segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Amo tudo isso

A minha alegria? O que você tem a ver com ela? 

Então, deixe-a comigo! 

Sonhe estrelas com as pontas da maldade voltadas 

ao que não deve vingar. 



<3 span="">
k.t.n. in amo tudo isso

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A lua

                                                                                                          

Boiar como a lua / 


tranquila e serena / 



volteando a noite / 



e aquietando-se durante o dia /



 prata ou champagne / 



altaneira passa / 



circular entre as estrelas / 



firmamento / 


céu e mar.
k.t.n in  vagareza

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Suavidade

Me olhe

me olhe entre silêncios

e dorme neste sono imponderável

marcado pelas gotas do orvalho. 



Sussurre a prece

norteie o galo

Não há pressa

Só tempo!


k.t.n. in suavidade

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Coletânea de frases de Rubem Alves

Arrumando a casa: 
Coletânea de frases de Rubem Alves em palestra proferida na cidade de Presidente Prudente - SP em 2012 em Fórum de Empreendedorismo feito pelo Sebrae, Novos Caminhos para a Educação.
"Há pedidos de perdão que são malditos, não deveriam ser feitos."
"Um Deus, que tenha uma câmara de torturas chamada inferno, não merece o meu respeito e muito menos o meu amor."
"Deus nos deu asas, mas as religiões inventaram gaiolas."
"São ideias muito estranhas, as ideias que os religiosos têm sobre Deus. Não sei, se Deus dá assim tanta bola para aquilo que pensamos. Deus ama as árvores, as montanhas, as nuvens, os bichos, os insetos, os fetos e nenhum deus pensa coisa alguma sobre ele. Acho mesmo que Deus se diverte com os nossos pensamentos, da mesma forma que um pai se diverte com as redondas bolas de sabão que o filho sopra com um canudinho de bambu. Se o menino soprar uma bolha quadrada, acho que ele não vai ficar bravo, vai é dar muita risada."
Rubem Alves

domingo, 18 de setembro de 2016

Luz e camisolas

A luz da cozinha acesa

Diz recados sobre a mesa.

Farelos entregues aos pardais.

Quintais alardeando gramínea.


Acesas, pelo Sol.
Somente pelo Sol.
Sementes caem.


A luz do candeeiro queima

Solidão ao misantropo.

Termina ódios claros,

Em noites escuras etéreas.

Acesas pela Lua.
Somente pela Lua
Camisolas saem.

A parede queimou o óleo.

A caderneta de anotações perdeu.

A violeta escura e viva

Cedeu lugar à orquídea negra.


Acesas pelas Estrelas
Momentos Estelares.
Pontilhadas de azuis.

k.t.n.& in segundo momento
19/07/2012

Cutucar

Kátia Torres Negrisoli
19 de julho
Há meses não vejo o recurso "cutucar" do face, hoje vislumbrei perto de 600 cutucadas. Revi amigos antigos, encontrei recentes entre moços e senhores e amigas de idade próxima. Algo de bom sinaliza este recurso, uma tentativa de aproximação, o esvaziamento da solidão, ou a picardia e fanfarronice da velha infância. Não importa, alguém está lá! Confesso que este recurso irritava- me, sobremaneira, pois via-me numa quase obrigação de retribuir, o que demandava tempo e cuidado. No dia de hoje, consegui ver os últimos cem. Quem sabe amanhã consiga ver mais cem da mesma lista? Talvez não, amanhã o recurso chama recurso poderá me brindar ou me chatear com novas cem cutucadas. Estamos vivos

