domingo, 4 de abril de 2010

d'Agosto ( I e II )

Há no ar um cheiro de festa
Termina o mês, poeiras em brilhos
Contam teus olhos morangos sem verdes
No redeimoinho que se desfaz
Há paz, há sonhos, há flores...

Cortantes tirados do jornal anunciado
Teu sonho roubado, na Pátria Gentil
Desprovido o bravo Soldado
Não foge à luta, não marcha
É força bruta que cai, o srdil!

Salários marcados são sonhos tombados.
É agosto...
Nas ruas, o povo caminha
Desgosto meu Deus. Desgosto meu!
Agostou que me deu!

Na 25, um preço nada seu.
d1Agosto!!

k.t.n.***
2007

hAgosto II

Há no ar um cheiro de festa
Um bolo branco floresta
De negra magia
Morangos sem verdes
Cerejas sem terdes.

Borbulham o champagne,
Refrigerantes revoltos
Escondem seu lacre, garrafas vazias!
Seus olhos verdes.

Há no ar um cheiro de festa
Termina agosto, poeiras em brilhos
Conteam teus olhos morangos-sem-verdes
No redemoinho que se desfaz
Neste vento cortante, saciante, desfaz-se;

Doces cantigas, doces embalados
Embalam meu sonho.
Há flores, há paz!

No redemoinho que se d e s f a z !!

k.t.n.***

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