sábado, 23 de março de 2013

Agradecimento

Bem-vindos, os novos seguidores! Não consigo enviar mensagens a todos, mas deixo registrado, neste post, o meu carinho e agradecimento!

Kátia

sexta-feira, 22 de março de 2013

Rosas

Às vezes as rosas são tristes encarnadas na dor.
Espoucam nos vasos artífices e jorram com o nosso amor.
O gelo na água não basta ao calor que exala o perfume.
Preciso de tua mão segura carregando feixes de rosas maduras.

Orvalhadas, despetaladas, ou densas rosas vermelhas-rubras.
Solapam os meus dias, tristes fardos, saudades intensas desmantelam-me nua.
Ficam aromas e insetos coroando tais negrumes e queixumes.
E onde a alegria bate o pino Sol desmantela-se em feixes

As escamas dos peixes, pés de sereia, mulheres de areia.
Na porta da casa chega, de mansinho, o teu hálito negro.
As negras rosas do vaso curavaram-se em pétalas chorosas.

O incontido do vale espesso inda diz da aurora fugidia
Das maçãs encontradas próximas o clamor de mãe e mulher.
As rosas lindas de outrora despetalaram-se nessa hora.

k.t.n. in rosas tristes.

segunda-feira, 18 de março de 2013

A alegria há de voltar!

Nada é para sempre.



Objetos se movem.

Atitudes se renovam.

Amores vão e vem.

Um país não é somente um país

É um mundo construído sobre pontes de concreto.


A vida espera mais para nos brindar

Damos o que se pede.

Recolhemos o que é nosso.

Se, por vezes, a alegria falta é para voltar intensa, insistente e radiante!



Habemus alegria!



Nosso fígado agradece!

Nossas noites enternecem.

Nossas roupas se levantam,

Do guarda-roupa e nos acompanham.

O arco-íris se forma no arrebol chuvoso,

Esplendoroso disse que fica.

E o eterno se desprende e nos dignifica.

Somos Teus filhos, todos!

A alegria prevalece.

Ad valorum.



k.t.n.*

segunda-feira, 11 de março de 2013

Dor

Às vezes dói, dói muito.
a sensação  é dum vazio.
uma espera.
um ato que não virá.
a primeira dor passou.
a segunda dor passou.
e todas passarão.
mas são muitas. infindas.
tocam a alma. perfuram.
gastam o gás o oxigênio.
permutam nossa fibras ópticas
e a desemensuram num gesto exagerado.

A terceira dor não veio.
espera ansiosa para a sua entrada triunfal.
é a dor derradeira. da despedida.
langorosa e tépida despedida.
dos homens de bem e dos que achamos do mal.
de todos os da Terra prometida.
de todos os tempos desde as cavernas.
criptas pontiguadas e clamorosas em cristais d`água.

Assim, são os tempos, assim são os dias e vamos nessa lenta melancolia cumprir as dores fatais.

domingo, 10 de março de 2013

Para Andressa !

Para Andressa !

A meiguice se plantou no seu rosto
Deu voltas e ondeou plantações
Conversou na infância das crianças
Trouxe paz, alegria, amor.

E as horas do tempo deixaram faces saborosas
Qual fruta madura ainda no pé
Firmes exalando o aroma, cores fortes
Colorindo ramas e folhas e galhos.

E no rosto de maçã a boca salta
Os olhos atentos brilhantes saltam
Saltam os dentes vivos.

E a meiguice do queixo se encaixa
No desprendimento de moça.
Tão moça e pequena mulher, Michel Andressa Carvalho!

Da tia Kátia! Carinho!!

Para Andressa Carvalho!!



A meiguice se plantou no seu rosto
Deu voltas e ondeou plantações
Conversou na infância das crianças
Trouxe paz, alegria, amor.

E as horas do tempo deixaram faces saborosas
Qual fruta madura ainda no pé
Firmes exalando o aroma, cores fortes
Colorindo ramas e folhas e galhos.

E no rosto de maçã a boca salta
Os olhos atentos brilhantes saltam
Saltam os dentes vivos.

E a meiguice do queixo se encaixa
No desprendimento de moça.
Tão moça e pequena mulher, Michel Andressa Carvalho!

Da tia Kátia! Carinho!!

domingo, 3 de março de 2013

Cadeiras ao vento, inspirada na obra de Luiz Cavalli

  Cadeiras no Vento 2007 100x120cm  - Luiz Cavalli


Pinte uma cadeira em que  possa me sentar e escutar o ruído do vento
  
Passando de mansinho pelas frestas dos matizes..

Uma cadeira de aurora e cristais violetas,

Para sentir na fronte o beijo do filho amado.

Outra pode ser mais clara e mais baixa e mais encorpada, 

Mas o conforto há de ser  maior que a forma.


Nelas sentar-me-ei nas tardes calmas e esperarei o amor de todos os tempos.

E amigos do vento seremos, das tempestades inóspitas que carregam folhas e pedriscos.

E a água tempestiva banhará fronte e verso e flores e pensamentos.

Cairá no espaldar desta ribanceiran e a cadeira altiva e forte estará lá. 


Quieta. 
   Ambulante e quieta. 


Espreitando a madrugada que se veste de amarelo, 

Espreitando a noite encaracolada nas hastes da oiticica passeada pelos gatos ambulantes. 

Prenda meu laço e meu tato. Ficarão nestas passagens. São viagens. 

Paraísos de dores naufragadas no vento ligeiro e brisa noturna, 

No suor passageiro que me prende a estas cadeiras.

K.T.N. % +&