quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mormaços

E se te sonhar Don Juan sem castelo
Junto à plebéia mais linda?
E se assim te levar pelos cabelos
Consumidos
Dormidos
Secretos?

E se mesmo assim, fingires torpezas e tristezas
E se assim deixares quietos os meus olhos?
Far-te-ei ninar, aconchegar-te em colo de coleta.
Em rasteiras frases discretas do ouvido um passo.

Do coração devasso em sangria teus dias,
Tigelas frias.
Tanto espaço, lasso e traço.
Um vão secreto, lorenas e loretas.
Tingem a cor, resplendem mormaços.

Atingem orgasmos e suturam regaços.

k.t.n.*&

Saudade



A minha saudade te compreende
E espera
E fica
E permanece.

Na retina esmaece o pálido contato
E decide
E fica
E entontece.

E desmaia no azul dos teus laços.
E levanta
E anda
E inventa.

Outra saudade que surge, agiganta, incandesce.
Bobagem!
É só saudade.
Passageira.
Passou.
Não ficou!

k.t.n.*&

terça-feira, 26 de abril de 2011

*&

A tua alma toca a tua palma fica.

k.t.n.*&

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Setas>>>

Siga o meu caminho, siga a seta.
Siga sozinho!

Enrole novelo e ninho,
Enovele a festa,
Enrole sozinho!

Embale balas molhadas,
Desembrulhe as embrulhadas,
Esbugalhe-se sozinho!

Menino, que é feito do cadarço,
Onde escondestes o cadafalso?
Acaso és miragem!

Não, sou não!
Aviação levou ladrão, trouxe a tormenta que arrebenta, fez aço, navalha e pó.
Extrema unção, ungido e só.

k.t.n.* in festa

sexta-feira, 22 de abril de 2011

In pressa

Hoje quero a encruzilhada da manhã boa
da tarde passageira, da fuligem esparsa e sem noção
o alvitre do pescador na boca do peixe
espalhando escamas brilhosas iridiosas radiosas

E partir desta premissa, encanto visto dividido
Escutar a voz do tempo em bemóis e sustenidos
Procurar no íntimo nada atroz encantos e susurros perdidos
Sorrir! Sorrir intimamente olhando para mim.
Repartir entre meu corpo estas benéficas sensações, ungir-me.
Pedir em nome de alguém maior, licença, preciso distribuir, encontrar, partilhar.

Licença, meu Rei, preciso distanciar para ver, antenar para ligar!
Enfrentar para seguir e lançar mão aos olhos famintos e fatigados,
Do brilho sorrateiro do sol lunar, das arestas enfermeiras emprestadas
Em dias passageiros, de fumaça!

k.t.n.* in pressa

quarta-feira, 20 de abril de 2011

(homenagem à poetisa Kátia Torres Negrisoli)







Magia


Perfume de palavras em flor
Seduz com notas de bergamota e mandarina.
Teclado é varinha mágica,
Vivo como buquê de frésia regado a poesia.


Quer seja noite ou dia, o mergulho é alquimia,
Presente, futuro, nostalgia.
Tira mordaça do peito,
Da madrugada o sono, verso do silêncio.


No aconchego dessa fonte
Termina em ápice o canto colhido ao relento.
Pródiga luz profusa n’alma sem muros,
Ferida de estrofes em sussurros,


Ilimitada de radiância,
Poeta tece vento,
Borda alegria
Com dedos molhados de fantasia.


Stella de Sanctis

quarta-feira, 6 de abril de 2011

bOlas

[red]Quem quis me amputar, quem quis?

Tirar parte de mim, meu nariz!?

Quem?!

Oras bolas...

>>>#¨*#>>>

sabão prele,

...

...Vai lamber!

[i]k.t.n. in reviravolta

segunda-feira, 4 de abril de 2011

F l o r i l é g i o s



As flores que me dou são as cerejeiras inertes do pomar

As que descem tropicais meus olhos vendados

Especialíssimas na arte de tocar.

As flores que me dou reflorestam oníricas em meus pensamentos fartos.

Despejam galhos, ramos enluarados, ...

Trazem louvor, cântico, primavera, enormesferas.

Ah, encandescem o noturno, enrubescem no diurno.

São costumeiras passageiras das calçadas.

Tecem navios, rios e escadas.

Descem ao fundo do abismo e perfumam e perfumam.

As flores que me dou exalam longe, perfumam algures.

Nutrem pássaros e abelhas, formigas e colibris.

Um tal de ais e bem-te-vis...

Mas são minhas, não são tuas as flores que me dou!

k. in amor perene*

F l o r i l é g i o s



[pink]As flores que eu me dou são as cerejeiras inertes do pomar

As que descem tropicais meus olhos vendados

Especialíssimas na arte de tocar.

As flores que me dou, reflorestam oníricas em meus pensamentos fartos.

Despejam galhos, ramos enluarados, ...

Trazem louvor, cântico, primavera, enormesferas.

Ah, encandescem o noturno, enrubescem no diurno.

São costumeiras passageiras das calçadas.

Tecem navios, rios e escadas.

Descem ao fundo do abismo e perfumam, e perfumam.

As flores que me dou exalam longe, perfumam algures.

Nutrem pássaros e abelhas, formigas e colibris.

Um tal de ais e bem-te-vis...

Mas são minhas, não são tuas as flores que me dou!

k. in amor perene*

sábado, 2 de abril de 2011

n o i t e *

É no silêncio dos refolhos d'alma
O vislumbre de formas sutis visita
Uma forma amarela e dissonante
Transforma em gotas discretas

Verdadeiras paragens oníricas delirantes
Perfumes delicados e presentes
Em formas várias, em lances
Enlaço pensamento e levito nos momentos.

k.t.n.