segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Refaço

E a vida volta em letras.
E refaço-me em poetas-postados.
Encosto a cabeça neste travesseiro.
Atravesso noites-minutos neste regaço.

Pedagogia do NÃO!

Não ao que te faz mal,
não ao abuso,

não à segunda chance,
não aos folgados,
não aos mal-intencionados,

não à mim,

quando contaminada com muitos SimS~~~!!!

k.t.n. in naum

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vértice

E descanso em teu vértice.
E sopro o vento longe
Para náo me incomodar.


Reinvento sonhos,
Para permaner mais tempo com os olhos fechados,
Viajando até os teus caminhos.


E, espero, secretamente, pelos azuis bordados em meu corpo espera.

E aconchego em clima de abril.

Deixo o Sol veraneando lá fora e, devasso, me estendo na poltrona


. Hora de sonhar.
Hora da Estrela!
Ursa MAIOR.

k.t.n.*

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Devaneios

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E descanso em teu vértice
E sopro o vento longe para náo me incomodar.

Reinvento sonhos para permanecer mais tempo
Com os olhos fechados e viajando até os teus caminhos.

E, espero, secretamente, pelos azuis bordados em meu corpo espera.

E aconchego em clima de abril.

Deixo o Sol veraneando lá fora e, devasso, me estendo na poltrona



. Hora de sonhar.
Hora da Estrela!
Ursa MAIOR.


k.t.n.&

cores

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Meus olhos vertem nestas cascatas fecundas de cores/

Emprestam olhares/

Fuligem entre o azul matinal e fresca grama da campina/

Consagra aos Deuses todos os caprichos teus/

enleva faces/ Enrubesce miragens/

Escuto sons melodiosos do silêncio... e cativa/

Descortina nuvens, desmacara arrebois/

Claraboia em pleno dia, amplexo de peixes, sismologia/

É uma profundidade/

Assustadora/ Lanço-me às águas/

Hora de emergir/

k.t.n.* (respeite autoria)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tapete

Hora dos tapetes.
De voar...
Ligar na tomada.

Passear...

Hora de buscar.
A oferta rediviva
Teus olhos concretos.

Paz...
Atrevida!

Hora senhora,
Agora.
Minuto minuto minuto.

Acabou por um segundo.
Foi-se algodão-doce.
Foi-se o pipoqueiro.

Ficou a praça.
A nossa.
Mensagem e coração.

Pacífica.

Entoando nos caules.
Brotando nas folhas.
Flores novas.
Novos frutos.

Sabores.
Olores.

Passa.

Fica e estremece.
Enrubesce a testa.
Franze o queixo.

Tateia, vagueia.
Enternece.
É tudo prece.

k.t.n.

Solilóquio

Há um fazer profético que seduz e a luz difusa.
Em meio às incompreensões e resoluções antecipadas.
Não defende, não reparte, não partilha.
Discrimina, separa, engana.

.

De onde este saber dissimulado?
Esta cara lavada teimada.
Queimada do Sol do meio-dia.
Anuncia rugas esplêndidas de margaridas partidas.
É um saber divinizante, preocupante, espargido.

.

Hora da recolha.
Disseminação não é escolha.
Pura ira.

.


Verte ao brilho, ao cândido original, ao real.
Verte ao lusco-fusco profundo anunciante.
Ao verdor das esponjas acácias que trafegam pelas ruas cantando.
Às esperas profícuas de tanta vida germinando, tanta vida-sêmen.
Tanto amor em pólen e abelhas.

.

E verte do rosto o suor.
E veste a camisa maior.
E caminha.
E soletra.
A velha música em notas cadafalso.

.

A derradeira noite domingueira trouxe aos olhos o clamor correto.
Trouxe a vida inquieta e discreta.
A paz a melodiosa canção ternural,
a fragmentária indução.
Dedução pura.
Noção exata.

.

Mata que te mata e cria,
Transforma e corrige.
Cria e corre e se chega.
E se chega!
É noite ainda.
O dia somente amanheceu preguiçoso, é noite ainda!

.

