sexta-feira, 3 de julho de 2015

Sossego

Antes tinha a pressa do mundo.
Agora não mais!
O sossego me espanta neste aconchego.
A cama macia, convidativa desacelera batimentos.
O vento manso contribui, este ar invernal, pouco sol
A letargia silente dos que pediram perdão.
A verve solta de um laço partido.
Como um navio a vagar ao sabor das marés.
Sem motor, só velas, só velas...
Um perfume baila no ar e as sereias se vestem.
Um fuzuê encantado é festa no mar.
E a pressa não há.
Bailar, bailar nas retinas dos olhos.
Deixar os amores e folhas caídas serenamente
Velarem sobre os olhos.


k.t.n. in refazimento