sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Estrelas enluaradas


Pintando para você:
com a naturalidade infantil,
a mais bela estrela enluarada.
A face do fogo, desconcertada.
Esta dinamite pétrea avantajada,
esfacelada em pétalas de pinceladas.

Feliz 2012!

k.t.n.* in ternura pura

será

E se tenho a vida, a vida será
E se vier a morte, a morte verá!

k.t.n.* in solilóquio

sábado, 3 de dezembro de 2011

varanda

Vi a tua varanda
Tua varanda vazia
Sombria vazada
Na noite enluarada.

Teu nome na calçada
Partes abertas
Em panos retirados.
A calça, o jeans, o blues.

Tudo heavy metal
Pauleira danada
Na varanda vazia
Na grade sombria.

k.t.n.* in avarandada

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

e u s


Eu ontem, eu hoje,
vários encontrando-se no tempo.
10, 15, 25, 33, ... talvez.

Onde dobram as idades?
Em que face alucina o tempero?
As têmperas se perderam.
Confundiram-se,
misturaram-se,
perderam essência.

Esta a dúvida: _Kadê eu?
Onde fui parar?

Procura-se por mim!
Há um clamor
Algo assim, de passagem
Amigos, viagens, diários.
Estudos, mapas, fotografias, cadernos.

Os filmes estragados pelo tempo.
O rosto, o eterno rosto, da etérea matéria.
Precisa, ainda, de muitos agostos.
Para setembrar em festas.
Natalizar em harmonias puras.
Revigorar na ação de graças.
Perder-se nos dias do ano vindouro,

Mas só um pouquinho.
É hora URGENTE,
de encontrar as diversas faces,
belíssimos mosaicos, estranhos!
Sou uma estrangeira dentro de mim.

O espelho revela,
A face procura.
Tantos eus, tantos eus!
Kadê eu?
Procura-se!

k.t.n.* in pessoas

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu-assim



Eu-assim

Saudades de mim
Caminho e volto
Um tanto
E sem fim.

Licença meu pai.
Licença minha mãe
Pressa em colher
Flores pra mim.

Num canteiro margarido.
Brancas flores
Dobradas, um jardim.

Licença que passo,
Revolvo e colho,
As meninas cabelos soltos
O alourado, o vermelho-castanho
Brigando com o Sol

Num átimo
Sem tempo
Levanto pequenas mãos
Canto e desfaço
Canteiros e ponteio.

Colho as pequeninas
E me sinto a menina

k.t.n. in volta & pêssego

O original deletei sem querer, não consegui fazer igual, que pena!
Era uma pequena obra - prima... buá!!

Fui colorir e perdi........

domingo, 27 de novembro de 2011

BORBOLETAS&




"ACORDAR COM BORBOLETAS NOS CABELOS,
NÃO TEM PREÇO!"

LIVRE&
&LEVE
SOLTA&

CASA SEM PAREDES
ENCOSTAS SEM ESCARPAS
ALIMENTO PERMITIDO
BOCA PERFUMADA
OLHOS ABERTOS
DESCANSADOS&

AS MANHÃS MAIS SORRIDENTES SÃO ESSAS:
EM QUE AS & BORBOLETAS & VOLTEIAM & EM NOSSOS & CABELOS!
ROÇAM NOSSA PELE ESMAECIDA PELO SOL,
DEIXAM O PÓLEM ESPARSO AO DERREDOR &
NÃO PERFUMAM, MAS SENTEM O CHEIRO.
E BRINCAM!# & # &

E ANINHAM-SE, PERPLEXAS,
DA FLOR QUE TORNASTE-TE NA MADRUGADA.
DO REMANSO QUE A NOITE TROUXE.
DA PAZ CELEBRADA EM TI.
DA BÊNÇÃO DE TER & BORBOLETAS& NOS CABELOS& !

K.T.N. in linda manhã*



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vida

A vida cabe no meu jeito de amar.
Também no meu jeito de sorrir.
Expansáo natural.
Jeito faltal, nada sobrenatural.
Uma falha aqui, outra acolá.
E estamos vertendo o cálice em vinho.
Frutando a água.
Aninhando ninhos.

Ah, esta passageira vida.
Multifacetada vida.
Esfera e concêntrica.
Nada perfeita, nada igual.
É um jateado em vitral.
Esfumaça, embaça, mas natural.

E este jeito de amar, sorri!
Abraça o colo e cobre o rosto.
E desvela na noite os olhos dormentes.
As dobras do tempo.
Natural, resiliente!

k.t.n.*

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

secretas

As faces secretas

??????????????
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
:::::::::::::::::::::::::::
:::::::::::::::::::::::::::
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
...........................
Pronto.
Bordei meu poema!


k.t.n*

sono

Adocei a noite.
Posso dormir.
~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~

