quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ao amor!

Farei poesias ao amor!





Ao meu amor



ao novo amor,


ao que virá,


ao que está vindo,


ao que está em sonhos,


ao que me olha de longe,



sem me ver!

k.t.n.* 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Reverência



Desdobro-me aos teus pés e descubro na reverência a plenitude do amor.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ao vento sementes em folhas



 Força de avião no assombro/

Assovios da estação/

Sempre sorridente entre dormentes/

Navios ancorados folhas e sementes/

Palmeiras levando tapas/

Hora de andaimes jogados/

Partidos acabados levados ao cabo/

dentes/

Folhas, sementes, inocentes/

Levam ao acaso o carinho/

Ninhos de serpentes jubilantes/

Trens partindo fumaça/

Ligeiras no pão que não assa/

O ferro, o aço, o estandarte/

São broas de trigo, farinha de milho/

Pólen regado caído à beira do rio/

Que passa, passa e passa dormente/

Como trens triturando trilhos de Bárbara Lia!






 Hoje sinto-me assim:

esgotada, triturada, de alma lavada e penada,
como faísca que acende e morre,
lentamente, no seu fogo.



k.t.n.* in dormente

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Vermelha básica


Sexta-feira, fui para a escola dar aulas, para a turma da tarde, vestindo camiseta vermelha, bermuda no comprimento escolar e óculos de sol. Tudo muito básico para uma tarde adamantinense, mas para minha surpresa foi um auê, pois os alunos, maioria alunas, diziam que a professora chegou "divando". Resultado: logo no início da aula, aprendi com eles o significado do verbo "divar", que está se propagando na linguagem informal. Também, aprendi o poder de uma "t-shirt" básica vermelha. Não reparem no vocábulo inglês, depois do "divando", senti-me no direito de usá-lo, ao invés de dizer simples camiseta vermelha. A tal vermelhinha, comprada numa loja sem griffe, aos olhos dos pupilos mostrou-se valiosa. Acho que foi o efeito de eu ter dormido muito bem, antes de ir para a escola dar as referidas aulas. 


k.t.n.* in crônicas do dia inteiro. aproveitando o calor de Adamantina.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

homem e hóstias

Amar o homem que bebe o pão e o vinho somente aos domingos
Pecado Capital!
Amar o homem que come o vinho e o pão somente aos domingos
Incrédula possibilidade!

O homem partiu e deixou a hóstia consagrada na boca dos famintos.
Cabelos longos ao vento.
Mistério e sentimento, coisas de dor e momento, um lamento.
Crédula intenção!

O navio parte e a corda se rompe.
Vazio
No cais as pedras se movem...

É noite no inverno do Norte
Calor no Sul Tropical
A arara canta vermelha

O coração ficou preto!
O pão é branco
O vinho vermelho.

k.t.n.*