domingo, 4 de abril de 2010

Se,

Se todas as poesias já foram escritas,
Todos os sentimentos e emoções exacerbados
Que faço aqui, poeta comum, do lugar-comum?

Se todos os latidos foram ouvidos em uivos, gemidos.
Sensaçoes negros sentidos, que faço eu?
Que digo? Que escrevo?
Neste eu multifacetado não pertencente a mim,
mas um pouco roubado, de todos um pouco??!

Que sou eu? Que és tu?

Somos nós na ciranda da vida, entre pedras perdidas, cascalhos encontrados,

com-ple-men-ta-ção,
atritando-se,
ferindo,
sangrando...
espinhos!

O lugar-comum asfixia, embota a fantasia no igual dos dias
Na manicure presente em faces diferentes e no fundo iguais.
Somente iguais.

A um único SER pertencente, na Una, na Trina, na Santíssima Trindade.
Pecado Maior:
_Eu existo-tu existes!!

k.t.n.

2007

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