quinta-feira, 30 de julho de 2009

.saudades.

Saudade é uma conta pequenina
Rola dos olhos tão menina...
Busca em botão teu olhar tão meu.

Saudade é uma foice traiçoeira
Chega mansinho, sai ligeira...
Não se comove de quem se doeu.

Ah, saudade, tão palavra, tão incerta
Rouba o tempo às bonecas...
Empresta ao rosto o filho teu.

Saudades são só tristezas em meio à cânticos.
São altiplanos afundando em pranto.
São alegrias que não morreram.

Porque em meu nome e em meu ser
Há de viver e reviver instantes.
Cada passado recordado como o mais fino dos bordados...
Da fina linha, retrós em fio........... de saudades costumeiras.

Enfim, das tardes das Marias dezoito horas.
São, no momento, heroínas lembranças.
São vãos tormentos em baú remexido.
É a certeza de que o futuro chegou.
É a beleza da vida que foi...
... e a alegria da vida presente.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Das antigas...

Lavraram o campo.
Puseram a mesa?
Chove com certeza,
Novo jardim em crescendo

Homem se refazendo
Olhar contempla, coração sustenta.
'Vai que vai' não se arrebenta.
Não se arrepende.
Só surpresa!

k.t.n.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Renovação

Há um projeto eficaz que permeia uma mente por certo audaz.
Há esta audácia de mudar, esperança na chegança, uma poesia em luz do dia.
Uma chuva fina regando os olhares, flores esperando em semente o plantio.
São mudas, são caladas, são esperançosas da escolha.

Estão secretas e bem guardadas a muitas chaves em tesouro compartilhado.
Trouxe uma delas, segredei em meus cofres, tranquei em meus armários.
Não podes esperar, talvez haja pressa na transmudação das flores das 9 horas.
Uma incógnita pressente a iminente solidão, um malfadar de escolhas, uma presença estranha, um amassado de embrulhos, são sementes aturdidas, esperando breve escolhida ...

A terra se rebate em pedregulhos espalhados, envereda pelos olhos, termina pelo olfato.
Assiste o 'embrólio'e sortilégio, generosa, só padece à espreita da boa escolha.
São sementes são somente variedades, muitas cores, dissabores, muitas formas, vãos amores.

Ajeita o trato, afina a cova, não morre, não... o inverno conserva sementeiras fartas para em próxima primavera dar a cor, o seu tom enveredado pelo arco-íris de cores remotas, passado próximo, primavera pressente.

Serão flores de dia inteiro, de olhar longo e faceiro, sem chuvas passageiras,
sem delongas, sem firmeza, trocarão seu arrebol, seu matiz e seu fuzil,
espargirão sementeiras e fecundidade e esta terra tão bem lavrada,
produzirá fértil, agora bem cuidada, dos teus olhos, dos teus desejos,
teu intento concretizado.

Sonhar? Não.
Realizar? Sim.

Chega de melodramas, brincadeiras de pião.
Ó menina, entra na roda, levanta a saia, faça o gingado, olhe de lado,
São as pétalas das cores suas a nevar sozinhas na rua.

E espreitam e como espreitam e esperam e como esperam.
E enlarguecem e como enlarguecem e envelhecem remoçando em flor.
Laços e fitas, verdes e outros, do mesmo autor.

k.t.n.