terça-feira, 31 de maio de 2011

Da série Dourado

E se te douro
dourado fico
Permaneço em raios esparsos
Concentro-me!
Centro!

E irradio, luminosamente,
todas as fases da lua.
E me limito à infinitude.
Nela simples e clara,
Enfrento o dia
Enfrento a noite
Em frente, o fato!


`❀´k`❀´tia`❀´ torres`❀´

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Boa noite!

Boa noite, amor!
Boa noite, paixão!
Boa noite, ilusão!
Boa noite, deletéria realidade!

Boa noite, vida!
Estou de partida!
Boa noite e sempre Bom Dia!
Porque o dia, ah, este nunca acaba.
Só pára para descansar na penumbra enluarada!!!

k.t.n.*

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ao devir

Meu poeta preferido! Por isso desoculta-meS e me visitas e foges na imersão/emersão.
Alenta o hálito frio das rosas da Casa de Maio.
Inventa arrepios soturnos nos cais das velas de teu Portugal.
Esquisito este país que abandonas em deleite em Pátria alheia.
Espantas maus-olhados, que te olham os macambúzios, mas vences
O sangue escasso e branco de tuas veias.

O Vermelho te pertence, róseo paulatino.
Enrubesce tuas faces menino.
Diz das tuas carnes, dos infantes, das ninfas que erguestes, em tributo a ti mesmo.
Ora! Que fazer desta sintonia premente, destes olhos que brilham, desta paixão desocultada pelos labirintos messiânicos de tuas retinas?

Que fazer ou não fazer, não importa, o grito desocupa o lugar, transmigra, desintegra os restos farináceos esparsos, espraiados em areia gasta de tanto a M a r...
Pranteia a Lua da RUA CHEIA de barcos à vela navegando em doces enleios, teu nome, teus castanhos, meus seios.

A MARÉ cheia, teus livros, tuas roupas, o cheiro, ... UM HOMEM!
Um acontecimento, um jeito, sotaque, as malas.

Des>>> ta >>> que!
Embolarado.
A vida.

Vermelha,

tornou-se rosa, e coa os citrinos e coa o meu hálito ao encontro labiríntico famélico de teus braços heróicos camonianos gentis.
Gente brasileira, gente estrangeira.

Assim,
é:
ATÉ!

k.t.n. in minúscula,
para poeta!

domingo, 15 de maio de 2011

Saído do forno

Sábado

Destesto esta ânsia de amor tardio,
Este sábado que empresta vontade, desejo
que se quebra domingo a domingo
e se restaura na segunda à tarde.

Detesto esta melodia insindiosa das paixões melodramáticas
Esta insistência permanente de verdades,
Estes aromas todos perfumados doces,
a quintessência do barroco ditoso de outrora.

Ah, se a modernidade foi vã,
Criemos em contemporaneidade nada cristã
Novos novelos, novas formas, formas serenas.
Distantes do olhar sátiro, distante de Procusto.

Meus pés guardo a mim, em formas que crio.
Não me submeto às tuas formas cinzentas.
Sou mais cor, nada de bolor bolorento.
Pinto o Sol e espero o inverno com cores outonais, destilando primaveras,
Arco-íris de esferas brilhantes.

Doce Pã, primavera tardia.


k.t.n .*

Ao que há

Depois conto quantas vezes dedilhei o teu rosto
Depois conto quantas vezes deparei com o teu desgosto.
Só depois, agora não.
Agora me prendo ao lúcido, ao factual.

Ao que há.

Na transumância do teu olhar.

Na quimera do colo lunar.

Através da luneta,

ENTREFUEGO

BEIJAR

Eis que novo aba dá!

vá.

k.t.n.*

vestes

Quintanilha de todas as quintas
Decifraste os tendões do Sol.
Desfibraste as trams do luto.
Seduziste a seda.
Queimastes as velhas torcidas no sol queimando,
As vestes
e as vestais

As vestes não usam aventais

As vestes são teu corpo nu
irrandiando-se para o cais noturno dos breus.

