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Tac-tic

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_Tic-tac, ou Tac-tic?


O olhar do relógio não sabe,
 insiste em bater, 
 mas não sabe.

11/09/2015

Saudades doem mais do que olho cego em furacão
Aninham-se num lugar chamado peito e adoece
Pertencem aos sentidos graves das foices
Torna o passo lento uma vaguidão inespecífica
Um caldo grosso que de vez em vez entorna
Pacientes e calmas como o andar de uma serpe
Esperam e bebem lentamente nosso licor
São saudades sentidas e sós!
Um pouco mais e viram nós.
Amoreiras ressequidas pelo vento imberbe
Sorve as forças, liquida o tempo, paralisa e ferve. Doidivanas carecem remédios e auscultação
Fervem! Seja Janeiro, Março ou Fevereiro! Os lugares sujos contemplam luas brancas
Em nome das saudades, das torpes e tiranas! k.t.n. in eu saudade

Poeirenta e fermento

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Olhando as estrelas
na vila poeirenta
sonhando ser astrônoma
cientista, ou algo que o valha
Olhos vagando pelo céu
tanto à noite, como de dia
entre sol, nuvens, lua e estrelas
sonhos cultivados
a astronomia ficou para depois
as letras me engoliram
alunos fizeram sonhar
o quadro-negro deu lugar ao firmamento
e era verde e o giz branco e colorido
desenhei nuvens em torno às palavras
dediquei-me as estrelas juvenis
e a lua cor-de-rosa vi na trajetória
e o Sol enciumado se postou ante a dona
professora e aluna
mostrou o caminho íngreme
facilitou a subida
e a lua continuou o seu bailado
mudou de forma e de cor
tornou-se amiga e confidente
e desta forma o sonho se fez. 
k.t.n. in sonho de menina.

Para Dalla Alves

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Para a amiga que nunca se foi!

É de Idalina a saudade que sinto menina... meninas. Foi num toque do Pai Maior visitamos as mesmas terras chegamos no vermelho pó e fermentamos mulheres
Ausentamo-nos, fizemos história nossos cabelos arredios tramaram nossos destinos fortes, combativas, vencedoras furtando-nos de vãos amores
Uma música que ficou Non Ho L'Etá, per amarti non ho létá e uma geografia se instalou
Dio come ti amo! Os italianos da vez e neste sangue brasileiro Silva, um nome de amiga e saudade toca uma cantiga sentida
alegria esperada, talvez um avião uma porta e um abraço reencontros de meninas, sempre de Yolanda, nossa Vila e nossos sonhos.  Para a amiga querida Dalla Alves

Mudança

O ser humano não muda, o ser humano não muda, no ser humano não muda, o ser humano muda muda muda :::: emudece. k.t.n.*

09/09/2011

Hakevirá?

Hakevirá?! Tudo fica pequeno quando a saúde é comprometida por alguma doença. Médicos viram deus, o ego nao grita mais, as questões políticas que tantos levam tão à sério, ficam distantes e inócuas. Tanto faz qual partido político ganhará, qual ideologia. Quem vive se adapta ao que vier, ou quem sobrevive. Ficamos menos exigentes, mais compassivos, porém a violência assusta, qualquer tipo de violência. A isso ninguém se acostuma, sobretudo os doentes. Dirão-me que a vida em si é violenta, e não deixa de ser, mas há casos explícitos inaceitáveis. A vida é curta e como um sonho. De repente, já é amanhã. O que virá? Hakevirá?