quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

kt / dm-mt / diogo

"Versos são sobreposições
Das tatuagens que meu corpo
Sofreu. "
//

Não ap: ague este.

areia?

cimento?

à contento?

k.
/
praprousar

/


comunidade/ cidade/verdade?

vou asfaltar a sua comunidade
para ter bastante barulho
poluir o ar com gás carbõnico
deixar o cheiro da gasolina explodir
e teus pulmões gritarem.

...vc não pode ficar só numa comuna
há de se expandir criatura
deitar raízes, entrar em crise,
tomar novalgina ke nem nova é.
remédio antigo para mulher.

ô... dio... õ dioss...meu... ô...

k.

//
Oi, hj estou calma
Nem pijama tirei ainda.
Estou de chinelos,
Daqueles velhos
Esperando
Sua nova visita.
k.t.

//
Na luz da cidade torta,
Enquanto dorme e morta,
Desfaz-se o lume escondido
E se mostra no visível beco
Ecos detritos espalhados,
Faíscas de restos bordados.

É lixo no luxo; cão vadio,
Transportando no cio...
A lata que cai, na cangalha que vai
sem-vergonha encontrar... seu amor!

É Luxo?! É Lixo?! É supérfluo?! É finito?!
Não... é o homem, que rabisca seu contorno,
Em sombras de esquinas...
E passa assobiando pelo vazio
e ri de si para si, como é bom VIVER!

k.t.
em revolução
//
rozza xoke!
É luxo, de não se conter!
k.

//

¡¿Novo tema, ou velho teorema?!

Ajude-me! Socorra-me! ou...?
o pulso impulsiona
em direção de vento ligeiro
o vento contraria o pulso
que corre prazenteiro
em direção ao relógio
poemas de um dia inteiro.

a cerimônia é chata
cansou, entendiou.
sem cerimõnia pedimos
textos voltem. melhor que o discurso.

//

Hoje

Quero escrever hoje, não me interrompam, já o fizeram demais.
Quero escrever hoje todas as palavras adormecidas, frases feitas, expressões contidas.
Quero deixar os rasbiscos, as histórias sem sentido, como as panelas lavadas em seu brilho e a louça guardada, exatamente, em seu lugar.

Quero escrever a poesia do dia, dos varais, dos mercados, da padaria.
Toda a poesia, de todo dia, todo o valor que à alma empresta, o teu labor.
Quero escrever o que resta, o que falta, o que ficou.
Preciso desatar o nó, desfazer as rimas, que alternam em assonância.
Mais que tudo, preencher a página, relegar ao texto o melhor que ficou.

Não pode mais o poeta ser um fingidor, não pode o poeta inventar a própria dor.
Não pode escrever em máscaras profanas de jardins santos.
Poeta que é poeta se desnuda e não descuida, dá veracidade à cotidianidade.
A paixão que era pura era mentira e já morreu, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou.
A hora de cirandar chegou...
k.t.n.


"De..."id:
i'm not dog no
i'm not god no"

ou
no

expoeta
expulso da página
a mim resta o resto
ou o verso da:
ad-verso "

E viva o verso.
que seja brego
trovinha paralela
rima previsível...

//

brilha e vibra
vibra e brilha
trilha e cobra
cobra e trilha
cobre e libra
libra e cobre
livre e nobre
lavra e come.
//

expoeta
expulso da página
a mim resta o resto
ou o verso da:
ad-verso

'In coisas do coração.'
k

***

Oração da Kátia

Deus Pai, livra-me dos loucos
Dos que aos poucos destilam seus venenos
São serpentes em dia pleno.
Desfilam seus bordados para inflamar igual teor.
Instigam a fala atrita para dar-lhes a desdita.

Deus Pai, livra-me dos desgraçados, dos ignorantes, da miséria.
Livra-me da incoerência, da demência, da indecência.
Em teu nome um pedido, um clamor estendido.
Proteja-me dos assassínios verbais, da maledicência, da língua torta, da inveja, da preguiça, da malícia...

