domingo, 5 de dezembro de 2010

Mineiras


Se teus olhos me veem em conjurações mineiras
Se, em passos incertos incendeiam e clareiam
Se em tinos ou desatinos traços certo destino
Então, rendo-me e devolvo os fátuos dobrados.

Se a alma inda encanta e dança,
Mesmo prostrada, levanta-se.
Então, enriqueço o lasso fato
Permaneço e não desato.

Entre os abrigos cavernas-escuras, o dragão urge
Formosuras tuas e enervas o fátuo dobrado
E elevas em enlevos alturas.
Figura certa, figura casta, figura encrustrada na pele sedenta.

Encantos, lilazes, fugazes.
Santos, malditos capazes
A fera solta anjo revestido
Busca a mão que escapa, num momento sentido.

k.t.n.&*

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