quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ao cristalino distante

Amo... amo àquele que me vem e não conheço.
Amo aquele que me vem e não defino.
Amo este que me bate à porta e me traz a incerteza.
Amo sua doença, seu bem-estar, sua cor, sua tez, sua insensatez.
Amo quando entende minha impulsividade em tentar entender.
Inclusive, sua gesticulação e sobrecenho.


Amo a diferença, a falta de confiança e a dificuldade de estar ao lado.
Acima de tudo, amo esta vida que nos tracejou caminhos em comum
Amos seus olhos castanhos-brilhantes-lampejantes!
Amo seus escritos, sua contribuição à vida!
E esta que aparece em pequenos lampejos aos olhos do meu cristalino distante.

Eia, Terra errante, eia e avante!
Somos grãos de areia, tu és grande enquanto partilhas, tu és o que me faltava nos dias desditos.
Obrigada!


Ao poeta escolhido dos dias!

Saúde e alegria!



Kátia

Selo

Canto a paz, canto o amor, a imensidão...
O entendimento, o selo dos envelopes concluídos
Que serão abertos em boa hora.

O selo das marcas deixadas em veludos inigualáveis de papel timbrado.
Canto o registro dos fatos marcantes dignos de memoração.
A altivez necessária para o refazimento e a palestra dada no momento oportuno.

Canto ainda...

o louvor aos que deixaram o seu legado em prol de paz,
A falência dos desfalecidos pelo caminho ....
A amizade construída e à solidariedade restabelecida.





k.t.n.


Amor in marcas!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

v O l t @

Se te tenho em meu colo o que fazer com a criança?
Se te tenho em minhas retinas, o que fazer com a lembrança?
E se tenho dentro de mim, o que fazer com a imensidão?
E se tenho ainda mais, quanto mais, muito mais...
dormirei contigo, sentindo o algodão macio, da tua pele que tornou...

k. in volta

domingo, 18 de abril de 2010

d i a

Fiz os doces, reguei as plantas, colhi as amoras.
Enfeitei a mesa, tirei o pó, arrumei o armário.
Cozinhei, limpei, lavei, passei.
E o dia se foi, junto ao sol poente.
A noite veio e trouxe ar de melancolia e cansaço dormente.
Havia muito por fazer, a dor do pulso, a dor dos olhos, as olheiras.
O cansaço das tarefas, o curvado ombro, a face quieta.

A boca cansada das palavras todas ficou mais emudecida ainda.
Vieram as estrelas pintar o céu.
Veio a imaginação povoar o sonho.
Quem sabe um dia, quem sabe, lá no horizonte onde o Sol se põe mais cedo.
Uma rede, um coqueiro, um homem inteiro, uma mulher possa se despir sozinha.

Sem cobrir a parte mais íntima e dizer:
_Estou aqui!

K.t.N.

Doce festa!

Em dias de festa, corto o doce principal e bebo o vinho em taça genial.
Espero pelo café sem rum licor, a amêndoa e o chocolate pequeno,
ao lado da xícara teu sabor!

Em dias de festa, visto o brim, deito o cetim.
Na pequena boca o meu lábio teu carmim.
Vou serena e tranqüila e visito o altar das rosas.
Encontro lírios, beija-flores, o teu rosto sãos amores.

Em dias de festa, teço o manto e enrolo a seda canga em dorso.
Entorço o laço, entorse em tornozelo.
Carrego nos ombros o marrom de um dia inteiro,
Descarrego no champagne regado a morangos em cerejas martini vodka festival.

Não há anjo angelical, não há serestas, não há violas...
Há um povo festival.
Festas são primitivas dos encontros dos suores, dos rostos molhados da longa desdita,

festas... que dias!!
Por isso não vou!

K.t.N.

Virei, poetizar, virei ...! *

E se me der vontade de poetizar, virei!


Com você, para você, ou sem você.


Se me der vontade de descompôr as palavras,


Sobre você, por você, apesar de você,


Virei!*



E nesta insanidade premeditada, direi:


Com as palavras pensadas, com as palavras jogadas.



Rimarei.



Ou não rimarei.



Não importa!


A verdade é a necessária e valorosa amiga.


