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Mostrando postagens de Setembro, 2013

Tanto mar...

Tanto mar, tanto mar...
Tanto por navegar!
Ai, Camões...
O que fazer nesta imensidão?

k.t.n.*

?

Se eu tenho pressa?
_Não! Já cheguei.
k.

Para António Ramos Rosa

Um poeta não morre. Amadurece. Dilui-se no oceano infindável das palavras. Fenece lentamente deixando as efemeridades da vida. Fruto do acaso. Nasce noutro lugar, brota mansamente. Pontilha horizontes. É Sol. É céu. é mar. É Lua. Fulgura! Atinge sombras abissais. Socorre gritos e ais. Poeta, oh, poeta! Finge sua dor, entrega todo o seu amor. Legítimo panteão da igualdade. Empresta o seu sorriso, a sua prece. Ligeiro desaparece, é só uma curva, em torno do rio. Ao longe, retorna sorrateiro. Despiu-se por inteiro! 

k.t.n. in poetas não morrem, deixam ferida acesa.

Lavanda tu!

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Esparge o perfume da lavanda/ Leva tua alma longe/ Onde os cativos não podem se empenhar/ Banhe-se neste perfume insone/ De celebrar a vida na calmaria/ Contente-ta com a porção que te cabe/ Homem, mais do que tudo és criança na Terra/ Ela devolve em astrolábios exatos tons carmins/ Sangue de veias e artérias/ Presilhas presas nas paredes/ Afago e quentura, abraço e ternura. 


k.t.n.* in treino matinal.

Feijão

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As pedras me calam, mas não me silenciam.
Vago entre pedriscos e risco na areia.
Bobagens, fantasias, delicadezas, tortuosas veias.

Tempero o caldo grosso do feijão
Para as vozes noturnas,
Quando as corujas pousam.

As pedras estáticas predadoras ocupam muito espaço.
A coruja cicia e no grito as pedras se movem.
Rachaduras enfeitadas por gramíneas se mostram.

Por toda parte, por todo aço.
Espargem.
Espargem.

O grito!

k.t.n. in coruja fria.

Miniconto moderno em linguagem de face.

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Imagem: Redefor-Unicamp
Kátia Negrisoli Hoje foi um dos dias mais inúteis dos últimos dez dias da minha vida! Nada deu certo! Faxineira? Evaporou com a chuva? Fisioterapia? Perdi a hora, porque fiquei esperando a faxineira que não veio! Internet? Nada! Acho que deu bug! Todos resolveram acessar o mesmo site ao mesmo tempo, por conta da chuvinha, claro! Bem, consegui almoçar, pequenas compras na rua, embrulhar dois presentes, tomar café da tarde, jantar, lavar pouca louça, tentar dormir, embora o fone tocasse com a penca de gente dando recado atrasado, ir ao Centro Espírita e agora dar uma de ma'am no face, afinal, eu dormi à tarde, postei fotos, não precisei de bolsa de gelo, nem de água quente, nem remedinhos, só chá! Porque chá, além do café, porque eu não existo sem café, faz bem! Acho que farei mais um! Pronto! Relatório feito! Agora à produção oficial de textos, enquanto minhas mãos puderem digitar! Porque os dias não esperam e eu me cansei de esperar pelos dias…

Das delicadezas

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Gosto das delicadezas,
Destas todas,
Pequenas.
Lindas.
Caídas do céu.
Pintadas à mão.
Tão pequenas, mas tão pequenas!
Que não se pode divisar.

Destas que se sente.
Uma gotícula.
Uma semente.
A passagem
O botão.

A casa de brinquedo.
Muitos meninos
E um segredo.

k.t.n.& in quando o amor canta.

Cristais

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Kátia Torres Negrisoli O que eu penso me pertence.
Os líquidos que carrego são meus.
Encerro em mim e morro de morrer!
Minh'alma cansou de ser corrompida.
Pede paz e solidão!
Deixa um pouco de amargura. E vai serena em novas procuras.

O homem parte com seus palavrórios.
Sua tristeza e seus encantos.
Uma face distorcida pelo tempo.
Deixou vento e secura tantos.

Uma família que não existiu.
Cem anos dividido por dois.
Um cão faminto sem dono.
Uma tarja preta no caminho.
Uma tristeza que não se divide.
Guarda-se e vive-se sozinho.

Era uma vez a brincadeira!
Ser feliz e não ter vez!
A vida um pranto distante.
Da música dos ouvidos latentes.
A maior parte ledo engano.
Chuva de cristais em longo pano.

Melhor a parte da partida.
Pior a parte da despedida.
O amor que era pequeno.
Virou fagulha e se perdeu.

Num dia 7 de setembro.
A independência já morreu.
Fartou-se de veneno e pranto.
Deu seu grito e feneceu. k.t.n. in desencanto*

Chuva miúda

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Sem chuva, sem frio, sem poesia!
A tarde na noite fria descompensa.
Não atende à diferença.

Enorme distância entre paisagens dominadas pelo vento.
Empoeiradas e engaioladas, indiferentes.
Uma tarde que cai, uma chuva que vai.

Seca o nosso orvalho, estupidifica a quietude sempterna.
Arvorece a aquiescência das flores, espalha pólens, vento!
Sempiterno, semente  nasce de pedras, um protoplasma.

A viragem estonteia, vagueia nos celeiros noturnos.
Os olhos volteiam, os cílios penteiam sobrancelhas viúvas.
Um acabar de se querer, um não ter fim.

Carmim.
Pó.
Ruge.
Foge de mim!

k.t.n. in treino primaveril.
Agradando as margaridas!

...

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Pintura by Fabian Perez

Nas fumaças da vida, 


perdi o melhor dos vinhos, 


entornando o meu whisky!

Sibilagens!

Suave sono/ silencio e sede/ sinistra sala/ sozinha/ só / suave entorno/ Deus, abençoe as suavidades!!

Sobre amor no Face!

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Kátia Torres NegrisoliPorque eu me disponho ao amor! E ele vem! De muitas formas! De muitos jeitos e trejeitos, às vezes, até sem jeito! Mas vem! Adiciona tempero, horas aos meus minutos! Retorna faceiro, ligeiro! Alguns demoram, mas chegam inteiros, em plena forma! Assim são as nuances de amor, como as várias cores da primavera! E brilham, como ao Sol as pétalas tingem nossas retinas, já não tão fatigadas pela presença do Universo. há 6 minutos · Curtir Kátia Torres NegrisoliE assim, disponho-me ao amor! Ao amor fraterno, terno, conjugal, maternal, carnal, Amor-Amor! Pois amor com amor se paga! há 5 minutos · Curtir Kátia Torres NegrisoliE amo as palavras! Palavras-AmoR! Palavras-Sentine