quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ao cristalino distante

Amo... amo àquele que me vem e não conheço.
Amo aquele que me vem e não defino.
Amo este que me bate à porta e me traz a incerteza.
Amo sua doença, seu bem-estar, sua cor, sua tez, sua insensatez.
Amo quando entende minha impulsividade em tentar entender.
Inclusive, sua gesticulação e sobrecenho.


Amo a diferença, a falta de confiança e a dificuldade de estar ao lado.
Acima de tudo, amo esta vida que nos tracejou caminhos em comum
Amos seus olhos castanhos-brilhantes-lampejantes!
Amo seus escritos, sua contribuição à vida!
E esta que aparece em pequenos lampejos aos olhos do meu cristalino distante.

Eia, Terra errante, eia e avante!
Somos grãos de areia, tu és grande enquanto partilhas, tu és o que me faltava nos dias desditos.
Obrigada!


Ao poeta escolhido dos dias!

Saúde e alegria!



Kátia

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