Atroz

Chega um tempo em que não se tem mais paciência para as mesmas coisas de outrora e se adquire mais tolerância com outras, sobretudo, quando se é capaz de vislumbrar a si como diante a um espelho. Tempo de coisas mais amenas e, também, mais tristes, das cores esmaecidas, dos afetos perdidos nos arroubos da juventude. E a alma canta solenemente, como num barco em dia outonal à deriva em lago manso. E as flores que margeiam não são lírios brancos; outras cores incendeiam o sol, como se estivesse a se pôr. O esconderijo é descoberto e se anseia pela noite, a mesma morna noite que lhe mostra frio nos pés, e a necessidade de curvar-se em torno do seu corpo faz perceber danos em pontos de músculos e nervos, tencionando a face, procurando no travesseiro o cheiro conhecido e o da roupa lavada e perfumada pelas mãos que prometem trazer no aconchego que falta. Hora grave! Sem terror noturno campeia pelos lençóis e olha ao lado, olhos semicerrados, à espera da pequena morte de todo dia. Lança um suspiro aliviado. A cabeça gira, lentamente, para o lado oposto e encontra a parede. Enfim, olhos se fecham. O som do outono descansa e em seus sonhos músicas várias invadem o espaço. É de novo a moça do tempo, a senhora das ideias e das ações. Não roubarão, não mais, ah, isso não! Vantagem adquirida, trancada em cofre de alabastro e que confirma o bronze de dias dourados. Silêncio. Só silêncio. A música precisa tocar. Deixem-la. 

k.t.n. in atroz.

Nota



O cérebro, este ativo inimigo, faz nascer e morrer incessantemente. 


Quero-o fora de mim.




 Inspirada no texto do poeta Luís Filipe Sarmento.

Sol e chuva casamento de viúva!



Boa tarde, faces! Sol em Adamantina!

 Cadê a chuva?

O gato bebeu!

Cadê o gato?

O rato enredou!

Cadê o frio?

Fugiu de fininho...

       fazendo festa, querendo caminho!

Fogo

Antes tinha medo do fogo e de tudo o que estivesse relacionado a ele. Hoje, permito-me observar-lhe e roubar centelhas bondosas que me auxiliem a cauterizar feridas e a espantar lobos velhos. Se necessário, labaredas intensas, vermelhas, para queimar objetos, ideias e pessoas. Suas sombras. Não mais minhas. Objetos partidos, perdidos no meio da casa, na multidão dos meus sonhos e lampejos de vida. Este, das labaredas e fátuos, tornou-se aliado. Embaixo a terra. Acima o ar, regado a chuva. Antes o fogaréu. k.t.n. in escarcéu

Arrumando a casa

Só, somente para a poesia e arte! Literatura, prosa e afins! Remexendo memórias, arrumando a casa chamada face Kátia Torres Negrisoli<3 span="">Ausente para outros e etc. 


Só, palavra que encanta / Como gosto e desato este nó / Comigo não desavim / Parte de todo e este mim / Pessoas e trato, trato de mim / Repetido horizonte ameaça / Retrocede e canta / A esperança!

Ardor!


Ardor

O que resta agora?
Dormir e esperar
Talvez o amor aqueça
Dor demais arrefeça
O tormento dos dias
Entornando caldas...
Agitando retinas 

Espiraladas agonias
Espraiadas no dorso
Espirradas no vento

Sentimento atroz
Este vazio de mim
Perdida no tempo
Calçando melancolias
Medindo calçadas
Calcadas na voz
Pálida e inquieta

Retorna ao farol
Diminui milhas ocas
Prefere dormir
Cerrar os olhos,
Fascinar a Terra.

Embotar sementes
Encontrar o gesto
Ensaboar os olhos 

Fechar pálpebras e
d ..o .. r .. m .. i .. r 

k.t.n. in cansaço dos dias.

Voz - in eu profundo

Escolho a minha música,
porque canto com a minha voz.
Ai daquele que transfere o ritmo
Sem perguntar transpõe

Uma generosidade absurda,
Qual fogo fátuo e ligeiro
Não cola, não gruda, menos encanta
Este tom, esta melodia vai para outra rua.

No meu beco sem alamedas
calçadas ou paralelepípedos
Quem compõe os tercetos e quartetos

É a singularidade de uma só voz
que permeia o tempo
Estabelece e não arrefece. 