Afasta o cálice noturno, joga o vinho e põe a água.
Veste a velha companheira e levanta-te.
Percebes em tua face costurada a sutura.
Alivia e corrige.

.

É tempo ainda, há sempre um tempo, há sempre horas.
Fatídicas e conceituais incertas, pressurosas e inquietas.
Longínquas se aproximando.

;

Ruminam as cores.
Destilam bordados.
Desfiam dobrado.

;

É noite ainda, é noite apenas.
Acorda!

.

k.t.n. * in solilóquio.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Kátia Torres Negrisoli



E meus pés realçam o espelho preparado.
Acolhem a Divina Comédia Humana.
Desfaz percalços.
Lança altos


Aritmética da verdade, geometria de corpos incandescentes.
Devaneios, filosofia.
Um contrato.
Um abrigo.
Um amigo.



A palestra inicial, O Contrato Social ... e passeia... e entremeia...


Viceja, é a vida ...
São palavras e não vãs.
Locupletam-se.
Até!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

rosa

O mundo rosa desaba.
As rosas precisam de outra cor.

Até!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sentidos silenciados*





Sobre os sentidos silenciados
A intempérie dispersiva dos olhados
A íngreme terra verte ouro e renda nos azuis fiscais.
Temporais, vendavais, ais.

Silêncios!
Sem resposta.
Sentidos.


Profundos silêncios amendoando os olhos.
Em marcas d`água lágrimas invertidas.
Sorri profundo de si para si.
Arrebenta veias, nervos, músculos.

Silencia-te!
Cala-te!

É hora de ouvir a própria voz.
De possuir-te inteira, sozinha,medonha.
Imensamente medonha tua de ti mesma.
Neste silêncio atroz, nesta calmaria.

Horas lúbricas e eternas, horas de Ave-Maria
Toca o sino da Igreja, canta solene a canção.
Não ouves, teu silêncio silencia.
Sentido.

Silêncio
Ouvido.

k.t.n.* in rastros

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sol 1 à Saramago

Estás quase lá.
Se podes ver, observas.
Se observas, repara.

:)

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
José Saramago

domingo, 5 de fevereiro de 2012

In prece

A prece

Que a tua oferta de sangue
Seja-me assim táo passageira
Qeu nào chegue a pensar nos nós
Que desista do mundo atroz
E que me pague a féria e a feira.

Que desate as peneiras furadas.
Para irradiar tua luz divina e fecunda.
Que seja forte e passageira.
Que seja luto final, luto fatal.

Com portas abertas a querência fraterna.
a querência divina, à manifestação.
Que seja mais que tudo, mais que o dobro.
O fato e o bom senso

A tendência moderna, a frieza, a espera.
Calando torpores, suavizando dores.
Oh, Mestre, e acabado e plano.
Enfim, tu me busques, leves-me em teu seio.

Deixa-me partida, destrinchada, nu inteiro.
Na verdade loquaz, da ciência vivaz.
Que segue seu rumo, dllui-se, desfaz-me.

Fraterna harmonia é lua Sombra.
Divisa de águas.
Tormentas de quedas.
Um amigo, uma espera.
Um amor.
Uma janela.

k.t.n.*

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Quando a música toca

Pai amava boas músicas,
Amava a música do Pai.
Sabedoria em mãos de alfaiate plantadoras de raízes.
Amava a vida em simplicidade legado de eternidade.

Contestou, pisou firme, chorou.
Paciente esperou
A fortaleza filial mínima.

Plantou hortelã, alambicou, tirou do machado a foice
O sustento, a energia vital humana.
Agarrou no colo, os queridos.
Incomodou os revoltados.


Partiu!

Quimeras em rostos, quem dera o seu rosto,
Sei-o em algum lugar, sei-o em meu semblante.
Nalgum canto da casa, no seio espetacular.

Nos pés andarilhos calmos, compassados.
Na fala mansa, na cabeça baixa, sem exaltação
Amou, errou pouco, imortalizou.
Não nos pertence, mistério profundo.

Mas seu preto aveludado, o que cobria a melhor parte
Cravado na memória, dos tempos que se mudam,
Permanece, e pra isto, uma prece.

k.t.n.* in filha