em
p
a
z
!
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,~~
~~~~~~~~~~~~~~~
k.t.n.*
*

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Para os amigos!

Tenho que escolher muitos amigos para lhes fazer poema.
Muitos poemas já tem meus amigos em seus temas.
Fazer do escrito a razão da vida.
Mais que a razão uma prova de existência.

Determinar poderes, em palavras certas.
Realinhar versos, agrupar estrofes.
Paragrafar.
Paracaetanar.
Paraencantar!

Recolho as letras soltas, embrulho num saquinho de mercado.
Formam sílabas dispersas.
Chacoalho. Insistol
Estas se agrupam em palavras perdidas.
Dou o grito: fazem fileira,
Logo estão compondo um poema inteiro.

E meus amigos, amores ligeiros, perguntam:
_Quedê do meu poema?
_Kadê aquele texto onde estou?
Respondo prazenteira:
_ Dia de Natal na sua soleira, seu texto em gritando brincadeiras.
Desfolhando as folhas do seu jardim,
Estarão quietinhos, ao teu lado observando-te.
para compor o mais novo poema
Do ano vindouro!

Felicidade

Só esta felicidade grita a todo instante.
Grita quando estou triste para voltar.
Grita faminta, que lugar.
Ah, que danada e feroz.
Chega sempre como vendaval e vai.
Mas volta faceira,

E entre risos e gritos, entre feras e esferas
Louca de si, ri e concêntrica forma toma
Arrepia e contagia.
Uma menina teimosa e vibrante.
Moleca, pés descalços vento norte.
Parte redemoinhos, destroça, acaba.

E na urgência dos fatos retorna.
Espanta as quizilas, os lamentos, os tormentos.
Eis, que fatigada, dá lugar e vez.
À doce paz, a memória e à vitória.
De se estar feliz outra vez.

k.t.n.*
in metamorfose

Metamorfa

Amarra-me com tuas mãos,
Despe-me com tuas vestes.
Segura os pés neste chão.
Enobrece, enternece em prece.
Tateia dobrado o tato.
Vagueia sementes em pistilos.
Encontram frágeis dedos um olvido.
Amarelam, encolhem os mamilos.
Tece a roupa, lava a cara, despenteia e ri.
Entorta o pescoço, curva a fronte,
Estás aqui!

k.t.n . in pedaços
metamorfose

sábado, 12 de novembro de 2011

A que te espera.

Eu sou a mulher que amanhece, a mulher que anoitece.
A que te espera.
Em graça e contentamento, alegrias sem fingimentos.
Emolduro o teu rosto e intensamente recolho teus olhos
Dentro do colo maduro.

Avanço o braço, encolho o passo, há cadeiras.
Levanto a brisa, recheio a testa, enobreço.
Esqueço.
Parto e chego junto a ti.

k.t.n.* in auspicioso

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

noite

A noite espera por este dia.
A noite esperta espera por este dia.
A noite submersa espage esperança neste dia.
Dia na noite.
Surpresa na calada.
Dia na certeza.
Noite e adormeço.
Um olvido

k.t.n. hace unos segundos

Love

Love is true. Love is the chance in behavior world.
Love is nature fact.
love is love
love is it.
love is tu.

k.t.n.&

NOi.te.

A noite busca ..... a noite recebe... a noite adormece..........tudo prece.
NOite ligeira........passa... dentro do dia... adormece.
Adormece..................................... a dor me ce.
Noi.te.
Dia
D
!
.

k.

navio

Penso em teu nome e calo.
Espero o auspicioso dia.
Anoitece, náo adormeço e ralo.
As coisas acontecem e fio.
Há jasmins, há carmins, mandarins.
Quem haverá de chegar ?
Aquele escondido vao,
Secreta e segreda.
Arredio e perfumado.
Espumas prateadas formam.
Estou aqui.
Estás aí.
E é tudo igual.
Sem folia, sem poesia.
Só dentro a nota bergamota.
A fazenda quase torta.
A encomenda.
A merenda.
O menino.
O navio.
Sem fuzil.

,k. in construção

navio

Penso em teu nome e calo.
Espero o auspicioso dia.
Anoitece, náo adormeço e ralo.
As coisas acontecem e fio.
Há jasmins, há carmins, mandarins.
Quem haverá de chegar ?
Aquele escondido vao,
Secreta e segreda.
Arredio e perfumado.
Espumas prateadas formam.
Estou aqui.
Estás aí.
E é tudo igual.
Sem folia, sem poesia.
Só dentro a nota bergamota.
A fazenda quase torta.
A encomenda.
A merenda.
O menino.
O navio.
Sem fuzil.

,k. in construção

Lua cheia

katia torres
À noite a lua cheia embebeda nossos passos em ruas tortas
Alegra passos, encanta praças, esvazia sonos
Empresta o ar da graça, alimenta bancos vazios
Entontece o ar que passa d,azáleas brancas e macias
Energiza e contempla.
Esparge e anota.
No ar, mandarins, cravos, tintas rosas, em notas frescas de madrugadas quentes

Os invernais estiam no veráo infernal
E o suor escorre qual bailarina anunciando o próximo ato.
E a lua alta borda o teu nome
Pronuncia calada e muda, ligeira e surda
Espasmos contrações, volteios.
Dorme, passa, que logo é hora de voltar .
Ligeiro!

k in construçào

domingo, 6 de novembro de 2011

Zunidos

Se a vida não lhe sorrir, dê-lhe bom dia!
O Sol ilumina a todos, mesmo com os raios fracos pelo tempo.
Tua sombra abriga os cansados.
A esperança sobrevive em castelos mal-assombrados.
O idílio não é amoroso e mesmo assim encanta.
A face se desoculta, os cadáveres se decompõem e não rezam missa.
Abelhas zunem.
Patos grasnam.
Passamos.
Infinitamente belos e completos.
Ardentemente desejados.
Furiosamente rendidos.
As malhas da prisão desfalecem.
Os amigos anoitecem.
A liberdade permanece intangível na individualidade.
A verdade é soberana, atemporal.