Das crianças e das Santas poetisas.


A vaidade das palavras traz a vida.


Em sabor, em lavor , deveras amor.


E se me der vontade de poetizar virei.

Ainda, se me der vontade de sonhar, concretizarei.

Do sonho a maior verdade é o inexato.

Do consciente o maior desejo é o incontido.



Da força das letras, o grande encanto,

É esta necessidade premente de fingir docemente,

Que esta saudade que se sente é gentil e companheira.



Por isso, se me der vontade de poetizar virei.

Para não estar só, trazer você comigo, um trato antigo.

Uma vontade nova.

Uma rosa vermelha de anos e um desejo novato de instantes.


k.t.n.

in sono...

08/04/2010

VERmeLHO

Não tenho lápis, não tenho cor, não tenho Sol, não tenho espelho.
Só trago esta face vermelha, escondido laranja, desbotado amarelo.
Não tenho filhos, não tenho amores, não tenho cores, só tenho o vermelho.
Intenso, profícuo, majestoso, imponente, desejo intenso vermelho.

Não tenho mapas, nem partidas, nem chegadas, nem bússola.
Tenho caminhos, idas, muitas idas, gps em dias de trânsito parado.
Placas riscadas, apagadas, desoladas e um PARE em Vermelho.

Eis o que tenho.

A figura, no rosto, o carmim, desiderato, destilado,
feito fel, intenso venerado, atroz, cospe lama, desce a fama e encarna de Vermelho, sem dama lilás, sem jardim, sem margaridas, intenso só.
Nas faces rubras destoa meu branco intenso, da anemia ferropriva, carnívora que me devora,

Vermelho!

Estranha e demagógica nuance, perfeita em transe, perfeita em risco,
em minhas faces, as múltiplas imagens, o teu rosto pálido, o meu amarelo riso,
o 'vivant en passant',
vermelho acrobata dos sonhos, Realidade da praia mais próxima, no primeiro arrebol de abril.

E nesta dança sem jogo,
Nesta prancha e desgosto, corto leste-oeste-sul,
Derramo meus tristes gostos e te tinjo também de Vermelho.
E assim, enlaçamos as mãos postas, nem tão frias, mas dispostas.
Percorrer caminhos idos, idos-futuro sem passado.

Não olhas para trás e te vais na cor do ferro, ferrenha, estranha...
destilando o vermelho...
intenso do teu golpe, ferramenta jaz posta,
do teu lado tão Vermelho, em faces de pálido agosto.

E nesta brancura doentia, das mãos pálidas, unhas róseas
É que te espero tão tardia, alcançar meu microscópio e olhar na vítrea Rosa,
O reflexo dos teus espelhos nos meus olhos tão vermelhos, rasos d'água.

k.t.n.*

sexta-feira, 9 de abril de 2010

f a c e s




Nas minhas variadas faces,
Sempre venho
E trago as borboletas
Em flores...!

k.t.n.
2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

As palavras***

E se me der vontade de poetizar, virei!
Com você, para você, ou sem você.
Se me der vontade de descompôr as palavras,
Sobre você, por você, apesar de você,
Virei!

E nesta insanidade premeditada, direi:
Com as palavras pensadas, com as palavras jogadas.

Rimarei.

Ou não rimarei.

Não importa!

A verdade é a necessária e valorosa amiga.
Das crianças e das Santas poetisas.
A vaidade das palavras traz a vida.
Em sabor, em lavor , deveras amor.

E se me der vontade de poetizar virei.
Ainda, se me der vontade de sonhar, concretizarei.
Do sonho a maior verdade é o inexato.
Do consciente o maior desejo é o incontido.

Da força das letras, o grande encanto,
É esta necessidade premente, de fingir docemente,
Que esta saudade que se sente é gentil e companheira.

Por isso, se me der vontade de poetizar virei.
Para não estar só, trazer você comigo, um trato antigo.
Uma vontade nova.
Uma rosa vermelha de anos, e um desejo novato de instantes.

k.t.n.
in sono...

A noite em vermelho*

A noite desce, a noite tem pressa...

A noite cresce, a noite entontece...

A noite fermenta, a noite!

