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Mostrando postagens de Agosto, 2013

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Solitária é a vida!
Solitário é o amor!
Solitária é a arte!


De tudo
 um pouco faz parte!

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Vestidos e tramas.

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E a mulher veio, carregada de vestidos./ Tramas e sutis rendas./ Tracejando o corpo inútil à procura de abrigo./ E a mulher veio./ Sem correr, sem pressa e aconchegou-se./ Experimentou o claro pastel e estridente canino./ Voltou!/ Era hora de partir./ Deixou casa, filhos e país./ Prosseguiu docemente sua viagem e não era rumo a Paris!/
A mulher carregada de vestidos levantou a saia./ Olhou-a preguiçosa./ Que saia mole e insidiosa./ E vestiu a saia e tomou todas as saias da ilha./ Vestiu coroa de flores./ Enfeitou-se toda! Pôs vela e candelabro, lamparina e pelo de gato! Era um dia de bruxas ou fadas, não se sabe ainda.
Carregando todos os vestidos e saias, tarefa árdua e pesada./ Decidiu jogar no mar, aos peixinhos que sabiam nadar./ E tudo se desfez, dilui-se./ A mulher, os vestidos e as rendas./ As saias? Ah, estas estão a brincar de rodar!!! Porque todos os dias são azuis!

Flores do mundo!

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Sabor & Cores na Avenida

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Arte by Cristina Botallo


Sabor & Cores, Violetas & Amores.
Não precisa combinar.
Quanto diferente, melhor.
Há escolha e pode ser fatal.
Uma prece não faz mal.

Há o dia que corta o meio-do-dia.
A inebriante nevasca que cai.
Do nada, do nada, do nada.
As violetas chiam em passaradas.

A cor enaltece, embeleza.
Nada empobrece o sabor.
Fácil e dócil ao tato,
Contato de esmeraldas famintas.

Um dia, um Sol, uma estrela.
Longínqua e paralela.
Na avenida/transversal.
Sem esperar o sinal.

Hora da Ave-Maria!

In Catherine.

Frutas

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Porque de frutas também vive o homem.
E de toda a palavra sã que sai de sua boca.
De intempéries cruzadas nas tempestades.
Habitadas por lobos e lobas famintos.

Adoçadas pelo mel em equilíbrio.
Constante bonança, fator esperança.
A taça colhe, recolhe, enternece.

Devolve numa prece, numa escuta, num Deus.
Um copo de cicuta, um barbitúrico qualquer.
A navalha da carne fibrosa partida em grumos.
A fumaça se esvaindo, o barulho da rua.

Era nua. Era lua. Era nua. Era sua.
Torpedo de cores! De vaidades despida.
Aliança perene e serena, a mulher serrana.
Era nua, era tua, era lua. Alquímia e paz.

In Catherine

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Erickessen Sauer

Oi, uma honra tê-la tão perto deste quem escreve-lhe.

Afrodite excedida por Kátia em Beleza

A ti

Ai de mim! Ébanos Cabelos a quem amores em prisões tecem
Ó tu, Mãos de Fina Renda quem regem diária sinfonia de vida
Ah! Sri Lanka mares orientais o berço da pérola-deusa perdida
Nume mais amada e admirada onde sonhos puros adormecem


Veja Olhos Mouros ao lume da caixa filosofal que se enaltecem
Tais quais os doze raios do sol presos por branca nuvem vívida
Da rosa negra matiz multicor perpetua um ecúleo dor da ferida
Sim um verdadeiro amor doa-se às boas almas quem perecem


Lábios com vivas cores da paz do meu amor seta quem não fira
Pois devaneios dulcíssimos façam-se causa de agrado da paixão
Em si o próprio Zeus ao trono no Monte Olimpo por eles suspira


Tu, deusa da perfeição de dom encantador ao amor do coração
De quem traduz-se pelo nome e sobrenome deidade rara safira
Na parte de Kátia em breve boca vive sua inspiração da geração

Obrigada, à  Erickessen Sauer por tão b…

Rendas brancas no varal

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E jogo a beleza, ali.
No varal.
Mais perto da cozinha.

Infinitas belezas.
Almas bordadas.
Cicatrizadas.

Neve.
k.t.n.* in Catherine.

Sob teus pés

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E Deus salvou a mulher. Colocou um Adão sob os seus pés, Na noite fria do início frio.  E Deus, também, salvou o homem.  Colocou a reptícia em alto retiro. E no princípio foi assim. E no meio deste princípio, ...a abotoadura falsa.  Nas horas pungentes, próximas ao fim,  Deus salvou a ambos.

Homem

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E te bordei na imensidão.
E com carinho desabotoei tuas roupas.
Todas elas, as mais sérias, sisudas.

Do toque sutil à pele em evidência.
A roupa marcada: homem!
Essência.

Cheiro.
Aroma.
Palavra rara!

E dorme, mansamente, na aurora do dia.
Aconchegou instinto e hormônios.
O beijo. o beijo. o beijo. Atestou.


E fizemos mais um dia.
O amor.
A vida em continuidade.

Porque nem todos os dias são rosa!


Catherine de Gasperi, respeite autoria!

Sutura

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Arte by Alexander Shubin.

Costuro este corpo que já não me pertence. Suturo e ato. Adio a dor para amanhã. O peito rasgado fica para depois!

Silent

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Os potes do silêncio se derramam.

Cílios em profusão batem uns nos outros. 

Procuras vãs endireitam o passo. 

E a chegada premeditada não existe. 

 Nada existe. 

Efemeridades pertencem à rota do caminho. 

E o silêncio, o doudo do silêncio permanece encardido. 

A fresta pela qual tenta burlar a dor é cega. 

A visita partiu, não voltará. 

Trocas se desfazem num canteiro indiscreto, 

onde formigas cortadeiras passeiam, roubando as teias das aranhas. 

Há um sublime toque de alfazema gigante. 

Lisa

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A brisa lisa estica o lerdo braço.
Estabelece planos, o fato.
Cala a boca, do incauto.

Margaridas tolas

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Entre colchões e espumas, a bruma.

Aproxima-se e turva a vista, toda.

Deita o mel em lânguidas passaradas, a língua.

É fato, é feito, é carinho recorrente.


Uma farpa, uma angústia, uma crente.

E a vista deu-se a  perder, razão.

O cume avista o solo, toada.

Tolhida e turva, tenteando tentáculos.

Tateando telhas tolas.

Tudo torto, tentativas todas.


E a espiral do tempo levou o nome perfeito.

Para longe, nesta imensidão do vento.

E a taturana da esfinge negra.

Relanceou o fato, a cerveja, a prece.




E as margaridas todas agitaram-se nervosas.

Procuraram um lugar ao sol para bocejarem.

As hastes revelaram-se fracas, rompendo-se.

Era nova aurora, nova manhã, cinzenta!

k.t.n.* in horas de cinza

Luas morenas

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Passo luas e estrelas, 
São luas e estrelas o que lhe desejo. 
Pintadas da mais alta transparência. 
Pequenas ou grandes, luas e estrelas! 

Rodo a saia menina, 
Rodo a saia cabocla. 
Saio da roda pequena,
Enfrento a cadência morena. 

Katherine, in dias morenas.