Um pouco de nós!

k.t.n. in eu profundo

Drummondiando

Chega um tempo em que não se tem mais paciência para as mesmas coisas de outrora e se adquire mais tolerância com outras, sobretudo, quando se é capaz de vislumbrar a si como diante a um espelho. Tempo de coisas mais amenas e, também, mais tristes, das cores esmaecidas, dos afetos perdidos nos arroubos da juventude. E a alma canta solenemente, como num barco em dia outonal à deriva em lago manso. E as flores que margeiam não são lírios brancos; outras cores incendeiam o sol, como se estivesse a se pôr. O esconderijo é descoberto e se anseia pela noite, a mesma morna noite que lhe mostra frio nos pés, e a necessidade de curvar-se em torno do seu corpo faz perceber danos em pontos de músculos e nervos, tencionando a face, procurando no travesseiro o cheiro conhecido e o da roupa lavada e perfumada pelas mãos que prometem trazer no aconchego que falta. Hora grave! Sem terror noturno campeia pelos lençóis e olha ao lado, olhos semicerrados, à espera da pequena morte de todo dia. Lança um suspiro aliviado. A cabeça gira, lentamente, para o lado oposto e encontra a parede. Enfim, olhos se fecham. O som do outono descansa e em seus sonhos músicas várias invadem o espaço. É de novo a moça do tempo, a senhora das ideias e das ações. Não roubarão, não mais, ah, isso não! Vantagem adquirida, trancada em cofre de alabastro e que confirma o bronze de dias dourados. Silêncio. Só silêncio. A música precisa tocar. Deixem-la. k.t.n. in atroz.

Carmim

A rosa carmim. sobre a estante, a me dizer incontáveis segredos. Purifiquei a rosa ... Deixei meu hálito. Era uma rosa carmim, suculenta e suave, baixo um caderninho de anotações inconfessáveis. Fez-se o amor.

13/09/2016

Solilóquio


Não, não tenho tempo para tantos outros.
Quando o meu tempo de mim reclama.
Não tenho horários e agendas em branco.
Tenho pressa de resgatar meus pedaços.


A ilusão e golpes extemporâneos não me atingem
Só tenho olhos para o infinito de meu corpo
Nesta alma presa solidificada em sentimentos
A grande nau eu-lírica professa em cantos.


Canto a morte matéria densa perdida
Mote ao que se foi e olhos ao que virá
De tempos em tempos é bom ficar perdida


Entre si mesma seus cheiros e ganhos
Perfumes dispersos e cabelos em desalinho...
Há uma vontade de ficar em mim, 

,,, doida vontade de nunca mais sair!
k.t.n. in quase um soneto

sábado, 17 de setembro de 2016

Crisálida

A crisálida ousou mais do que podia
Borboleta voou... triste sinal!
Breve a vida.
Vida leve,
Pousou em flores, volteou, perdeu-se.

Subiu ares pousou nas montanhas
Farejou o pólen, as hastes, os pecíolos
Antenas ligadas.
Desligadas apenas
Foi-se assim, como um cordel encantado. (conto)

Deixou a saia da menina rodada.
A alfazema intocada, bordados!
Asas tênues
Rosadas asas
Entregou-se ao destino, sumiu no destino.

k.t.n. in borboleteando

A crisálida ousou mais do podia
Borboleta voou ... triste sina!
Breve vida.
Vida leve.
Pousou em flores, volteou, se perdeu.
Subiu ares, pousou nas montanhas
Farejou o pólen, as hastes, pecíolos
Antenas ligadas.
Desligadas apenas.
Foi-se assim, como um conto encantado.
Deixou a saia da menina rodada
A alfazema intocada, bordados!
Asas tênues.
Rosadas asas.
Entregou-se ao destino, sumiu no destino.
k.t.n. in borboleteando

O dia

Bom dia! A faxina me espera, a casa bagunçada, dobrei roupas do varal, tomei café fraco, espero alguém a me trazer a refeição, pois domingo farei a própria. Deixo a casa em desalinho, as poeiras dos dias ausentes, faxineira que não veio, roupas espalhadas e mala por desfazer. Não me importo. Há vida fora e dentro. A preguiça me acompanha e este desejo de entender. Com licença, preciso sentir, preciso pensar, e não pensar. Deixar os vãos se cruzarem e encontrar respostas para o dia, ou próximos dias. A morte veio, sempre se morre. Todo dia. A vida não. Esta passa. Precisa-se acordar para olhá-la e deixá-la quieta fluir, mesmo que doa! Ouço os pássaros. Estes, sim, me interessam. Avisam-me sempre que é hora de acordar, espantar os sonhos ou pesadelos e viver