A noite enlouquece, faz festa, quermesse!

A noite escama, implora e chama.

A noite incendeia, vagueia, clareia.

A noite estrela estrelas, cintila lua.

Na noite há cinzas e nuvens escondidas.

A noite é assim, misteriosa e calada.

A noite sem fim, do meu bem-amado.

A noite de mim, deixou-me assim:

... poeta discreta, amante in carmim!

k.t.n.

Não copie, respeite autoria.

domingo, 4 de abril de 2010

Novembro II - 2007

Inicia com a vida em velas, flores, melancias.
Em marcha ritual ao marmóreo
NO cruzeiro o olhar silente e grave.
Profundo, melancólico, com lágrimas talvez,
Ante aos que se foram.
Não estão aqui? Onde, então?
E a pequenês se agiganta
Entre ritos e rezas, oração, disposição.
O deixar das margaridas, simples, sem perfume...
Flores de plástico, papel, rosas ricas.
Todos ali se encontram, crianças, velhos-moços.
Num lugar sem idade, onde a ilusão e a vaidade, o trabalho/honestidade,
Fundem-se num desejo último,
E olhamos para dentro,
Em nosso recôndito
Lembranças, apenas, são certezas:

Saudades imensas!!
Navios de partida.

K.t.N>

2007

luz

Há um preto que reluz
Tinto, cor, amor.
Tão preto que tinge
A alma de cor.

Há um negro que não se ausenta.
É preto, é brano multicor.
Há! Que sabe o tamanho.

k.t.***

2007

??

E o grande amor secou
E oq ueera grande ficou pequeno
Sem tamanho, sem proporção
Foi embora, enganou
Deixou nao triste o pobre coração.

Deixou oco sem nada, amargo,
passado qual teatro de circo.
Alegre, dando gargalhadas da própria sorte.

O grande amor se foi.
Virou fumaça, esvaiu-se...
Se era grande por que deveria?
Se era grande por que partiria?

Fos embora, silencioso.
Sem cartão de crédito,
Deisou a tarde vazia.
Foi embora em lua nova e sombria.

Retratos do que era,
Guardados em gavetas,
Fatos concretizados,
Na marcha cinza dos dias.

k.t.n.***
2007

DISSIMULAÇÃO

Não engane o meu pobre coração.
Não engane, apenas segure a minha mão.
Segure firme, mostre-me à frente.
Largo horizonte, caminhos de cor.

Não engane o meu pobre coração.

Não ...

Retrato triste em vaõ,
Não me furte a aurora dos dias,
Não me roube a grata poesia,
Passe, apenas, e se vá...

k.t.n.

2007

Ao que foi o vazio

Longe de mim te afastas, longe de mim te vais.
És ser passsante que dobra a esquina
És ser apenas, nada mais!
E assim, vais-te embora do mesmo jeito que chegastes.

E assim, de mando fora de mim
Procurar outros barcos, outros navios,
Mirar outros mares, ajeitar o braço
O gesto, sem brilhos, nem festa.

E só te vais e só te apartas.
Porque a hora é chegada.
EStava há longos dias, há longas eras
marcado o FINAL.

Sem graça, nem festa, como a pior da despedida,
Sem choros, sem pranto, sem emoção alguma.
Só te foste. Nada Mais!

k.t.n***

2007

SEM tamanho

O coração pesa, cansado de bater.
O coração pesa, enorme, imenso, grande.
Já não cabe dentro do peito.
O espaço é pequeno e Ele grande D+++.

O coração pesa, sente opressão, sente as batidas
Os baques , a angústia.
E, embora, pesado, resitente, inFLAMA
Mas não chama, aquietou-se no tamanho seu.

k.t.n.

2007

Riso

Quando quero aliso
Quando não quero encaracolo
Entre lisos e caracóis
Oscilo o pensamento e o siso.

Nem tão brava, nem tão meiga.
Nem tão terna, nem manteiga.
Nem criança, nem pequena, fera e meia!
Um brinco distraio e rio.

Em mudanças de humor,
Na tristeza, em alegria e dor
O que vale é alisar
O que a alma enrugou, dobrou.