Incendiando pavios.
Tecendo roupas íntimas
Brincando de SER
MENINA
dos meus olhos.


k.t.n.*
in sedução

¨Não

Não me mutiles que não sou homem de ficar em metades.
Não me podes pilha não, que naõ sou vítima dos teus anseios.
Não me busques à mente
enquanto durmo levando ventado
de minh'alma sonhadora.

Não me tortures!

Só venha.
Aconchega-te em meu colo.
Cola a face no meu peito.
Deixa que o luar busque o sereno.

Asserena-te.
Volta-te para mim, olha com olhos e me beija.
Estou aqui!

k.t.n.*&

Paixão

Estou apaixonada por uma vértebra que se quebra
Por um quebrancas-quebralingual
Uma paixão desmedida.
Levantou-se guerrida
Vestiu-se. Cumprimentou-me!
Ficou-se e falou;
Contou todas as verdades.
Voltou enrubescida
Encontrou o sono. Encontrou a noite
e deu-se por vencida.

E comemorou. Na taça.
Trilintada de gelo, o néctar cítrino dos Deuses abençoa este AMOR.


k.t.n.*&

gavinhas

... gavinhas arrendodadas

sutis

primaveris

e voltamos
damos voltas
nos teus seios
Esplendor

DOR

adormeceu
anoiteceu

E a noite vence
Teu corpo descansado
Entre o leite da lua
E a nudez da rua.

k.t.n.

Dormindo

I

Na queda do braço errante,
Pus turbante água cristalina
Pus meliante diante de tuas retinas
E não mais pus nada,
Parti!

Em Coimbra te encontrei.
Teu braço dei ao meu.
E fomos enlaçados neste bordado arcaico
às fontes fecundas dos teus seios
e colhemos os aromas das amoras.

Era DOMINGO e transitamos as horas.
Era mais que domingo,
era tarde de domingo e
.................DORMIMOS.

Até o romper da Amora.
E não era boreal, nada astral.

Eram estrelas sem cauda,
sem quentura, eram estrelas de cara partida profundas no ceu.
Era ternamente, Teu SEIO, ENLEIO.




II

E LEIO

...MEU NOME.

E te penteio sobrenome
E te arrumo
e te visto e te encorajo para mim,
em noite assim,um tanto assaz
Ò Divina dos meus sonhos.

És quietude,Anjo Barroco.
Ès face, és pedra, és bacante.
Navio altissonante.

... Perambula
....Agoniza
....Aterrisa

São meus mares.
..São Gigantes.
.....Adamastor!
Um anjo errante,
Teu semblante.

Feiticeira dos Trópicos
Cadência de baunilha
Terra de favores.


III


São barris enviesados
São meus olhos nos teus BORDADOS
São meus ssss de sobrenomes que fizeram festa em bravatas
E fizestes FANTASIA, saíste no bloco, no festim
E te perdestes no meio da multidão


Fiquei só!
Perdido
e ... só.

Feito grão de areia no deserto.
Torrado ao Sol.
Estendendo-me em sufocos de noite,
em noite, um grão errante.

E te procuro
E te busco!
Preciso. Necessito.
É mais que isso.
É o GRITO.



✿✿✿*

k.t.n.*&

Meninas

As meninas e o alazão partiram
num galope dourado/domado.
As meninas sinceras
E alazão azado.
Que folga, que nada!
Que dia sem seresta
Que pejo, que gentil
É dia varonil.
As meninas voltaram
Desataram

Descambaram

Investiram

Desistiram

Insistiram

e mentiram

Para poder

sobreviver

As MENINAS,
busque-as para mim.

Elas
sorriem!




✿✿✿*

k.t.n.*&

Quitéria

Quitéria: teu vulto sério na janela
Era um soldado que não era
Um busto valente, soldado tremente
E fugiu à galope num navio
E pousou no mar e se afogou
E pairou no ar e balouçou

Quitéria!

"O soldado que não era!"
Buscou a meia voz, meia luz
Meia verdade sem vaidade
Emprestou à Pátria seus semblantes,
Mais que nunca alto-falante
Gritou notas dissonantes
Disparou!
Galopou!
Andou!
Amou!

