outros ensaios, de Albert Camus (Editora Record). Foi editor-assistente da Edusp, editor-executivo do Jornal da USP, redator do caderno “Mais!”, da Folha de São Paulo, editor-executivo da revista Guia das Artes (especializada em artes plásticas) e, de 1997 a 2003, editor da CULT – Revista Brasileira de Literatura. Foi curador da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty em 2011. Atualmente, é colunista da Folha de São Paulo, onde assina a seção “Rodapé”, sobre literatura e livros, publicada aos sábados no “Ilustrada”.


Grande abraço a vocês.
Carol Bampa
Produtora Cultural
Abaçaí Cultura e Arte
11 3312-2900 ramal 2943

A menina



"Era uma vez", uma menina rosa
De tão rosa no seu sonho escureceu
Não percebeu que a noite veio de mansinho
E lhe trouxe adormecimento.

Neste olhar adormecido brincou com fadas e duendes.
Galgou florestas e desviou-se de serpentes.
Arrebatou nas águas cristalinas o frescor para o rosto.
Iluminou as pálpebras e docemente caminhou.

E tudo rosa e tudo prosa e tudo mágica.
Nos pés calçados macios artefato de bem-fica.
O frio de mansinho se aconchegou.

A esfera se fechou em torno colibris.
Beijas-flores, bem-te-vis.
No colo palavras mil.

k.t.n. in pequeno soneto

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Noite

 ...

A noite espera por este dia.
A noite esperta espera por este dia.
A noite submersa espage esperança neste dia.
...

Dia na noite.
Surpresa na calada.
Dia na certeza.
Noite e adormeço.
Um olvido
...

k.t.n.*

terça-feira, 12 de junho de 2012

Testa a testa








Caracois

Saudades, amor, saudades!
Encaracolados nos dedos os aneis do meu anjo.
Terrível secreto que grita nas esquinas.
A parte da morte abre possibilidades,
Novas vidas, novos jeitos, um tempo, alento.

E no cabelo colorido,
Resplandecente aos anos que se foram
Os anelados difusos, profusos, chamando anjos.
Adormeço, esqueço-me dos mal-feitos.
Desço até mim,
Diviso-me água turva purificando.

E os anéis ... e os anéis...
que eram vidro e não se quebraram
Deslizaram de minhas mãos,
Escorregaram, caíram fartos
Testa a testa, teste a teste.
Difícil defninição.

Prédeterminação.
Num átimo volta!
Num segundo fica!
Num instante volatiliza...
Escapa na fresta.

Está feito 'bicho do mato no escuro',
Tinindo as esporas, quieto arredio.
Esperando o sorriso, o calor, quanto amor.

Derramado ...
Derramado...
Derramado...

Doído,
Doído,
E doido.
Nonsense.
Não mais a disputa.
A rendição.

Dos aneéis que encaracolados tornam, escorregam,
Coroam a face do novo amor fossilizado, encantado.
Preparado para a volta, as voltas, às voltas.
Semi-círculo, circunferência, um olhar absoluto.

Tentáculos tateando, jateando olhos rasos d.água.
Morenando a testa suada.
Embebedando as rosas de maio,
Caindo em junho, prontas para abril.
Enovelou, enovelou e no velou.

Uma parada, um campo secreto.
Teu corpo, teu corpo, teu rosto.
Cabelos na testa, na fartura modéstia.
Empresta amor, o cuidado.
Tratarei para sempre,
tratarei para sempre!!


k.t.n.*

domingo, 10 de junho de 2012

Girassois suculentos















Adormeço nestes girassois gigantescos e permaneço quieta/
Bebendo a luz que refratra de suas enormes pétalas/ 
Distribuídas concentricamente torno ao pedúnculo que sustenta as sementes fartas/
Espalhamos sementes, gastamos esta lua/
E a aurora nos reverte parte em talento iluminado/ 
Em girassois da Rússia bordados no ventre/


 Suculentos Sândalos/ 


Vertigens de abelhas-rainhas faiscando no mel das resinas cadentes/
Deito-me, então, neste relento e adormeço de novo/ 
A espera do dia em que não se verá noite. /
Aqueço-me nestas gentis figuras e pereço/ 


O novilho que pasta ao longe se aconchega/ E firme acorda-me/
Do sono desperto, eis que vejo: / maravilhas circulares, eis novo alento/ 


Novos ventos, velhos vórtices, violinos!

 

k.t.n. in vórtice

domingo, 3 de junho de 2012

Pés

Eu te caminho em meus pés
Sinto-te sob meu jugo. 
Descarrego as frieiras,
Todas as coceiras!

E me defronto com o pássaro da morte,
Enviesado em cascatas de fumaça,
A espreitar a hora derradeira.
Costumeira das vidas nascentes.

A hora dos pés, dos pisantes.
Enormidades de verdades,
Alto-falantes.
Andantes.
Caminhantes,
Cantantes!

k.t.n. in marcha.