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Mulher da Primavera

Onde está a mulher da primavera? 
Onde, onde? 
Onde estou
 inquieta folhagem em arbustos redondos? 

Acabou o inverno, corre cores vivas. 
Em si e em mim uma tormenta de abismos, 
sepulcro de enterros. 

Uma lamparina acesa ao longe. 
Fuligem de tetos acamando a menina. 
A pressa inutiliza o fato, o fogo enfarta enfim. 
Maionese de ritmos sem atuns. 
Prisioneiros em bosques nada originais. 

Uma mulher tange o sino. 
Embala a luz e sopra as réstias do olhado. 
E sangra em ternas feridas, 
entrega seu colo eterno. 

Enfim, nas folhagens ramagens enciclopédicas 
surge um poeta 
em prantos e preces.

Lantejoulas boiam

Lantejoulas espoucam nas mãos ludibriadas pelo sol Os imanentes inacabados se recolhem em brilhos Purpurinas esmoucam pelos braços na luz intensa A Ave-Maria não tardará às sementes incandescentes Uma raridade em esplendor vibração de náufragos Antenados ao compasso das ondas que flutuam

Um barco à deriva boia Um homem salta a terra

Esmeraldas pululam ao redor fagueiras e incendeiam Na cadência de um espaço agigantado de mãos cheias Pedriscos e lambaris brigam por um pedaço de areia E a Terra vai e o astro roda e a vida chama e a água lava E leva o coroado de luzes espalhados que ondeiam

Um barco à deriva boia. Um homem salta em terra

A face ressurge pintada e caramujos se escondem Uma lagarta passeia, onde os pássaros não chegam E a cadência permanece ondeia, passeia, incendeia Hora da rede da maré cheia dos anzóis soltos Enroscados em mãos hábeis em bocas de sereias

Uma canoa chega a terra Uma mulher salta a terra
E os cipós emaranhados de árvores ancestrais Rebelam-se ao vento e ressurgem em mínimas folh…

via

A viva voz que me mata,
salta da goela abaixo
imprecisa e voraz.

Evapora e exala,
perfuma e extrai
negócio da China.

Temos nela um hai cai.
Silêncio e prece
Demais.

Vida

A vida volta e evola
volatilizando flores evoca a voz da viva violeta vindoura
viver e enovelar-se

Lãs e linhas enoveladas
perpétuas vivazes mordazes voando ao vento
linhas perenes pensamento.

Vulcões violáceos viciam
atordoantes acordes simpáticos na lavra
vivas larvas entoam preces.

Varando a madrugada inerte
o véu da cortina desce
via única.

:)

Imagem
Onde a vida sorri, deixo a paz. 
Se não sorrir, saio em paz.
;)

Prolixa

Prolixa, eu?! 
Pro lixo 🗑!!

Melhor a culinária

Se entendo uma história de amor, não sei nada sobre ela, demarcadas em preâmbulos, assassinam o bom termo, sangram peles, arrancam olhos, despojam o homem nu e o deixam deitados sobre si mesmos. Melhor a culinária.