quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Gabriela e o julgamento do Cel Jesuíno!

Hoje deixei meu sono de lado, para assistir ao capítulo da novela Gabriela!

Quando adolescente meu pai não permitia assistir a esta novela e outras, cujas cenas eram consideradas indecentes e não apropriadas, ele desligava a TV. Hoje, na interpretação fantástica de José Wilker e dos outros atores, senti orgulho imenso de Jorge Amado, nosso escritor, que por meio de seus romances registrou costumes e marcas históricas do nosso país, como o coronelismo e os abusos da Igreja, que buscando o bem faziam tanto mal ao povo vide beatas e veneno de cobra coral destilados em invejas e preconceitos tolos, e atenção  espcial, às mulheres, que submissas resistiam num reinado patriarcal irrisório. 

Críticas à Globo e ao gênero novela à parte,  é inegável a contribuição social e histórica das mesmas. Herança portuguesa e muito de  Camilo Castelo Branco, cuja vida foi uma novela de primeira categoria!

Parabéns, aos atores que, nesta segunda versão,  interpretam com qualidade. Cultura nossa  e deve ser objeto de estudo e análise. Interessante experenciar esta narrativa, depois de tantos anos da primeira edição Global.

Que as Gabrielas sejam felizes em sua essência e liberdade !!! Com muita flor de hibisco vermelhas!

k.t.n.* in Gabriela

domingo, 21 de outubro de 2012

Mar de Concha


Com teus ateus e sem adeus. o meu sol brincou no varal. trouxe promessas antigas. douradas feitos grãos de milho do avesso. pinicou nas mãos. mas não sangrou. Antes singrou mares.mas o branco das velas grudou nas caravelas e foi. E foi e voltou. E voltou e foi. nas ondas do mar bravio. e contou das idas e vindas a todos esta boa nova. E cantou no ouvido a canção maior. ventilou nas ideias fatos. amor. contou. dançou. rodopiou. roda-pião gigante bem pertinho das palmas da minha mão. roda incessante num grito meu. neste mal ateu. que somente anjos meus compartilham e divisam. grito esférico longínquo atravessando marinas. cortando ondas o batel. bate redondo. pontiaguados meninos. sarando feridas o Sol em águas brancas de brancas cortinas, roupas espraiadas no varal./ 

Assim,

 

Assim foi o Sol e Ceu, o Ceu e Mar. o antes previsto e indivisível adeus permutou. acabou a dor. o navio singrou. as roupas desceram do varal e vestiram a menina. um Rei sonhou!

Kátia Torres Negrisoli k.t.n. * in mar de Concha.

Inspirado no poema de Concha Rousia, poeta da Galiza.


Domingo ateu

Devo fazer trabalhos físicos. Lavei minha roupa à mão, botei minha camisa-de-noite e meus brancos lenções a arraiar, pra que dêem a cara, lembrando as palavras da minha mãe... deito eles sobre a relva do quintal e faço nascer a noite na casa da joaninha, depois estenderei-os entre as árvores para que enjuguem, e sou consciente de que irei desfazer a casa das aranhas... Tudo que faço tem efeitos colaterais, mas pelo menos não deitei lixivias no ventre da terra e não assassinei o futuro desses bichinhos e nem o meu... E agora contemplo como o sol faz bem o seu trabalho, ele, meu grande ateu, trabalhará todo domingo, o dia todo.

Concha Rousia
Quintal d'Amaia 21 do 10 do 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Flores do meu paraíso

Há flores passeando pela rua.
Enfeitando passarelas,
Paisagens nuas.

Dourando arrebois e levantando lençois.

Há flores!

Destinadas ao ocaso para enfeitar jarros.
Desatando pólens das abelhas fiandeiras de barro.

Abrem-se em pétalas-sépalas.

Progridem.
Enfeitam.
E passam

Há flores.

Tumultos lentos, talvez túmulos de vento.
Emborcam bocas-de-leão e primaveras.
Tecem nos seus cabelos perfumes-esferas.

Já flores,

No teu caminho e sorriso.
Na tua paz teu paraíso.
Na imensidão do seu país.

k.t.n.&

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cedilhas

Preciso de poesia

Muita poesia, 

sangrar minh`alma destas palavras todas. 

Chorar abecedários e frases tolas.

Sair pelos poros as cedilhas, 

investir em letras minúsculas e Maiúsculas. 


Decidir. Reagir. E ouvir. 


O clamor que desce do peito, 

as notícias do tempo

e sem jeito,

jorrar palavras,

 jorrar vontades, 

sentimentos,

 pensamentos de a m o r. 




k.t.n.&

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vinil



























O amor tem disso,
Disco de vinil
Chico ao vivo
Cheiro de jasmim.




k.t.n. in o amor é assim

terça-feira, 2 de outubro de 2012

I d a *

A vida é linda
Rebordada, aceita transferências de sentidos.
Perfeita em si mesma, nos meandros sofisticados da dor.
Elemental e passageira, efêmera.
Consiste num absurdo de minutos.
Um sonho antes dantesco.
Diminuto.

Refreemos o gosto, a insensatez tal busca insensata.
Gozemos das passagens leves, acolhedoras e exatas.
Ao som do poeta e da música mais que sim.
Aos zumbidos e cornetas zombeteiros, todo não.
Silêncio.

Hora de DORMIR.

k.t.n. in ida*