Caracóis, carícias plenas,
Caracóis escondem mais.
Não alisa que não gosto,
O mistério insiste e posso!

k.t.n.***

2007

1º lugar

A 1ª vista linda de ti
Estavas, tu, a sorrir.
Largo, feliz, vencendor,
De uma competição sem vitórias.

Assim, diante de mim...
Emclaro instante, entrou,
Por um caminho partido
Sem voltas, idéias constantes...


Mente aberta, gestos certos, manhã nublada.
Mente a mente, casa a casa.
Mente a casa, casa mente.

Atitudes tomadas, atrasadas?!
Não se sabe tudo de quase nada.
Entrementes, sorri para mim...

k.t.n***

Cálido

Sonho lindo
o teu jardim
florido...
em orquídeas pinks,
mimos vermelhos,
azaléas roséas...

Era manhã de um claro-nublado
Céu azul, transparente-cristalino

As flores cantavavam alegres em seus canteiros
Abriam as pétalas perfumadas e risonhas.
Esta tua casa, teu lugar , teu mundo,
A Tua vida mais florida!

k.t.*
2007

Nunca mais teci a manhã
Só passei por ela, em riste a janela
A porta do meio fechada acabada e triste.

Teu lugar já não está lá.
Tateias, vagueias, no poste roubaram a tua luz.
Procuras o teu lugar.

Teu lugar já não está lá.
Hora de esconder, hora de deixar.

Engano.

k.t.n.

Presente Poesia!!*

( ... ) Presente em minha poesia
Nem saíste, deixando palavras vazias.
Entoaste, melancólico, pregas na face
( ... ) Em tom áspero torturas amenas.

Retornaste, com visível propriedade
Provocando presente alegrias.
E disseste, sem palavras humildes fatos.
DA foto registrada, manhã serena.

Então, continuas assim...
Tão perto e tão dentro de mim
Tirando a cinza das horas.
Talvez , sem raiarm nem amoras.

Retornas presente perdido
No atrás do tempo, agonida sentida.
Na calçada, com vento varrido.
Da esquina, coluna do meio.

Olhei-te sem receios
Olhaste-me sem teus freiso.
E a manhã deixou o dia
seguir em paz.Doces meneios.

k.t.n.

2007

d'Agosto ( I e II )

Há no ar um cheiro de festa
Termina o mês, poeiras em brilhos
Contam teus olhos morangos sem verdes
No redeimoinho que se desfaz
Há paz, há sonhos, há flores...

Cortantes tirados do jornal anunciado
Teu sonho roubado, na Pátria Gentil
Desprovido o bravo Soldado
Não foge à luta, não marcha
É força bruta que cai, o srdil!

Salários marcados são sonhos tombados.
É agosto...
Nas ruas, o povo caminha
Desgosto meu Deus. Desgosto meu!
Agostou que me deu!

Na 25, um preço nada seu.
d1Agosto!!

k.t.n.***
2007

hAgosto II

Há no ar um cheiro de festa
Um bolo branco floresta
De negra magia
Morangos sem verdes
Cerejas sem terdes.

Borbulham o champagne,
Refrigerantes revoltos
Escondem seu lacre, garrafas vazias!
Seus olhos verdes.

Há no ar um cheiro de festa
Termina agosto, poeiras em brilhos
Conteam teus olhos morangos-sem-verdes
No redemoinho que se desfaz
Neste vento cortante, saciante, desfaz-se;

Doces cantigas, doces embalados
Embalam meu sonho.
Há flores, há paz!

No redemoinho que se d e s f a z !!

k.t.n.***

Revival - 07

Arco-íris

Setembras nos abris
Rosados gentis floris
Abrs-se ao NOrte
Horizonte Sul, Noroeste, infantis.

Caminhas sobre o Leste
Sem o Sul neves cobris.
Encontraste a ponte-mestre
Em tua fronte a coroar flori.


O Sol, em raios multicores,
Cristalinos, tudo cores.
Aonde quer que fores.
Transparência em brihos brinca.


Cintila fulgurante brilhante
Calor, fulgor, langor...
Colorido, florido, multicor.

K.T.N.