Fez quimeras
E teteias
E medeias
E madeixas.
Deixa como está.

É Quitéria,
Um busto ardente somente.

Braço de ocarina vermelha,
Encher lamparinas
Vermelho rubro nas faces
Jateando jades em cascatas de felinos
Ter a fímbria das vestes Saturnais.

Verões Outonais e as lâmpadas
de Moisés sob os pés.
O furor do pássaro albatroz,
O fulgor da águia/gavião!

A enseada que se parte em duas,
Trazendo água da salina
Rebentando o mar uma distância

E neste passe peregrino, contatar:
O vermelho distante
A fibra óptica constante
Raios fúlgidos de luar.

✿✿✿*

k.t.n.*&

Perspectivas ( poema em construção/formatação)

Em perspectivas gigantes te adormeço
Em meus braços te entonteço
Em horas tardias, em baloiço
E me vejo nos cacos dos espelhos
Cortados na noite fria
No gelo que corta a face
Na barriga que é vazia

E guardo nas gavetas tropeçadas
Teu gosto de whisky, malte vagabundo
O trejeito de taramela que guia,
Ofegante, nauseabundo. O fato;
o fato das fagueiras fogueiras
falindo em meses de festas juvenis;
São juntas, são abris.

Que é de tantos colibris?
Foram parar nas janelas,
peitoris.

Pastaram febris pelos corpanzis
Desataram seis nós,
Voejaram felizes, rumo ao Pólo Sul
Desataram avencas
Desfibraram melenas,

Jatearam sem fogo e crispados
Comeram o doce abóbora das meninas
Comemoraram a falência dos doentes (?)
E trouxeram em seu bojo
Pequeno bojo.
Retratos dos peitoris
Seus gritos estridentes,
Alto-falantes das matizes
Sinos das matrizes.
Colibris.
Em alto vis,
Em sonhos febris,
Em ricos gentis,

Afago.

E se quietam nos beirais
Há água
Açúcar, Cristal
Há brilho
Suporte dourado
Há ouro
Teu Reflexo
Enamorado de Alencar.

Braço de ocarina vermelha,
Encher lamparinas
Vermelho rubro nas faces
Jateando jades em cascatas de felinos
Ter a fímbria das vestes Saturnais.

Verões Outonais e as lâmpadas
de Moisés sob os pés.
O furor do pássaro albatroz,
O fulgor da águia/gavião!

A enseada que se parte em duas,
Trazendo água da salina
Rebentando o mar uma distância

E neste passe peregrino, contatar:
O vermelho distante
A fibra óptica constante
Raios fúlgidos de luar.

✿✿✿*

k.t.n.*&

Verões Outonais

Braço de ocarina vermelha,
Encher lamparinas
Vermelho rubro nas faces
Jateando jades em cascatas de felinos
Ter a fímbria das vestes Saturnais.

Verões Outonais e as lâmpadas
de Moisés sob os pés.
O furor do pássaro albatroz,
O fulgor da águia/gavião!

A enseada que se parte em duas,
Trazendo água da salina
Rebentando o mar uma distância

E neste passe peregrino, contatar:
O vermelho distante
A fibra óptica constante
Raios fúlgidos de luar.

✿✿✿*

sábado, 14 de maio de 2011

Pt. saudações!

E te recortei. Folha sublimes emprestando hormônios. E te joguei entre as formiguinhas trituradoras de torrões de açúcar e areia. E te emprestei entre os abençoados da siesta da vespertina.



Tatuei, bordei, pintei.

Acabei.

Pt

.

k.t.n.*

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Feito Cecília

E se eu te amar feito Cecília,
Uma Cecília transparente
que faz de repente, da palavra etérea canção?

E se te amar assim,
Meio sem jeito,
De um jeito diferente, musicado, retocado, tão carmim em meus lábios?

E se te amar perfeitamente,
Qual criança distraída,
Olhando formiguinha cortadeira, passeando em tênues fibras?

Mesmo assim, é só te amar.
Mais não há.
Mas é Amar!!

k.t.n.*