Sobrevive aos vendavais.

k.t.n. ***

Zunidos

Se a vida não lhe sorrir, dê-lhe bom dia!
O Sol ilumina a todos, mesmo com os raios fracos pelo tempo.
Tua sombra abriga os cansados.
A esperança sobrevive em castelos mal-assombrados.
O idílio não é amoroso e mesmo assim encanta.
A face se desoculta, os cadáveres se decompõem e não rezam missa.
Abelhas zunem.
Patos grasnam.
Passamos.
Infinitamente belos e completos.
Ardentemente desejados.
Furiosamente rendidos.
As malhas da prisão desfalecem.
Os amigos anoitecem.
A liberdade permanece intangível na individualidade.
A verdade é soberana, atemporal.
Sobrevive aos vendavais.

k.t.n. ***

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SoL

As flores do dia.
A transformação da poesia.
Passeie.
Entremeeie.
O dia começou.
É amarelo, constrangedor.
Espantou o Sol.
O que vemos?
O arrebOl!!

k.t.n. in dia*

domingo, 16 de outubro de 2011

Poesia

Poesia voltando...
Lua correndo....
Carinho afagando...
Estou morrendo,
Cada dia um veneno,
Uma mortalha,
um aceno...
Poesia etc Poesia
Aqui em melancolia...
Revela, enegrece, tardia,
Tào linda e simples.
Eterna Poesia.

k.t.n. in ediçào

sábado, 1 de outubro de 2011

Rio

Quero caminhar às margens deste rio
...
pensar em nada, sentir o vento
...
a brisa, o frio.


A cor tecelã destas paragens,
Miragens prontas e navegantes
Muitas milhas,
trilhas fecundadas
Em espertas aventuras.


Mastros, alturas!!
Assim é, assim será!
A parte que fica é a parte que vai.

k.t.n.* in mim

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mapa Cultural Paulista

Adamantina é classificada para a fase final do Mapa Cultural Paulista












Adamantina tem uma participante selecionada na fase regional do Mapa Cultural Paulista, e que agora vai representar a região de Presidente Prudente na fase estadual. Kátia Torres Negrisoli (foto), na área de literatura, concorreu no Mapa Cultural Paulista com a poesia “Calendário”.
A seletiva regional aconteceu na última sexta-feira (23), no Centro Cultural de Presidente Venceslau, onde seu trabalho foi classificado e vai disputar a final estadual, representando a região de Presidente Prudente e competindo com competidores de outras regiões administrativas do Estado.
O Mapa Cultural Paulista é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, realizado por intermédio da Abaçaí Cultura e Arte – Organização Social de Cultura, que objetiva identificar, valorizar e promover o intercâmbio da produção cultural no Estado de São Paulo.
Na última edição (2009-2010) os adamantinenses Igor Pedrini e Alessandro Dias, foram classificados para a fase estadual, representando a região de Presidente Prudente na modalidade literatura, com Conto e Crônica, respectivamente.


--


Texto - Jéssica Nakadaira
Estagiária – Secretaria de Cultura e Turismo

Mapa Cultural Paulista

Adamantina é classificada para a fase final do Mapa Cultural Paulista












Adamantina tem uma participante selecionada na fase regional do Mapa Cultural Paulista, e que agora vai representar a região de Presidente Prudente na fase estadual. Kátia Torres Negrisoli (foto), na área de literatura, concorreu no Mapa Cultural Paulista com a poesia “Calendário”.
A seletiva regional aconteceu na última sexta-feira (23), no Centro Cultural de Presidente Venceslau, onde seu trabalho foi classificado e vai disputar a final estadual, representando a região de Presidente Prudente e competindo com competidores de outras regiões administrativas do Estado.
O Mapa Cultural Paulista é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, realizado por intermédio da Abaçaí Cultura e Arte – Organização Social de Cultura, que objetiva identificar, valorizar e promover o intercâmbio da produção cultural no Estado de São Paulo.
Na última edição (2009-2010) os adamantinenses Igor Pedrini e Alessandro Dias, foram classificados para a fase estadual, representando a região de Presidente Prudente na modalidade literatura, com Conto e Crônica, respectivamente.


--


Texto - Jéssica Nakadaira
Estagiária – Secretaria de Cultura e Turismo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Não

Somos a pressa.
A pressa que não se cansa.
Interessa prodigiosa pelos encantos.
Esfaima a ínfima paineira de recônditos em folhas.

A pressa, a pessoa!
A pessoa, a pressa!

Assim, vai ...
Assim vamos.

Encantamos.
Buscamos.

Fazemos do ser perene.
Mutação e decisão.
Do ser de carne, multiforme.
Nesgas negras na escuridão.

Apalpa o leite.
Refolha a semente.
Tange o gado errante,
Na palhada da fria grama.
Encosta o sal à palma e tinge.
Muito verde, neste andar.

Apressa a pressa.
Negócio de não ficar!!

k.t.n.*

domingo, 4 de setembro de 2011

Saudades

You and I, saudades de meus poemas............!!

Tantos temas e este vazio.

Arrepio.

Rubi

Preciso pôr as flores aqui!
Imenso ramalhete rubi.
Flores talhadas em nanquin
Papel solto no vento
Paredes intactas envoltas em pensamento.

Arejadas ...

Precisadas...

Desengonçadas...

Folhas mortas, todas tortas.

As flores,
as flores, sim.
Aqui!!!

Volta

Procurando as flores da noite
Para lhe desejar boa noite!

Procurando, ...
Sem triste, sem só...
