quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

a MI go ...

Das águas de lá, para as chuvas de cá, na cadência do redemoinho
Voltaste!
Amigo!
Que palavra melhor para definir-te?
Que falta fizeste ao tédio dos dias?
Sempternamente auricular nas divisas territoriais das tuas vestes.
Voltaste!
Ficarás?
Não.
És amigo de partir, da fuga e da transmigração.
Mas também é imperioso voltar, conferir, confirmar...
Saber das saudades que aportaram em longo cais.
Saber das verdades.
Saber do ser o extenso e harmonioso fio ...
Sem navio, só âncoras, até a terra desbotar e tu voltares, apressado, agitado ao teu outro lugar, de lá e de cá, de cá e de lá.

AmiGO.
TU VOLTAS
AMIGO,
NÃO FICAS?!

Amigo, aprendi este significado e amo estes ensinamentos.
A ausência nunca há, quando aquele que lá está empreende em honestidades profundas o grande mistério ...
Nesta hora, ficas! Nesta hora, ainda é hora do abraço que não houve.
Inda é hora de afigurares-te na cintura desvairada, deitares o braço em regaço e adormeceres, após o teu conto, no travesseiro roubado, enfileirado pela cama, do amigo, meu amigo, saudades distantes, gigantes do teu cais.

In vitro.

k.t.n.

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