sábado, 24 de maio de 2014

Olhos que dizem!

Se meus olhos pudessem dizer 
Quanta saudade sinto de ti/
Marejariam imensos Continentes
Migrariam enormes países 


Se ainda pudessem falar 

Dir-te-iam da falta tamanha
Deste mundo estranho
Das pedras roladas,  inacabadas histórias
Dos feixes de lenha carregados 
Das angústias infinitas do coração materno.


Mas os olhos dizem 

Aos borbotões espoucam faíscas
Apelam ao invisível lume.

Tão infantis e risonhos
Lembram d'alma o carinho
Da família e do país, doce o ninho.

k.t.n.*&

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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Melancolia

Este sorriso que me violenta agora,
Pare um menino irresponsável.
Que grita e esperneia.

Come do grão e não se alimenta.
Em birra desumana inacabável
Olha e sutura adrenalina pura.

Ao que foi e ao que vem,
Lições inesquecíveis.
O porto sobre-humano
soçobra ao cais maduro
Arrepia a pele fina.

É só melancolia.

Gato profano



Gatinho do céu, que estás aí em cima.
Da Timeline altaneira controla o meu Face.
Abre teus olhos de louça vítrea
Incendeia os aventureiros navegantes.

Permita que te olhe na íris espelhada.
Debaixo neste scrap mal escrito e digitado.
Abre tuas garras felinas e ágeis
Espanta os cruéis e inescrupulosos.

Tece o veludo e a seda nas fibras dos teus pelos.
Envolve a grama rosada e apela ao segredo.
Olha-me de cima, devagar, inebriante.

Abençoa-me do mal e afasta perniciosos.
És preto e retinto das cores do divino.
Fantasia de profanos em prece te pedindo.

k.t.n.* in prece profana


terça-feira, 6 de maio de 2014

Bebo Sol

Busco o Sol e ele me acena na curva do horizonte.
Redondo e fiel.
Todos os dias vem me ver.
Não vejo a sua sombra/
E sim, o amor espalhado pelas luzes.


A noite sorrateira o enterra.
Em gritos berra.
Brilha para a Lua.
Este fantasma noturno que assovia nas janelas das moças tortas.
Em mim, o brilho e a força.


A existência perfeita, a nata que vibra.
O som do Universo.
A prece do amigo.
O raiar de mais um dia,
Esperando para amanhã.


Eu bebo Sol. *
k.t.n. in revolução sistemática