domingo, 23 de novembro de 2008

Fui!! Encontrar a vida!

Deixe seus suspiros.

Suas marcas...

Sua visita!

Grata.

k.t.n.



Meu livro... alguém o folheou...
Gastaram as suas folhas...
Deixaram marcas em suas páginas...
Dobraram, criou orelhas,...
Mancharam, respingaram...

No entanto, este mesmo livro ainda é meu!
Há marcas dos meus escritos...
Dedicatórias, partes descritas...
Minhas vitórias, minhas desditas.
Meu livro ... é assim... verdadeiro!

Por inteiro... anuncia-se em mim!!

k in festa





Das rosas

Rosas que exalam intenso perfume,
Que trazem, em seu interior, textura e lume.
Brancas, pálidas, cerejas, rosadas...
Amarelas, vermelhas, rubras, cobertas de gotículas.

Rosas de ser mulher, despetaladas, aureoladas.
Não são, simplesmente, rosas!
São risos, são motivos de festa, são sisos, são momentos serestas.
Esperei as rosas, ganhei as rosas, despetalei as rosas, ajeitei em prosa.

Amasso nas mãos, a sentir a pelúcia, concentro em idéias,
A alteza representada, a candura plantada, a dificuldade dos espinhos.
A magia e a ventura de se postarem em galhos, ora distantes, ora próximos.
Mas sempre rosas errantes, sempre, do nosso olhar, rosas repousantes.

k in festa// 15 de nov.//

E "viva la vida", ... é dura, tal qual diamante... e brilha...!
Transfere para a eternidade, transporta, faz pontes...!!


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mimos

Por Milton Gama

k. in flor



Unidade

Nos pedriscos, também viceja,
O amor em flor...
Único em sua forma,
Embranquece e embeleza a natureza.

k in flor

Meus poemas


Sem
Palavras detestáveis, traiçoeiras palavras.
Deixo-as aqui se remoendo, contorcendo-se, desfazendo-se em seu deleite,
Suas tramas urdiduras, sem medida, inimizade pura.
Sem palavras, sem venenos, sem açoites, nem noites ao menos.

Sem nada, sem pavio, sem formol, sem fuzil.
Sem noite negra, ke não a traga, sem modelagem de notas pagas.

Sem tramas, sem dramas, sem palavras.

Sem a violência; sem o escamoteio, sem o egoísmo do olhar o alheio.
Palavras. Para que palavras? Aborte-as! Retire-as!Elimine.
Sem palavras. sem nada. só vazio em mar sombrio...

Leve as velas. Leve as levas. as pesadas. as madrastas. as palavras.
Apague tudo, feche a porta. Hora de dormir.
Psssstttt!.

Sem título

Arranca da garganta, tantos versos tantas mensagens.
Tantas frases ditas, tantos nãos, tantos ais, ...
Busca meus navios, em teu porto, em teu cais.

Afunda a âncora em água revolta, puxa o leme, leva e vai
Vai e vem, balança e volta, volta e vem, vai e volta, vem e vai.
De novo aportar no cais.

Uma corrente sem leme, solta, perdida a enroscar-se nas águas-vivas.
A compartir, a bater em pedras, a revoltar-se em fosca areia.
Acima o sol, acima o céu, acima o ar.
O muito que respiro são ostras vivas a brincar ... em colar...



Março

Sonha, sonha meu amor
Chegou março trazendo teu calor
Chegaram dias de feira, multicor
Embalados em minhas feições trato em flor.

Chegaram as águas, chegaram os morros...

Chegaram tantas, quase rotas, nossas roupas...
Chegaram, desfilaram, compuseram e não se foram.
Chegaram, mal-disseram, estiveram e são tantas...

Sonha, sonha meu amor...
O mês é teu, o mês é nosso...
O mês maior de mar a Sul
De mar em este + noroeste
Abalando minhas vestes...

Sonha, sonha meu amor...
Há março em cor.
Há marcas em dor.
Há um mormaço.
Há março em flor.
K.t.N***



Dobrada

Vou inflada,
Vou de cores,

Que carrego muitas flores.
Vou sem nada

Desarmada...

Vou de paz
E mais nada...
Vou quietinha

Vou calada
Vou serena

Embalada,

Desenganada
Calculada, reformada
Calculista...
Não alienista,
Ser sua + terna e doce
Enamorada.

k.t.n.