segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pontes

Em tantos descompassos, descaminhos e pontes traço.
Um reto, um anjo descalço, feição sebastiana, minho e tesouro.
Tesouras a rede e enlaça, lenço afiado na testa falha.
És um pouco da alegria, és fantasia, és agonia.
A madeira que nó embala, a poesia de tão gasta falha...

O entardecer busca e musa e cala, a biografia busca o perfume
e dorme... na rede postada, atrás da porta, na porta enroscada no grosso arame, forjado nas minas encarvoadas...

E o Sol, o astro onipotente, reina Rainha e se faz gesto presente.
E o amarelo, o ouro, o já visto, chora maldito e silente brilha
Volta benquisto, lar em solo amado, faz o macio da festa serenata.

É noite ainda, é noite, criança.
E noite ainda, é noite, dorme ...
É noite, põe a cabeça , afinca as estrelas.
Desce sorrateiro e acorda ligeiro.

Para meu mais novo afeto.
O meu rosto predileto.
O escondido no ser
recôndito,
alvorecer n'alma que brota.

kátia.

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