2010

Não sei porque te douro, não sei porque intento
Nas voltas do tempo curvo, curvar em leque o meu pensamento.
E deste não saber, soboto o tempo.
E deste não querer, broto o tormento.
Demasiado longo o tempo invento.
Horas passadas prevendo as futuras.
Curto demais o tempo para tanto.
Lanço ao ar embalo o meu canto.
Rogo às preces boas benesses,
Cativo e falo, cultivo e calo.
Eis o motivo.
Eis , razão
Eis-me aqui de novo... tempo vão.
k.t.n
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