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Mostrando postagens de Agosto, 2018

Bom dia!

Eis que a vida se encarrega de flores! Traz no bojo a notícia tão esperada. Sintetiza moléculas de passado, faz retinir luzeiros de esperança. Vida leve. Vida breve. Extensa jornada. Do teu pai e da tua mãe um passo, do teu caminho um instante!

Para Ana em anniversarius

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Para Ana em anniversarius
Vou colher flores para anas Descortinar janelas para luísas Guerreiras, fortes, determinadas
Vão para a guerra e trazem glória

Cheias de graça, dadivosas, ofertam Anagrama análise combinatória e porte Roma, Amor, Natércia e Caterina Os ramos de flores pendem gentis
O azul esparge cinzas, as rosas pétalas A vontade encaminha o terço Horas rosadas de luz e transcendência
Assim levarei as flores, petúnias violáceas Rosas brancas e jasmins, olivas e lilases Oferta de de anniversarius' o dia que vim à luz.

Sabores ...

Sabores de antes:
Sinto vontade de comer algo, ou imagino, com o sabor que degustava, mas ao comer uma iguaria, principalmente, às proibidas à minha dieta e que nestes dez meses tirei gradativamente do cardápio, algo acontece, ou seja o sabor não é o mesmo, o organismo acostumou-se à falta destes alimentos, e, de certa forma, repudia. A memória olfativa e gustativa mantém, mas é estranho não poder sentir o prazer de um sabor. Imagino o gosto do cural, porém ao saboreá-lo não o encontro, é como se não o tivesse comido. Menos mal, um incentivo à continuidade da dieta restritiva.

uma vida

Uma vida não cobre um dia.

Esconde-se das palavras.

O gesto.

Leão

O estômago ruge.

Leão cansado à espreita.

sobre gratidão

Ingrata é a vida. 

Acertada é a Arte.

Frivolidades

Deus me disse: hora de esquecer o que buscas. Agora chegou o tempo das frivolidades e do que não lhe interessava. Hora de ver o óbvio, o ‘pequeno’, o dia como a si se basta. Tuas novidades: pequenos e grandes incômodos, para deixares de ser teimosa e olhares para o teu corpo e alma, diante das fragilidades. Isto também
é muita vida e descoberta. Aceita. Será melhor assim. Abandone as naus

O homem da minha vida

O homem da minha vida chegou assim: Despretensioso. / olhar distante de quem sonha/ um país talvez uma causa nobre / altivez e mansidão / dorme ao meu lado e não sabe / bebê do meu mel e nao imagina / crê num poder divino e recua / procura-me no abraço e se reconforta / Para ele sou toda carinho é verdade/ habita meu sono, enche-né de vaidade. / não é um homem qualquer / visita o meu quarto e se aninha na cozinha / tomou conta dos espaços / rendeu a barreira da tortura/ seus olhos pousaram em minha face e desceram até o céu / a imaginação fértil criou / a realidade há de operar / somos sangue vertente / fortes em nossos ideais / e Ele virá!!!

Mão que toca

Se a mão que toca balançar / desconfie / salte!Se a mão que toca balançar / desconfie / salte!Se a mão que tocaSe a mão que toca balançar / desconfie / salte!!balançar / desconfie / salte!!

Artista

Um artista pousou na minha testa / refugou e se manteve à distância / obra é para ser observada.Um

IN sonho

Acordo com música
Sobrevoando o Oceano.
Não sei se Pacífico ou Atlântico
Nuvens trafegam. O solo chegou! k.t.n. in sonho

O simples

O simples me interessa
O comum
o passageiro
o distante.

EGOS

Egos? 

Engula o meu! 

E direi está tudo bem.

Aniversário

O que te darei no dia do teu aniversário?
Um buquê de rosas e um altar
As roupas não usadas da duquesa
Um imprevisto numa hora incerta
Talvez, os eucaliptos da Califórnia.
Será que lá tem eucaliptos?
As flores de malva que crescem nos campos,
Mel e adornos para lábios e pescoço
E dar-te-ei, ainda, açucarados quitutes
Embrulhados para presente em laço de fita.
Um balaio de encantos,
Uma festa secreta
Carinho de quem se ama.
Trarei as melhores frutas e o entardecer será breve
As notas das músicas que não dançamos
E a noite será longa
Piano e harpa, sonho e feitiço
Um abraço, um roçar de faces
Estar fraterno no dorso forte
Mais ainda, anos que não passarão. k.t.n. in restabelecimento

Salvação

Senhor, salva-me de mim /devolve-me à natureza estranha / preciso deixar meu corpo fluir / se este organograma já não serve /empacota-me gentilmente com outro mais suave e sutil / a quentura do corpo não há de suportar / não há! / o refrigério está em tuas mãos / que não sangram, nem têm chagas / um mistério divino e profundo / onde as hastes e pérolas se enroscam num diagrama valente / dias de luta, de ousadia, espanto e acomodação / traze à esta casa poltrona de âmbar / cinge minha fronte / deleita-te com minha aceitação / contudo não basta / há muitos mistérios e noites negras ainda por desvendar / e este mim cansado não quer mais vomitar / um novo pano, nova gaze, novo poema / aspirante a poeta sou, Senhor! Salva-me de mim!!!

Mesopotâmia

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As águas da Mesopotâmia chegaram até aqui / banharam levemente o rosto sentido dos sóis / recuaram ante a cena indevida / margearam Lagos e recifes / adentraram a choupana e viraram luz 💡/ vitrais disfarçados de memórias / ondas gigantescas de rumor / Águas que incendeiam e purificam / benesses encontradas no caminho / toca o verbo bebêsseis, beberás? / na densa atmosfera terrestre a magia se faz.

desabafo 23/07/2016

Chega um tempo em que não se tem mais paciência para as mesmas coisas de outrora e se adquire mais tolerância com outras, sobretudo, quando se é capaz de vislumbrar a si como diante a um espelho. Tempo de coisas mais amenas e, também, mais tristes, das cores esmaecidas, dos afetos perdidos nos arroubos da juventude. E a alma canta solenemente, como num barco em dia outonal à deriva em lago manso. E as flores que margeiam não são lírios brancos; outras cores incendeiam o sol, como se estivesse a se pôr. O esconderijo é descoberto e se anseia pela noite, a mesma morna noite que lhe mostra frio nos pés, e a necessidade de curvar-se em torno do seu corpo faz perceber danos em pontos de músculos e nervos, tencionando a face, procurando no travesseiro o cheiro conhecido e o da roupa lavada e perfumada pelas mãos que prometem trazer no aconchego que falta. Hora grave! Sem terror noturno campeia pelos lençóis e olha ao lado, olhos semicerrados, à espera da pequena morte de todo dia. Lança um…

Poeminha do desatinado

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Kátia Torres Negrisoli

Poeminha do desatinado
Nasci para viver longe
Perto das lonjuras Desato a pensar: _Quem me pôs neste firmamento? Sem resposta continuo. Não há a que atenda, Ao coração vagabundo Que permeia circulares movimentos. Chego à tua casa Tão secreta e fechada. Andei tanto, cheguei! Em desatino me fartei. Esta distância esta cura. Tão clara e obscura. Sofre no meu peito. Desata lágrimas entre sentimentos. k.t.n.* in tristezas.