Leva-me por teus vales e veredas. Faz-me repousar em tuas verdes campinas. Dá-me da tua flor, da tua água, do teu clamor.
Que a tua música seja a única a se ouvir, que o som dos insensatos se cale nesta hora!

Chega de consumir...

Deus, pai meu Deus. livra-me do inferno, dos loucos, da insensatez... livra-me do orkut e de tanta estupidez!

k.t.n.

//

Vem brincar de roda comigo...........
Vem, dá-me tua mão.......................
Vem brincar de roda........................Lampião não está cego, n~/ao!!!!!!

//

Eis que a noite chega e traz na melhor hora seus anseios.
Enovelados em pertences de terceiros, agrupados em papéis esparramados.
Nessa hora de Ave-Maria, em que o crepúsculo desarma nossas forças inúteis
É que emergem à fronte o seguro, o inevitável sentir mais que pensar.

Avisando o cérebro cansado dos trejeitos, das tramas urdidas
Repousando o corpo quadrado, estirando em todos os sentidos.
Numa hora um passar, um tempo, um quasar...
Nesta hora um aviso desmedido, um alerta, um sentido.

Um pouco do ontem, misturado ao hoje, num amanhã sem fim.
Nesta hora o veneno, a serpente, passeiam em busca da gente.
Os pássaros se recolhem, as flores se acalmam, a natureza conspira.
Os homens se encolhem, a grandeza assusta. È nesta hora, que me encontro, diminuta!

k
t
n
.

Um emblema é tudo
Um tema um poema
Imenso teorema.

Um tema é tudo
Um emblema num poema
Velho teorema.

Um teorema assusta
Emblemático
Sem poema.

k
t
//
VI
VEI
RO
/
VORE-VI-VER
RE-VI-RO
VER!

k
t
n
.
//
NA MEDIDA...cante
encante
espante

mie, pie...

lata, parta a prata.!!
›¿Enlate-me!!??

//

ocaso
..caso
.....so
.......o
.........

...loco
...poco
....oco
......po
........o

k.t.n.

//

domingo, 22 de fevereiro de 2009

* * *

É hora. pt .

Das coisas que me irão ao coração sempre te levar.
Tento deixar, mas não posso, insistes em me acompanhar.
É uma passagem, uma certeza, um plano, uma alteza.
Um dia, uma beleza, noutro uma tristeza e vamo-nos.

Insisto em ir, insistes em vir, então, vamo-nos!
Deixa as lágrimas rolarem e o sal cozer o teu rosto.
Até a alma desnudar e, finalmente, mostrar mostrar mostrar...
O que o cinza escondeu no teu olhar noturno.

Deixa a imensidão tomar-te pelas mãos e vamos.
A passagem é muito rápida, se quiseres ir devagar, iremos.
Mas tenho pressa, tenho medo de que te percas de mim.
Das tuas dores, do teu pranto, vãos os amores.

Segura a estrela que vem além-do-mar, segura.
Pega a mão, pega todas em caminhos mil.
Singra este mar, em meu navio, ancora neste cais.
Profundidade, em paternidades de filho que não pariu.

k.t.n.

Ao ritmo da música...............&.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

CASTANHOS

NÃO VEJO OS TEUS OLHOS CASTANHOS DE BRILHO INTENSO.L
APAGARAM-SE NA NOITE, NA DISTÂNCIA, DORMIRAM.
ENTRARAM COM O ARCO-ÍRIS, INVENTARAM MATIZES...
SONHO COM A TERRA, PAÍS DISTANTE... SINGRANDO
OS AZUIS, NAVEGANDO POR MARES, ENCONTRANDO MONTANHAS.

CASTANHAS, MARRONS, TERROSAS... EM IDÉIAS, EM PROSA.

K.T.N.

Música 2009

Aqui, jamais o amor deixará de cantar ... em toda a sua espécie, em todo o seu teor,
... mas AMOR,
que rima com MAIOR)

Vá s'imbora o que não acreditar,
Vá se'nhora de voltar,
Ao decidir que seja amor, vida e vida e vida...
Muita vida... 'assim tem que ser'...

Combatida, destemida, desferida, sem dó...
Vida que sangra, que canta, que embala, que enovela...
Que espera, que se zanga, que empobrece, em razão
de ser novamente "a bola da vez".