Procurando...

k.t.n.*

In volta!

Tato

É noite, apaga a luz.
Fecha os olhos.
Tece o sobrecenho.
Esgueire-se pelo tato.
Achegue-se no ato.

A noite, amiga
é um fato!

k,t,n...

in ritmo...

Comunhão

Quero saber de mim,
das poesias,
do que está dentro,
que restou,
que sempre permaneceu intacto.

Do que é vida.
Sofreguidão e paz.
Alento,
Consolo,
Paticipação.
Partilha,
Comunhão.

Fora as novelas das oito,
dentro todos os confortos,
da casa limpa e da mesa cheia.
Das lancheiras fartas e de muitas meias.
Cozendo o puído dos panos.

Aflorando verdades vazias de um dia,
Como tais esperam a hora.

k.t.n.*&

quinta-feira, 21 de julho de 2011

&

...é a neurose de se ver preenchido,

histórias fracassadas são tábuas de salvação para o vazio existencial profundo.

Muletas. Levanta-te e anda, é a solução."

...

Invado o teu espaço
Encontro o meu regaço.

`❀´k`❀´tia`❀´ torres`❀

´ Há uma solidão intrínseca que se reparte em olhares distintos.
Uma permanência serena que naõ distingue, apenas.
Aquieta-se ao sol e seca, e espera lágrimas pungentes.
Não cai, naõ adormece, naõ fita.
Assim.
No arrebol.
No dia de sol.
Passeio.
Tateio
Vagueio.
Chego cedo.
... Imensidão! 01:16

domingo, 17 de julho de 2011

Palh@

E me transformo e retorno ao bom, oficial, original.
As palhas queimam e libertam o ar sufocado das poeiras febris.
O corpo treme e geme de alegria e libertação.
Das verdades postas a nu tão gentis.

É um mistério esta alegria com tristeza esta beleza toda entrecortada.

Onde o sussurro? Num tempo que se vai ...

Onde a espera? Num lugar que se dissipa...

Onde a tormenta? Num mistério que não se justifica...

E assim passa, e assim vai... esta a graça, este o encanto.
A vida pulsa, os pássaros fazem a festa, oportunidades se abrem
São leques, são esteiras, são meninas em rasteiras.
A verdade nunca geme! Urra e não treme!!

k.t.n.*&

Em breve a terceira cor :)

✿✿✿ ♪♪♪♪♪♪✿✿✿♪♪♪♪♪♪.

✿✿✿ ♪♪♪♪♪♪✿✿✿♪♪♪♪♪♪.

✿✿✿ ♪♪♪♪♪♪✿✿✿♪♪♪♪♪♪.

`❀´

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`❀´`❀´`❀´`❀´`❀´`❀´ `❀´`❀´`❀´`❀´`❀´`❀´

Boa noite na penumbra enluarada!

Boa noite, amor!
Boa noite, paixão!
Boa noite, ilusão!
Boa noite, deletéria realidade!

Boa noite, vida!
Estou de partida!
Boa noite e sempre Bom Dia!
Porque o dia, ah, este nunca acaba.
Só para para descansar na penumbra enluarada!!!

k.t.n.*

noite

A noite é curta.
Preciso ir pra ela.

k.t.n.*

Dour0

E se te douro
dourado fico
Permaneço em raios esparsos
Concentro-me!
Centro!

E irradio, luminosamente,
todas as fases da lua.
E me limito à infinitude.
Nela simples e clara,
Enfrento o dia
Enfrento a noite
Em frente, o fato!


`❀´k`❀´tia`❀´ torres`❀

Só saudades

Saudades, saudades, saudades!
Saudades redondas, saudades circulares,
concêntricas voltagens!

Saudades, Só Saudades!

Hoje!

Saudades, só saudades...!

???????????

Se a noite é estrelada o coração pranteia cantos
Levanta da colina e caminha desatino em certos compassos
Retorna e adormece risonho e cristalino
É a festa esperada, sonhos pranteados.

E as estrelas fugídias, buscam-te ferozes
Abalam um sistema límbico cruel
Desatinam-se em teu encalço qual corcel
Desmaiam no Sol impassível céu

Eis que as brancas noturnas surgem
Sorrateiras, fagueiras, quentes.
Amornam o frio.

E o que era de menino e vadio?
E o que era de cansaço e arrepio?
Gritam as pontiagudas ligeiras,

Estamos sós, tão sós que somos muitas
Entrelaçadas estrelas do céu gigante,
Enormesferas cantantes.
Despontadas, atinadas, atiradas neste imenso léu.

k.t.n.* & in rock

Filhos

Estou,
estou no meu canto atormentada
Pensando em quase nada,
Deixa-me em silêncio nesta voz de surdina
Preciso, preciso, preciso.

Não quebres tal ilusão desta passagem
Que me trará por instantes a realidade do que logo não mais existirá.
Não quebres o encanto antes da hora.
Desprevenido é o coração
E à mente assalta
Obra ligeira, terrível falta que me fazem.
Sempre tão perto e tão distantes.
Sempre tão juntos e tão separados.

Meus filhos!

Quando este coração de mãe verá seus pés na mesma trilha?
Passos firmes e fortes no mesmo encalço?
Felicidade em forma de presença,
Já houve muitas lágrimas em forma de ausência.

Preciso,
preciso disto, precisamos!
Urgente!

A fala que cala, o gosto que exala, este humilde e suplicante pedido de mãe!

Às minhas vidas, meus filhos,

Alisson e Fabrício!

Cera

É noite, tarda! Passou da hora!
Recolher. Toque.
Sossegar o aflito.

Esperar, pelo bendito.
Pelas mágicas e presentes.
Esperar e crer no processo belo da emulação necessária.
Atesta a fé, através de atitudes silenciosas irrestritas.
Parede protetora, muros divisórios.
Poucas passagens.

E muitas preciosidades.

Encontrar o caminho, o esperado e encantado.
O real e não ideal, o que precisamos.
Não o que sonhamos.
Não aos sonhos vãos.

Pés de cera firmes.
Não derretem sob o Sol.

k..t.n.*

Amoras

A flor, o rastro, o amor
A distância, o trato, rancor
A farinha, o ninho, o menino
A esperança, a criança, destino

Feito doce, borboleta, asas
Foges, casas, calas.
Fita, laças, embalas
Faces, traços, amorosas

k.t.n. in amora sem demoras

festa

Isto tudo é festa,
Isto tudo é poesia.
