terça-feira, 12 de janeiro de 2010

t e m p o i d o

Há um tempo de absoluta depuração. tempo em que se esgotam os tormentos.
Há um tempo de absoluta paz, tempo de guerra que a vontade não traz
Há um vazio e um sentido.
Há mais que amor, há êxtase e veneno.

Embora o tempo se alongue em seus dias é ledo engano o que se passa.
Ilusão doentia, passageira, perfaz o caminho, ajeita o madeiro, tira das costas primeiro e prossegue e vai e ajeita os cabelos e penteia os cílios.

A faísca subiu, o cisco caiu.

É o amigo costumeiro, o seu lado verdadeiro, o empréstimo que se fez,
São juros de alta monta, depositados em tua conta, quadruplicando
nossas tao longes passagens... emitindo os sons da mais longa viagem, dando a cor , o tempero agridoce...

É o tempo, o tempo, o tempo, o tempo... vai , vai, vai, que vai.
Chega. Pára. Continua. Vai.

Estou aí, quase aí. É tempo!

k.t.n.

Um comentário:

Aparecida disse...

Katia minha poetisa, adorei este poema... Lindo!!!