sábado, 30 de agosto de 2014

Sexta-feira de agosto!


Entrego-te as minhas forças.
E durmo até amanhecer!
Numa primavera forçada.
De ecos e melancolias.

Navego entre os cílios fechados.
Encosto a porta.
Deito as costas nuas.
Enxergo o passado entre nuvens.

O algodão dissolveu pássaros lacrimejantes.
Só essência, pó e mistério.
Uma tarde, apenas, de recolhimento.
Horas forjadas de esquecimento.

Deixo o remédio sobre o criado-mudo.
Ainda existem móveis assim.
Sobre a mobília exposta água em copo de vidro.
E as forças se espalhando pelo corpo entregue.

É tarde da última sexta-feira de agosto.

k.t.n.^&


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Soneto invertido

A vida é uma festa! Deixe a música tocar!
Fios de cabelo, hálitos e espermas,
Analisar vãos e labirintos entre pernas.
Esfacelar frios e bordas amarelas,
Concatenar fatos, desencontrar e boatos.

Assim, festa! Assim, dor! Assim, cor!
Assim, ó!, Assim, é! Assim, ih!
Esperança medíocre de todos.

Da alta sinfonia eleger querubins.
Passar dias afoitos e cansados.
Enquanto a música toca, virar arlequins.

Pousa tua mão na testa fria.
Enruga a roupa velha, tua pele, mar de ver.
Nas ondas do bar que bate, sofrem peixes, águas marinhas.
A música toca no Oceano, dos teus olhos, em nossos planos.

k.t.n.*

domingo, 3 de agosto de 2014

Agora

 

  A vida me convidou para viver!
Disse-lhe:
Vou! Agora!

 

 k.t.n.*&