Tudo isto fantasia,
Tudo isto testa.

k.t.n. in preguiça

Rastros

A flor que prendo cativa é a mesma que teus pássaros virão beijar!
Por testemunhas borboletas colores,

Mimetismo.


A França engraçda dos meus sonhos.
Magnetismo.


Fragrâncias, suavidade, rastros, caminhos.


Verdade.

k.t.n.* in flor

domingo, 3 de julho de 2011

Soberba

E se Deus te fez assim, o que fazer agora?
Resposta sem hora.
Ele fez e quis, tu soberbo destroi.
Com qual ordem?

Com qual sinal?
Desobediência fatal, grande mal.
Aceitação e busca de si,
A grande tragédia, não ensina pagãos.
Mas cabe dentro de um coração contrito.

k. in busca.

Cera firme

É noite, tarda! Passou da hora!
Recolher. Toque.
Sossegar o aflito.

Esperar, pelo bendito.
Pelas mágicas e presentes.
Esperar e crer no processo belo da emulação necessária.
Atesta a fé, através de atitudes silenciosas irrestritas.
Parede protetora, muros divisórios.
Poucas passagens.

E muitas preciosidades.

Encontrar o caminho, o esperado e encantado.
O real e não ideal, o que precisamos de fato.
Não o que sonhamos, não aos sonhos vãos.
Pés de cera firmes.
Não derretem sob o Sol.

k..t.n.*

Bem-vindos os novos seguidores!!

Bem-vindos e obrigada, aos novos seguidores. Aos antigos, não desistam, melhorarei.

Amo vocês!

Meus filhos!

Estou, estou no meu canto atormentada
Pensando em quase nada,
Deixa-me em silêncio nesta voz de surdina
Preciso, preciso, preciso

Não quebres tal ilusão, preciso desta passagem
Que me trará por instantes a realidade do que logo não existirá mais.
Não quebres o encanto antes da hora.
Desprevenido é o coração
E à mente assalta
Obra ligeira, terrível falta que me fazem.
Sempre tão perto e tão distantes.
Sempre tão juntos e tão separados.

Meus filhos!

Quando este coração de mãe verá seus pés na mesma trilha/
Passos firmes e fortes no mesmo encalço.?
Felicidade em forma de presença,
Já houve muitas lágrimas em forma de ausência.

Preciso,
preciso disto, precisamos!
Urgente!

A fala que cala, o gosto que exala, este humilde e suplicante pedido de mãe!

Às minhas vidas, meus filhos, Alisson e Fabrício!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bizarrices de avó

Ao que virá!

Um dia, levar-te-ei pelas mãos pequenas,
Apanheremos amoras em árvores frondosas,
Rindo das gabiroba fantasmas d'antanho!

Espiaremos os pombos nas praças,
Comeremos pipoca, tomaremos sorvete.
E um cachorro-quente, quem sabe?

Uma mistura rica, um laço de fita,
Uns cachinhos enroladinhos e pequenos brincos
E olhar-te-ei e bendirei;
_ Menina, dos meus sonhos, com teus olhos te velarei.

E se for um menino, tiraremos os brincos, os fitilhos,
Por-se-à, urgentemente, um boné, tênis e meias, escalda-pés
Faremos trilha, jogaremos bola, também cuidaremos de bonecas,
Qualquer um pode cuidar delas.

Enfiaremos os pés nas poças, contaremos as pedrinhas da rua,
Um bom dia ao Sol e um boa noite Lua,
Enxergaremos de manhã à noite,
Não teremos pressa, o mundo te esperará
Estarei presente, o mundo me presenteou.
Outra vez, mãe.

k.t.n. in bizarrices de avó

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Inverno

O nevoeiro segue.
Amortece.
Esquece.
Passa.

Embora nasça, entrecorta gelos.
Furacões, tufões, um arrepio.
Mais uma gata no cio.

k.t.n.*&

domingo, 26 de junho de 2011

CHAPAR AS BORBOLETAS: Mais rápido que o pensamento

CHAPAR AS BORBOLETAS: Mais rápido que o pensamento

Bárbara, teu blog está lindo, maravilhoso, leve esperando o verão. Os textos maravilhosos, acima das nuvens. Parabéns!! Sucesso. Li "Tem um pássaro cantando dentro de mim" e farei a releitura. Uma leitura não basta! Abraços e Sucesso!!!

Kátia Torres

Amor




Bom dia, meu amor!
Nem bem o Sol nasce
e já estou toda saudades!

A manhã é episódio deste calor,
Veste-me e traz a sensação última da pele,
Ainda colada na minha!
Aquecendo ossos frágeis
Fazendo a trilha, entremeando nervos, músculos
E nossos olhos pagãos!


:) With love,

k.:)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ZONA UNO: los animales furiosos. presentación.

ZONA UNO: los animales furiosos. presentación.

!Hola,Victor! Qué alegria encuentrar su blog.
Besos, desde Adamantina.

Quando

Quando me der a escrever, escreverei aqui,
Com a voracidade de todos os textos que guardei.
Que dividi comigo, entre telas e paredes.
Porei-os em 'posts' fantásticos,
esperando leitores.
...E serão tantas escritas, tantos vocábulos,
Esgotarei qualquer dicionário!!!


k.t.n.* in euforia

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rumo




A embarcação ruma longe deste mastro,
procura outros países,
Outros rastros.
Teima pelo mar, queima óleo, traduz pavios,
São navios,
Que aportam em outros cais.

Portugal, deixei-te atrás, doutros mares pertencem
Esta feita.
Procurar pelo Brasil samba e trejeito, morenices, quindins,
Pacientes amarradinhos, chocolatinhos deste torrão
Deixo-te, solto amarras e parto.
Levo comigo alegria e suposta saúde.
Tenho enfado por bolor e mofos, quero luz.

E enfrento as costas d'águas, tão cinzentas,
Transformadas em muitos azuis.
Tons em pele, tons em partituras, Tom
das cordas do país Sul, do país novo,