PARTIDA

Pés no chão, mais chão que pés.
Põe os pés para andar
SAir do mesmo lugar, procurar!
Ir... adiantar... transfor-mar...

Partir, deixar...
Nos ecos das palavras vazias
Dias de angústia, trabalho e dor.

Porém levar o gosto amargo
Para não se esquecer dos tristes dias.
Não cair em novas armadilhas
Fazer valer o teu lugar.

Deixar, no entanto,
um pouco do amargo,
Para conter teu novo pranto.

k.t.n.

PRIMAVERA

Primaverva vÊ quem eras
Gosto de heras
Nas cercas em bolor
Botões em cor...

É mais prima do que Vera
Fez a festa e se foi!
Voltaste arrebentando
Em borbotões de cor!


Vera em tudo
Não te escondes
E te mostras nos abris.
Em setembro pretendes.

A arruaça do caminho
Pontilhados, multicor.
Borboletas em teus ninhos
Há vizinhos passarinhos.

Primavera não me deixes
Em Sol ardente,
Queima e arde e não se sente!!

k.t.n.***

Se,

Se todas as poesias já foram escritas,
Todos os sentimentos e emoções exacerbados
Que faço aqui, poeta comum, do lugar-comum?

Se todos os latidos foram ouvidos em uivos, gemidos.
Sensaçoes negros sentidos, que faço eu?
Que digo? Que escrevo?
Neste eu multifacetado não pertencente a mim,
mas um pouco roubado, de todos um pouco??!

Que sou eu? Que és tu?

Somos nós na ciranda da vida, entre pedras perdidas, cascalhos encontrados,

com-ple-men-ta-ção,
atritando-se,
ferindo,
sangrando...
espinhos!

O lugar-comum asfixia, embota a fantasia no igual dos dias
Na manicure presente em faces diferentes e no fundo iguais.
Somente iguais.

A um único SER pertencente, na Una, na Trina, na Santíssima Trindade.
Pecado Maior:
_Eu existo-tu existes!!

k.t.n.

2007

SE

MOÇO

Para além do mar,
Além do oceano
Em terras tão distantes
No acaso encontrado
Beijos entrecortados.

Tudo conspira ao sabor
Das ondas o odor.
Em braços dormidos tb
Sonhos embalados cantos
Sol, mar, água, calor.

Teu rosto de menino;
De barbas, pequenino.
Tens o jeito do Amor.

Em atitudes descobertas
Em pedras tão discretas,
O sal, o beijo, a flor!

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Homem, encanta,
na frase, em farda.
Em riso e em rosto
Em jeito, em mãos.

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k.t.n.*
2007

2007

A paz o ato que faz.
Em tudo o que buscamos
Sem prantos ou danos tantos,
Há paz!

{ Buscar sem troféus, medalhas, panos...}

Em homens mulheres ruas
Partidas enfim quebradas
Carteiras
Desfraldadas bandeiras,
estraçalhadas, estudos desfeitos,
destino malfeito.
Ah, paz!

Sonhos de infinitos ontos em próximas vida.
Vida próxima sofrida,
Vida breve, vida leve...
Na paz descanso e digo:
_Não são sonhos de rapaz.
São triângulos, são quadrados, obtusos, obsoletos.
São fissuras, são imagens,
São armários, camas desfeitas, janelas abertas.
Há paz:
Na rotina, no calçado, na ponta dos pés>>> espezinhas.
No destino.
Na criança, na fome, país um tanto,
Oh, paz!

Passa-me agora tua face.
Passa-me agora teu perfil.
Passa-me o manto a cobrir o que é este varonil.
Entre laços de azul
País Divino, de Todas as Américas, do Sul.
Amarelo Brasil, amado BR.

k.t.n.
An

Das mães... *

"Não temas, eu sou contigo!
Não te assombres, eu sou o teu Deus!
Eu te ajudo e eu te esforço.
Eu te sustento, na destra da minha justiça."

( Isaías )

"*Alteridade: é a consciência do outro em nós."

Dos artistas e arteiros

"A certeza de que somos meros coadjuvantes neste mundo,
Aflora-me ao ver um sabiá, sobre meu ipê, a cantar...

Para qual platéia?"

S.G.*
2007