Chega, chega, chega de mansinho, devagarinho
Não dê assuste aos passarinhos....
Depois, aumente o volume e cante, cante, encha os pulmões...
Exploda o coração em colméias, em meles gelatinais os ais.
Sem dúvidas ...... contacta, contamina, contagia, só folia )
dia, noite, noite e dia, dia e noite, duro açoite...

Venha.........................vida há por viver!
...................................caminho, por caminhar!
...................................gosto por experimentar!
Seu rosto para eu contemplar!

k.t.n.

Como eu gosto!)


Brinco com as águas do tempo
E, reinvento
...os meus sentimentos...

Das pratas





É brincadeira ) de primeira )

Não brinques com meu brinco de prata.
Não zombes, não jogues, ó valor)
Nada se joga, nada se perde, tudo se cria, ou se recria.
_Azar teu se o perdeu, está em boas mãos, ó guria!

Agora passeia pela cidade, invade territórios, privacidade.
Esquecido em algum canto, espera a hora de novo encanto.
E fica a dona pressurosa, acha-o logo, recompõe-te!
Recomponha-me. É hora de brincar..., outra vez) prata da vez)

k.t.n))

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Prata da casa


Minha Prata

Aonde foi a minha prata. Aquele pingente que me mata. Acidifica e não passa.
Aonde foi o que é meu, estimado e presente, escolhido e pendente?
Aonde? Dónde estará, neste instante? Jogado em vaso velho? Pendurado em solo estéril?

Aonde puseram? Jogaram fora? Lançaram pela janela? Desfizeram-se!!!
Que judiação, que malssinação. Nâo era para perder, não era. 'Baita' confusão.
Profusão de líquidos, de pernas, em doideiras de longa espera, ficou...
Em coração que bate forte, em beijos molhados, mortificados, arrancados... arranhados.

Em que lugar, onde estará? O que não se joga, não se pode perder.
Quem mo trará ao meu lugar? Qual bruxo nocturno o encontrará e, magicamente, recomporá entre as têmporas avermelhadas?

Tine a prata, esquenta o lóbulo, fermenta a espera.......... aumenta a quimera.
Sonha e sonha............prateada) a lua está. Sua prata voltará! ))
É noite de amor, de amor, amor maior...................... prata da casa!
Invade e late, não é lata, é prata amor, é dia de M
aria!Venha!!

k.t.n

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Contexto*


pro-fusão

k
t
n.



Preciso de palavras. *
Compôr um texto.*
Encaixar neste contexto.*

sábado, 7 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Olhares... {Fada e Many, obrigada!}

























D.A.

Olha a cena!


Quem mo colocou lá em cima, quem foi?!

Trate de me tirar, recolocar-me em meu lugar.
Não gosto, sobremaneira, desta tal brincadeira.
Piso firme, chão batido, todo dia, dia-a-dia!!

Sem essa de delirar, sem essa de me tirar!!
Ajeita as rodas, arruma as notas, deixa aos pássaros
a vontade de delirar...

Que coisa sem jeito, que triste trejeito... trágico trajeto!
Engoliram minha bicicleta, levaram-na embora, urge as propagandas!
Sem fita de cinema, sem alô de fone mal pago, anúncio de boca em boca.

Pedala, ajeita, desentorta, sem esta de quase morta!
Em linhas retas, enormes círculos, assim se vai.
Assim se conta, a fenomenal história, de duas rodas.

k.t.n.

Montagem By Many*

Passeio outonal/ Obrigada, Fada!



























D.A.



Passeio outonal


Hoje cantarei os frutos da caminhada.
Os saborosos, os amargos, os melífluos, os exóticos.
Tudo o que me deste, todos os que deram.
E são muitos e são tantos, que me embalo em doce canto.

São maduros, generosos, fartos, nácar em polpas.
São teus olhos, são teus braços, os afetos e as passagens.
A chegada, a virada, a parada. Examinar!Constatar!
Alegrar-se!Meus frutos, nossos frutos. Fartar-se!