Criança despertada, gigante adormecido,
E te crio esperança bendita,
Limo e parto, mares outros são.


k.t.n. in rumo

Lua

"Não me acorde, se não for para me dizer que a lua ainda baila no céu."

sábado, 18 de junho de 2011

Plenilúnio

♥♥.A lua rota e indiscreta parte-se em dois unilaterais
perpetua teus azuis em mantiqueiras florestas abissais♥♥.
teus ais♥♥.e renova laranjeiras em flor, veste-se de púrpura
e pela cintura enlaça, embriaga, quadris ♥♥.juvenis ♥♥.lua
bárbara, lua sátira, lua ligeira mostrada nua, ♥♥.fagueira em
fogo brando o gentil do meu amor.♥♥.


E se mostra, novamente, no ceu, e canta hinos desesperados
de louvor ♥♥.e renova energias, corações, multidões, ah, se nões,
são luas de invernos brancas prateadas, em prantos clama ♥♥.
aos Sãos Jorges dos dragões feiticeira como é ♥♥. toda larva dos vulcões
♥♥.toda angústia dos amantes, tocada aos teus pés.


♥♥.È lua baça, é lua cheia, lua nova...........♥♥.coração bate velho,
compassado, está feliz.


Bate na porta, não entra, está escuro, está aberta, não aguenta♥♥.
Tanto temor, gemer com dor e se alimenta deste pudor e lua
fica presa no ceu. Despertará aos raios do primeiro Sol da manhã
♥♥. vertendo balões coloridos jaspeados de ardo-íris escondido,
nas retinas setembrinas que acordaram em plenilúnio de junho.♥♥.


k.t.n.♥♥.in rascunho

segunda-feira, 13 de junho de 2011

c a m a*

Cama minha, cama minha,
por que estais tão vazia,
com tanta gente a povoar meu sono?

Cama minha, cama minha,
és ingênua e faceira, adormeces ligeira,
meus sonhos compartilha.

k.t.n.*

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Indo Seixos

Estou indo, quase chegando, intensa melancolia de con-se-guir todo dia.
Navegando, inflamando, estirando o passo nesta estrada morna.
Perfumando e espantando olhares, sentimentos lentos, navegantes.

Todo passo me leva, todo passo escasseia sementes, pisadas plantas.
Encerra a História, teatro natural e se enleva, na chuva, no vento, continua.
Enquanto as folhas outonais caem mais e mais, invernais chacoalham ao barulho do vento frio.

E o arrepio das folhas sentidas rolando nos seixos, areias, pedregulhos,
Ondulando-se, encrespando-se e crispando, fazem fita, fazem festa, na RUA.
TODA SUA, nossa indiscreta paisagem secreta, agora nada mais descoberta.
...

Passo. Não deixo marcas, só lembranças. Passo.
Só. Passo. Levo comigo estradas e saudades.
Deixo pouco, saio leve, piso firme, único sentido.

k.t. n. * in passo

Estrelas

Se a noite é estrelada o coração pranteia cantos
Levanta da colina e caminha desatino em certos compassos
Retorna e adormece risonho e cristalino
É a festa esperada, sonhos pranteados.

E as estrelas fugídias, buscam-te ferozes
Abalam um sistema límbico cruel
Desatinam-se em teu encalço qual corcel
Desmaiam no Sol impassível céu

Eis que as brancas noturnas surgem
Sorrateiras, fagueiras, quentes.
Amornam o frio.

E o que era de menino e vadio?
E o que era de cansaço e arrepio?
Gritam as pontiagudas ligeiras,

Estamos sós, tão sós que somos muitas
Entrelaçadas estrelas do céu gigante,
Enormesferas cantantes.
Despontadas, atinadas, atiradas neste imenso léu.

k.t.n.* & in rock

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E por falar em saudades...

Saudades, saudades, saudades!
Saudades redondas, saudades circulares,
concêntricas voltagens!

Saudades, Só Saudades!

Hoje!

Saudades, só saudades...!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Da série Dourado

E se te douro
dourado fico
Permaneço em raios esparsos
Concentro-me!
Centro!

E irradio, luminosamente,
todas as fases da lua.
E me limito à infinitude.
Nela simples e clara,
Enfrento o dia
Enfrento a noite
Em frente, o fato!


`❀´k`❀´tia`❀´ torres`❀´

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Boa noite!

Boa noite, amor!
Boa noite, paixão!
Boa noite, ilusão!
Boa noite, deletéria realidade!

Boa noite, vida!
Estou de partida!
Boa noite e sempre Bom Dia!
Porque o dia, ah, este nunca acaba.
Só pára para descansar na penumbra enluarada!!!

k.t.n.*

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ao devir

Meu poeta preferido! Por isso desoculta-meS e me visitas e foges na imersão/emersão.
Alenta o hálito frio das rosas da Casa de Maio.
Inventa arrepios soturnos nos cais das velas de teu Portugal.
Esquisito este país que abandonas em deleite em Pátria alheia.
Espantas maus-olhados, que te olham os macambúzios, mas vences
O sangue escasso e branco de tuas veias.

O Vermelho te pertence, róseo paulatino.
Enrubesce tuas faces menino.
Diz das tuas carnes, dos infantes, das ninfas que erguestes, em tributo a ti mesmo.
Ora! Que fazer desta sintonia premente, destes olhos que brilham, desta paixão desocultada pelos labirintos messiânicos de tuas retinas?

Que fazer ou não fazer, não importa, o grito desocupa o lugar, transmigra, desintegra os restos farináceos esparsos, espraiados em areia gasta de tanto a M a r...
Pranteia a Lua da RUA CHEIA de barcos à vela navegando em doces enleios, teu nome, teus castanhos, meus seios.

A MARÉ cheia, teus livros, tuas roupas, o cheiro, ... UM HOMEM!
Um acontecimento, um jeito, sotaque, as malas.

