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Melhor a culinária

Se entendo uma história de amor, não sei nada sobre ela, demarcadas em preâmbulos, assassinam o bom termo, sangram peles, arrancam olhos, despojam o homem nu e o deixam deitados sobre si mesmos. Melhor a culinária.

verve

A vida é um fio
tênue e curto
escorrega entre dedos
ao fundo 
dos sentimentos
Vazam olhos,
retinem peles
Ovários ocos
sublime verve
A vida se refaz
num instante
vivaz!

Dias de outubro

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Difíceis dias  em que a poesia escorre das mãos,  dos olhos,  das bocas rebentando ódio,  insensatez. Queria poder gritar:
_ Parem este trem, quero descer! 

Não dá! A locomotiva segue atroz  em seu ritmo frenético,  o ranger dos metais, pesados,  austeros, sem utilidade.  Ecos do nada,  profusão de ideias,  desencontros, desafetos, discórdia. 
_Parem! Parem! Quero descer!
Estamos ladeira abaixo  e a subida nos espera,  com degraus, com degraus. muitos.  Não quero subir.
Não quero!

Estica a corda, estica,  deixe-me pegar para saltar,  pular fora do caos,  da onda gigantesca,  com polvos imensos  resvalando pelos corpos pálidos.
O olhar gélido do mito, a frieza,  a pele flácida,  as bocas cheias,  tão cheias e cheias  que chegam a fartar os nervos.
Bocas cuspidoras, de navios sem mar.
Naufrágio lento, nas terras de Cabral.

*publicado anteriormente. k.t.n. in respeite autoria

14/10/2018

Difíceis dias, em que a poesia escorre das mãos, dos olhos, das bocas rebentando ódio, insensatez.
Queria poder gritar: _ Parem este trem, quero descer! Não dá! A locomotiva segue atroz em seu ritmo frenético, o ranger dos metais, pesados, austeros, sem utilidade. Ecos do nada, profusão de ideias, desencontros, desafetos, discórdia. _Parem! Parem! Quero descer!
Estamos ladeira abaixo e a subida nos espera, com degraus, com degraus. muitos. 
Não quero subir.
Não quero!
Estica a corda, estica, deixe-me pegar para saltar, pular fora do caos, da onda gigantesca, com polvos imensos resvalando pelos corpos pálidos.
O olhar gélido do mito, a frieza, a pele flácida, as bocas cheias, tão cheias e cheias que chegam a fartar os nervos.
Bocas cuspidoras, de navios sem mar.
Naufrágio lento, nas terras de Cabral.

Outubro em nuvens

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Neste outubro inflamado onde as cores se espalham prefira o colorido.  
A paz sem arroubos a inocência perdida teu canto e leitura um céu nublado devagar o sol se espraiará. 
Nuvens cobertas por flores olhos vítreos sem janelas.  Portas abertas, maçanetas giradas.  O cão na porta,  o gato na rua.  Pássaro liberto,  mar sem fim.
Prefira, ainda,  liames sem gosma.  Pedras sem limo.  Outono com folhas  e primavera florindo. 
Ao escuro e infinito nossa luz em força e poder. Às manadas perdidas paciência e resignação.  Homem desfeito, em linhas partidas.  Quebrados silêncios antes gritos pungentes.
As missas gentis, de hóstias alcalinas,  o terço, a reza, o sininho poliglota.

Pedras

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As pedras contam e escondem em si tesouros
O homem procura.
...
Interminável busca
Sabota olhares