sábado, 16 de outubro de 2010

Ninho

Ao procurar-te e não te ver perdida fico , igual criança na multidão.
Ao alvejar a roupa branca, lavo os amarelos imprevistos desta solidão.
Entrevejo em mil faces, tua branca, lívida chave.
Interrogo-me das quantas perdi-me entre pernas, entre beijos em teu colo, em teu regaço.

E por fim, no demasiado trato, o grito, a festa, da eterna espera.
Lancinante, rouco, esfera, espera torta, esfera viva, esfera quieta.
Na face que lisonjeio, meus lampejos entrevejo.

Na face, mal disposta, teus traços compostos,teu carinho, teu jeitinho.
Lua nasce. Lua espreita. Lua espera esta chuva passageira.
De volta ao ninho.

k.t.n.*

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