quarta-feira, 26 de março de 2014

Dourado


A Arte me protege. 

Refúgio dourado.

Sabores



 Sabe aquele bar da esquina? 


Pois é, nunca o frequentei! ...


k.t.n.* in testando sabores


domingo, 16 de março de 2014

Perdão


Perdoa, Senhor, esta falta de tato,
esta pressa inexata que me leva ao chão.

Perdoa, Senhor, meus dias de festa,
em que não vi a promessa do que deveria fazer.

Perdoa, Senhor, a falta de tempo,
a falta de paz, as amizades jogadas.

Se puder, perdoa ainda, o meu destempero,
as atividades negadas e o próprio amor por mim.

Alivia, Senhor, o fardo cansado,
que dorme nas costas, dos teus filhos teus.

Alivia, Senhor, a novela emprestada,
 olhando os caminhos, dos que me divisam a paz.

Alivia, Senhor, o cansaço do amigo,
a pedra escondida, que pretendia atirar.

Amor, meu Senhor, envia para nós,
Redentor, em prece, em saúde, em risos e alegria.

Amor, meu Senhor, destila em barcos, amor,
destila em neves, fulgor, o seu puro clamor.

Amor, Nosso Senhor, fica em nossos corações,
ajuda-nos na nobre missão de chegar junto a Ti.


k.t.n. in momento de prece

domingo, 2 de março de 2014

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E  te vejo sombra.


E tu pertences a mim.

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Cascatas




As cascatas de flores pentearão meus cabelos. 
Sobrando ligeiras sobre os ombros.

Faceiros meninos roçando nos pelos dos olhos. 
Cílios pingentes tocando arrepios. 

Sobrancelhas sorvem olhares latentes. 
E os fios plátanos de flores pingando. 

Latejando, gotejando, desfiando sabores. 

São cores meninas, furtivas, esguias. 
Arrepiam e dão imagem ao divino e celestial. 

São fraldas largadas ao vento. 
Lenços de cambraia e estiletes abertos. 


Chora! 

A alma do poeta! 
A sobremesa indigesta. 

O que era dor e não se equilibrou no amor.


k.t.n.*&