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via

A viva voz que me mata,
salta da goela abaixo
imprecisa e voraz.

Evapora e exala,
perfuma e extrai
negócio da China.

Temos nela um hai cai.
Silêncio e prece
Demais.

Vida

A vida volta e evola
volatilizando flores evoca a voz da viva violeta vindoura
viver e enovelar-se

Lãs e linhas enoveladas
perpétuas vivazes mordazes voando ao vento
linhas perenes pensamento.

Vulcões violáceos viciam
atordoantes acordes simpáticos na lavra
vivas larvas entoam preces.

Varando a madrugada inerte
o véu da cortina desce
via única.

:)

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Onde a vida sorri, deixo a paz. 
Se não sorrir, saio em paz.
;)

Prolixa

Prolixa, eu?! 
Pro lixo 🗑!!

Melhor a culinária

Se entendo uma história de amor, não sei nada sobre ela, demarcadas em preâmbulos, assassinam o bom termo, sangram peles, arrancam olhos, despojam o homem nu e o deixam deitados sobre si mesmos. Melhor a culinária.

verve

A vida é um fio
tênue e curto
escorrega entre dedos
ao fundo 
dos sentimentos
Vazam olhos,
retinem peles
Ovários ocos
sublime verve
A vida se refaz
num instante
vivaz!

Dias de outubro

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Difíceis dias  em que a poesia escorre das mãos,  dos olhos,  das bocas rebentando ódio,  insensatez. Queria poder gritar:
_ Parem este trem, quero descer! 

Não dá! A locomotiva segue atroz  em seu ritmo frenético,  o ranger dos metais, pesados,  austeros, sem utilidade.  Ecos do nada,  profusão de ideias,  desencontros, desafetos, discórdia. 
_Parem! Parem! Quero descer!
Estamos ladeira abaixo  e a subida nos espera,  com degraus, com degraus. muitos.  Não quero subir.
Não quero!

Estica a corda, estica,  deixe-me pegar para saltar,  pular fora do caos,  da onda gigantesca,  com polvos imensos  resvalando pelos corpos pálidos.
O olhar gélido do mito, a frieza,  a pele flácida,  as bocas cheias,  tão cheias e cheias  que chegam a fartar os nervos.
Bocas cuspidoras, de navios sem mar.
Naufrágio lento, nas terras de Cabral.

*publicado anteriormente. k.t.n. in respeite autoria