A fotossíntese e a clorofila, os filamentos, a tarde, o fim do dia.
Pedalando e parando, acoplando os pés em densa grama.
Adensando o corpo em extensos planos, colorindo as flores.

Então, assim ficamos; das flores que vieram, os frutos que ficaram.
Com Cecília, com Peri, sem fantasmas, sem longas viagens.
Pequenas paragens, eternas dormências. É colheita. Assim canto:

_Imensa paz!

K.t.N

//Por Suriel//

Preparando palavras,
propagando pedaladas,
desnudando: peladas!

Dispensamos assim,
máscaras e trejeitos tristes,
fantasiamos: sonhos.

Fotos,
flores,
frutos,
fitas de cinema,
síntese:
colheita de percepções.

Suriel Bonnet Fayad.




By Many* (Cometa Azul)

Katita

Essa mulher menina
imprime seu largo sorriso
como asas de borboletas

Mulher ..menina tranparente.
Em torno do seu olhar
existe a mágica expressão
de entrega consciente,
de poeta natural

Ah! essa borbotita
percorre jardins ..encanta flores..
Quando não sorri,
certamente está como as borboletas
apontando suas asas pr o céu
em forma de oração!

By Many*

{Obrigada! Minha irmã de alma...!}

domingo, 1 de fevereiro de 2009

k,t,n

Por que esta pressa em acordar?
Por que esta que insiste em me levar,
Ao teu cais, ao teu porto?!

Não la entiendo...

È uma perda, um sentido...
Que me escapa aos ouvidos,
Mas que entope os meus nervos
E me deixa em desejos....

cedo, cedo, cedo...

k
t
*

agora é a minha hora
moça-senhora
gentil, pueril, juvenil...
menina, mulher...

agora é hora, a hora eterna das horas
agora é a hora.. a hora de fazer poesia.

bjs.

k.

Assim, em agosto.

Inspirada em Rita K.

Então é assim... num campo vasto sem cabeças,
Na noite aflita a luz indica dos passos cambaleantes às ruas poeirentas.
Então é assim... decapitadas para servir ao outro.
Vontades próprias ignoradas, desejos certos servindo à mesa.

Na noite, a revelação, dos atos a confusão.
Buscando, achando, encontrando... a alegria de novo ser.
De novo estar, cada qual em seu lugar.
Provendo à mesa posta, o disposto, com gosto.

O talher certo, o prato cheio, a cabeça vazia.
Um gosto de verdade, um gesto sem maldade.
Tomando o que é seu, trazendo o meu 'eu'.
Estou de volta. Como gosto de mim!

Cabeça no lugar. Mulher, vá se deitar, na cama dos amores.
Costurada a retalhos, ajeitada, muito cuidado.
Dobrado, amassado, esticado, retalhado.
É assim, que componho a mim. Como amo e não me engano.
k.t.n.
31/08/2008

Para Concha Rousia e outros poemas . "In essência".

Brrrrrrr...........!!

A geada e a chuva
O vento e o gelo
O foco e o verso
O frio e o segredo.
As partes concretas.

Tão ventos nascidos.
Tão ventos partidos.
Levados ao ecos, murmúrios sentidos.
Fragmentos, sensações, volúpias, emoções.

No caminho há paina, muita folha, quanta grama.
Sem peso, leve, pairando em nuvens de pensamento.
Ai, que frio, ai que gelo, ai que gosto, um teu disposto.
Vem no frio, no ar vazio, na imensidão, falar da voz do coração.

Sem métrica.
Sem medida.
Sem contrato.
Sem mudança.
É permanência.

k.t.n.
[P/ Concha]
Uma amiga.CONCHA ( um poema )

Ante o mar, revolto e cheio de voltas,
há uma vieira que envolve pérola.

Há um rochedo, uma demanda e uma guerreira,
trovadora de trovões e brisas...

há um carvalho plantado na terra
( agora finda... finis terrae )
a dizer da beleza que existe no mar,
nas colinas, nas campinas...

Há uma concha entranhada na alma:
um campo de estrelas
(no céu do mar: galáxia )
a dizer sua beleza... Galiza.

