domingo, 18 de abril de 2010

Doce festa!

Em dias de festa, corto o doce principal e bebo o vinho em taça genial.
Espero pelo café sem rum licor, a amêndoa e o chocolate pequeno,
ao lado da xícara teu sabor!

Em dias de festa, visto o brim, deito o cetim.
Na pequena boca o meu lábio teu carmim.
Vou serena e tranqüila e visito o altar das rosas.
Encontro lírios, beija-flores, o teu rosto sãos amores.

Em dias de festa, teço o manto e enrolo a seda canga em dorso.
Entorço o laço, entorse em tornozelo.
Carrego nos ombros o marrom de um dia inteiro,
Descarrego no champagne regado a morangos em cerejas martini vodka festival.

Não há anjo angelical, não há serestas, não há violas...
Há um povo festival.
Festas são primitivas dos encontros dos suores, dos rostos molhados da longa desdita,

festas... que dias!!
Por isso não vou!

K.t.N.

Um comentário:

Stella disse...

Um olhar crítico e zombeteiro, mas excentricamente verdadeiro!...Belo!