Des>>> ta >>> que!
Embolarado.
A vida.

Vermelha,

tornou-se rosa, e coa os citrinos e coa o meu hálito ao encontro labiríntico famélico de teus braços heróicos camonianos gentis.
Gente brasileira, gente estrangeira.

Assim,
é:
ATÉ!

k.t.n. in minúscula,
para poeta!

domingo, 15 de maio de 2011

Saído do forno

Sábado

Destesto esta ânsia de amor tardio,
Este sábado que empresta vontade, desejo
que se quebra domingo a domingo
e se restaura na segunda à tarde.

Detesto esta melodia insindiosa das paixões melodramáticas
Esta insistência permanente de verdades,
Estes aromas todos perfumados doces,
a quintessência do barroco ditoso de outrora.

Ah, se a modernidade foi vã,
Criemos em contemporaneidade nada cristã
Novos novelos, novas formas, formas serenas.
Distantes do olhar sátiro, distante de Procusto.

Meus pés guardo a mim, em formas que crio.
Não me submeto às tuas formas cinzentas.
Sou mais cor, nada de bolor bolorento.
Pinto o Sol e espero o inverno com cores outonais, destilando primaveras,
Arco-íris de esferas brilhantes.

Doce Pã, primavera tardia.


k.t.n .*

Ao que há

Depois conto quantas vezes dedilhei o teu rosto
Depois conto quantas vezes deparei com o teu desgosto.
Só depois, agora não.
Agora me prendo ao lúcido, ao factual.

Ao que há.

Na transumância do teu olhar.

Na quimera do colo lunar.

Através da luneta,

ENTREFUEGO

BEIJAR

Eis que novo aba dá!

vá.

k.t.n.*

vestes

Quintanilha de todas as quintas
Decifraste os tendões do Sol.
Desfibraste as trams do luto.
Seduziste a seda.
Queimastes as velhas torcidas no sol queimando,
As vestes
e as vestais

As vestes não usam aventais

As vestes são teu corpo nu
irrandiando-se para o cais noturno dos breus.

Incendiando pavios.
Tecendo roupas íntimas
Brincando de SER
MENINA
dos meus olhos.


k.t.n.*
in sedução

¨Não

Não me mutiles que não sou homem de ficar em metades.
Não me podes pilha não, que naõ sou vítima dos teus anseios.
Não me busques à mente
enquanto durmo levando ventado
de minh'alma sonhadora.

Não me tortures!

Só venha.
Aconchega-te em meu colo.
Cola a face no meu peito.
Deixa que o luar busque o sereno.

Asserena-te.
Volta-te para mim, olha com olhos e me beija.
Estou aqui!

k.t.n.*&

Paixão

Estou apaixonada por uma vértebra que se quebra
Por um quebrancas-quebralingual
Uma paixão desmedida.
Levantou-se guerrida
Vestiu-se. Cumprimentou-me!
Ficou-se e falou;
Contou todas as verdades.
Voltou enrubescida
Encontrou o sono. Encontrou a noite
e deu-se por vencida.

E comemorou. Na taça.
Trilintada de gelo, o néctar cítrino dos Deuses abençoa este AMOR.


k.t.n.*&

gavinhas

... gavinhas arrendodadas

sutis

primaveris

e voltamos
damos voltas
nos teus seios
Esplendor

DOR

adormeceu
anoiteceu

E a noite vence
Teu corpo descansado
Entre o leite da lua
E a nudez da rua.

k.t.n.

Dormindo

I

Na queda do braço errante,
Pus turbante água cristalina
Pus meliante diante de tuas retinas
E não mais pus nada,
Parti!

Em Coimbra te encontrei.
Teu braço dei ao meu.
E fomos enlaçados neste bordado arcaico
às fontes fecundas dos teus seios
e colhemos os aromas das amoras.

Era DOMINGO e transitamos as horas.
Era mais que domingo,
era tarde de domingo e
.................DORMIMOS.

Até o romper da Amora.
E não era boreal, nada astral.

Eram estrelas sem cauda,
sem quentura, eram estrelas de cara partida profundas no ceu.
Era ternamente, Teu SEIO, ENLEIO.




II

E LEIO

...MEU NOME.

E te penteio sobrenome
E te arrumo
e te visto e te encorajo para mim,
em noite assim,um tanto assaz
Ò Divina dos meus sonhos.

És quietude,Anjo Barroco.
Ès face, és pedra, és bacante.
Navio altissonante.

... Perambula
....Agoniza
....Aterrisa

São meus mares.
..São Gigantes.
.....Adamastor!
Um anjo errante,
Teu semblante.

Feiticeira dos Trópicos
Cadência de baunilha
Terra de favores.


III


São barris enviesados
São meus olhos nos teus BORDADOS
São meus ssss de sobrenomes que fizeram festa em bravatas
E fizestes FANTASIA, saíste no bloco, no festim
E te perdestes no meio da multidão


Fiquei só!
Perdido
e ... só.

Feito grão de areia no deserto.
Torrado ao Sol.
Estendendo-me em sufocos de noite,
em noite, um grão errante.

E te procuro
E te busco!
Preciso. Necessito.
É mais que isso.
É o GRITO.



✿✿✿*

k.t.n.*&

Meninas

As meninas e o alazão partiram
num galope dourado/domado.
As meninas sinceras
E alazão azado.
Que folga, que nada!
Que dia sem seresta
Que pejo, que gentil
É dia varonil.
As meninas voltaram
Desataram

Descambaram

Investiram

Desistiram

Insistiram

e mentiram

Para poder

sobreviver

As MENINAS,
busque-as para mim.

Elas
sorriem!




✿✿✿*

k.t.n.*&

Quitéria

Quitéria: teu vulto sério na janela
Era um soldado que não era
Um busto valente, soldado tremente
E fugiu à galope num navio
E pousou no mar e se afogou
E pairou no ar e balouçou

Quitéria!

"O soldado que não era!"
Buscou a meia voz, meia luz
Meia verdade sem vaidade
Emprestou à Pátria seus semblantes,
Mais que nunca alto-falante
Gritou notas dissonantes
Disparou!
Galopou!
Andou!
Amou!

Fez quimeras
E teteias
E medeias
E madeixas.
Deixa como está.

É Quitéria,
Um busto ardente somente.

