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Mostrando postagens de abril, 2020

Memórias

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O que seríamos sem nossas memórias? Sufocar alguma delas acontecem, mas elas voltam, mais fortes e tracejam nos olhos pingos d'água, porque não há nada que não seja importante, mas a mente seleciona. Reviver é viver de novo, de uma forma saudosa, imperiosa e imanente do ser. Memórias de amor, de paz, de alegria, de sentimentos fortes que construíram nossa vida e teia mental. Traumas são sufocados, porém podem ser tratados e revividos em outra atmosfera e entendimento. Isso é  uma salvação pessoal. Um carinho, um gesto, um cheiro, aconchego é o que nos alenta e procuramos em músicas o elo que se fez e é bom. Tenho medo de mente vazia, de quem apaga todas as luzes, as faíscas precisam tremer em nosso íntimo e nos renovar à vida, na busca de novas e boas memórias. O que te renova? Um beijo silencioso, um abraço de mãe, carinho de vó que lhe sorria e lhe punha para a frente? Os amigos imprescindíveis a esta construção, a escola, a casa, a família, os laços que prendiam, desfizeram-se

Dúvida

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De onde você vem? de um planeta muito distante que um dia virou poeira cósmica e aterrou seus filhos numa terra estranha. Para onde você vai? para um planeta muito distante que não é poeira cósmica e sim luz diáfana e acomoda a alma em alambiques de hortelã. O que você quer? um planeta distante não muito que acomode seres e naufrague dores alimente e conserve a música das almas. E você conseguirá? sim, talvez, não, no giro da vida tentar é uma velocidade atroz sentida e precisa ser vivida no âmago. k.t.n. in dúvida.

Dor

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A poesia de hoje ficou trancada E não foi num armário Sim, num corpo tosco Que não encontrou saída Trancou-se na garganta raspante No muco de inverno que não saiu Na transferência de dores Nos ossos frágeis da traqueia E insiste em sair, insiste Pôr para fora em jarros verdes Amarelos e marrons Deitou o miasma fora Enfrentou a mácula e veio Está aqui, rima dor com amor. k.t.n. in quarentena