quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Furacão

Saudades doem mais do que olho cego em furacão
Aninham-se num lugar chamado peito e adoece
Pertencem aos sentidos graves das foices
Torna o passo lento uma vaguidão inespecífica

Um caldo grosso que de vez em vez entorna
Pacientes e calmas como o andar de uma serpe
Esperam e bebem lentamente nosso licor
 

São saudades sentidas e sós!
Um pouco mais e viram nós.

Amoreiras ressequidas pelo vento imberbe
Sorve as forças, liquida o tempo, paralisa e ferve.

Doidivanas carecem remédios e auscultação
Fervem! Seja Janeiro, Março ou Fevereiro!

Os lugares sujos contemplam luas brancas
Em nome das saudades, das torpes e tiranas!

k.t.n. in eu saudade

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Das línguas sibilantes!



Há silêncios que ensurdecem. Terríveis em gritos. Ódio aos silêncios perversos, premeditados. Ódio ao que fecha a sua boca na soberba e no orgulho! Estúpido o homem que se cala em demasia. Verme rastejante observador das falhas alheias. Bem-vindos os dotados de línguas cheias, saboreiam salivas, cospem sílabas, compõe hinários de palavras! Sejam chucros, ou dotados, douram no palavrear o gosto soberano da vida!

 Bendita palavra! 

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k.t.n. in arrefece!