E. R. Halves



'Eu'
Esta que sou e que me persegue em palavras
Diante de mim, cristalina paisagem.
Em mim, desfazendo a miragem...
Esta que sou e que se desdobra em sílabas.
Que se compõe de poemas
E me traduz no âmago e me desfibra encontro pleno.

Inteira, reconciliada, recomposta.
Felina, falta parada, triste sina...
Esta sou eu. Imagem minha. Resplandece. Ocaso.
Amanhece. Um caso. É minha imagem.

Em palavras, em palavras, em palavras desdobradas.
Em sílabas, em versos, em letras, em borrões, descuidada.
Em mim, tão feliz, tão recôndita, tão completa.

Enfim, esta que sou, completa-me, permanece em mim.
Atitudinal, esfera e tal, segura e firme, palmilha,
nos textos, digita nas páginas alegrias incontáveis.
Felicidades alcançáveis, muita cor, muita miragem.

Um sonho real. Sou.

k.t.n.

In essência.


/A poesia que você espera./

Falta a poesia, a que você espera.
De um dia poeirento, friozinho vento.
Atitude pensada, realizada, ensimesmada.
E veio. pé ante pé. veio. e foi.

Passou por baixo do escuro portão.
A luz acendeu, logo apagou, foi só uma passagem.
Não obstante, concretizou.

E assim, num conto pequeno, de minutos apenas,
Em compasso dois anos.
Em teu passo, meus olhos, dobrou a esquina.
Só, sorrateiro, em vazios de esquina.

Foi o meu amor. ! .

k.

19/09/2008

II

Eu, um problema, um grande teorema.
Modéstia à parte, cheguei de viagem.
Joguei a mala sobre a cama.
A roupa suja, nem a trouxe.
Deixei-a pelo caminho, renovando armarinho.

Cheguei da viagem, pus os pés para cima.
Descansei, debrucei, adormeci em languidez profunda.
Desmaiei, sem vertigem, pude parar, pois já cheguei.

Parei.
Olhei.
Dormi.
Descansei.
S'imbora, pra outra... o caminho se abre em possibilidades!!

Joga fora o já gasto.
Apanha o que é de repasto e s'imbora, pro caminho.
Senhora. senhora, sem hora...rsrs...

k.t.n.

In essência.
09/2008

'rozze in xoke'

Jogar tudo de pernas pro ar.

Qtas mortes vc tem para me viver?
Qts olhos vc tem a me ouvir?
Qts fantasmas na multidão?
Qts foram solidão!?

Qts ecos guardados e perdidos pelo vão.
Qto vc tem a oferecer? Qual é o nada que lhe compra?/
A que se compara? A que fases em que fezes?!
Oras, bolas!! Acorda... vida que te quero vida, é hora de acordar...
Lave as mãos, molhe o rosto!

Vida que te quero cedo, é hora de viver...
Deixa aos mortos enterrarem os seus mortos...
Deixa aos vivos o favor de se fazerem esquecidos.
Deixa a vida em sua forma reviver...

k.t.
In
rozze in xoke[

Paródia

Estou farta do lirismo comedido, do lirismo dos loucos, do lirismo que é lirismo, que não é libertação!
Estou farta da sua insensatez, da sua estupidez, de falta de honradez...

Determinação tardia, desconfiança vazia...
Estou farta... estou cheia, farta e cheia e cheia e farta...
Faltou!? Faltou?!O discernimento na hora certa, a carta lida, interpretada, compreensível.
Faltou você, faltou eu analisar os sinais, tardios sinais, bem tentei... bem tentei...
... não deixou. E agora?

Lamba o selo, jogue a carta fora. Não busque os pedaços retalhados, pelo chão. Não há remendo, não há cola, não há trabalho colegial, que dê jeito em seu final.
Rasgou, remendou, costurou, acertou? Não, não, não é cristal, pior que é sentimento, etc e tal... falhou! zangou! azarou!

Estou farta do lirismo das rosas. Estou farta do lirismo que não é libertação.
Que venha a confusão, das palavras, das letras, para depois instalar-se o pleno, o perdido Silêncio das horas!

k.t.
rozze in xoke
23/10/2008