Braço de ocarina vermelha,
Encher lamparinas
Vermelho rubro nas faces
Jateando jades em cascatas de felinos
Ter a fímbria das vestes Saturnais.

Verões Outonais e as lâmpadas
de Moisés sob os pés.
O furor do pássaro albatroz,
O fulgor da águia/gavião!

A enseada que se parte em duas,
Trazendo água da salina
Rebentando o mar uma distância

E neste passe peregrino, contatar:
O vermelho distante
A fibra óptica constante
Raios fúlgidos de luar.

✿✿✿*

k.t.n.*&

Perspectivas ( poema em construção/formatação)

Em perspectivas gigantes te adormeço
Em meus braços te entonteço
Em horas tardias, em baloiço
E me vejo nos cacos dos espelhos
Cortados na noite fria
No gelo que corta a face
Na barriga que é vazia

E guardo nas gavetas tropeçadas
Teu gosto de whisky, malte vagabundo
O trejeito de taramela que guia,
Ofegante, nauseabundo. O fato;
o fato das fagueiras fogueiras
falindo em meses de festas juvenis;
São juntas, são abris.

Que é de tantos colibris?
Foram parar nas janelas,
peitoris.

Pastaram febris pelos corpanzis
Desataram seis nós,
Voejaram felizes, rumo ao Pólo Sul
Desataram avencas
Desfibraram melenas,

Jatearam sem fogo e crispados
Comeram o doce abóbora das meninas
Comemoraram a falência dos doentes (?)
E trouxeram em seu bojo
Pequeno bojo.
Retratos dos peitoris
Seus gritos estridentes,
Alto-falantes das matizes
Sinos das matrizes.
Colibris.
Em alto vis,
Em sonhos febris,
Em ricos gentis,

Afago.

E se quietam nos beirais
Há água
Açúcar, Cristal
Há brilho
Suporte dourado
Há ouro
Teu Reflexo
Enamorado de Alencar.

Braço de ocarina vermelha,
Encher lamparinas
Vermelho rubro nas faces
Jateando jades em cascatas de felinos
Ter a fímbria das vestes Saturnais.

Verões Outonais e as lâmpadas
de Moisés sob os pés.
O furor do pássaro albatroz,
O fulgor da águia/gavião!

A enseada que se parte em duas,
Trazendo água da salina
Rebentando o mar uma distância

E neste passe peregrino, contatar:
O vermelho distante
A fibra óptica constante
Raios fúlgidos de luar.

✿✿✿*

k.t.n.*&

Verões Outonais

Braço de ocarina vermelha,
Encher lamparinas
Vermelho rubro nas faces
Jateando jades em cascatas de felinos
Ter a fímbria das vestes Saturnais.

Verões Outonais e as lâmpadas
de Moisés sob os pés.
O furor do pássaro albatroz,
O fulgor da águia/gavião!

A enseada que se parte em duas,
Trazendo água da salina
Rebentando o mar uma distância

E neste passe peregrino, contatar:
O vermelho distante
A fibra óptica constante
Raios fúlgidos de luar.

✿✿✿*

sábado, 14 de maio de 2011

Pt. saudações!

E te recortei. Folha sublimes emprestando hormônios. E te joguei entre as formiguinhas trituradoras de torrões de açúcar e areia. E te emprestei entre os abençoados da siesta da vespertina.



Tatuei, bordei, pintei.

Acabei.

Pt

.

k.t.n.*

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Feito Cecília

E se eu te amar feito Cecília,
Uma Cecília transparente
que faz de repente, da palavra etérea canção?

E se te amar assim,
Meio sem jeito,
De um jeito diferente, musicado, retocado, tão carmim em meus lábios?

E se te amar perfeitamente,
Qual criança distraída,
Olhando formiguinha cortadeira, passeando em tênues fibras?

Mesmo assim, é só te amar.
Mais não há.
Mas é Amar!!

k.t.n.*

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mormaços

E se te sonhar Don Juan sem castelo
Junto à plebéia mais linda?
E se assim te levar pelos cabelos
Consumidos
Dormidos
Secretos?

E se mesmo assim, fingires torpezas e tristezas
E se assim deixares quietos os meus olhos?
Far-te-ei ninar, aconchegar-te em colo de coleta.
Em rasteiras frases discretas do ouvido um passo.

Do coração devasso em sangria teus dias,
Tigelas frias.
Tanto espaço, lasso e traço.
Um vão secreto, lorenas e loretas.
Tingem a cor, resplendem mormaços.

Atingem orgasmos e suturam regaços.

k.t.n.*&

Saudade



A minha saudade te compreende
E espera
E fica
E permanece.

Na retina esmaece o pálido contato
E decide
E fica
E entontece.

E desmaia no azul dos teus laços.
E levanta
E anda
E inventa.

Outra saudade que surge, agiganta, incandesce.
Bobagem!
É só saudade.
Passageira.
Passou.
Não ficou!

k.t.n.*&

terça-feira, 26 de abril de 2011

*&

A tua alma toca a tua palma fica.

k.t.n.*&

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Setas>>>

Siga o meu caminho, siga a seta.
Siga sozinho!

Enrole novelo e ninho,
Enovele a festa,
Enrole sozinho!

Embale balas molhadas,
Desembrulhe as embrulhadas,
Esbugalhe-se sozinho!

Menino, que é feito do cadarço,
Onde escondestes o cadafalso?
Acaso és miragem!

Não, sou não!
Aviação levou ladrão, trouxe a tormenta que arrebenta, fez aço, navalha e pó.
Extrema unção, ungido e só.

k.t.n.* in festa

sexta-feira, 22 de abril de 2011

In pressa

Hoje quero a encruzilhada da manhã boa
da tarde passageira, da fuligem esparsa e sem noção
o alvitre do pescador na boca do peixe
espalhando escamas brilhosas iridiosas radiosas

E partir desta premissa, encanto visto dividido
Escutar a voz do tempo em bemóis e sustenidos
Procurar no íntimo nada atroz encantos e susurros perdidos
Sorrir! Sorrir intimamente olhando para mim.
Repartir entre meu corpo estas benéficas sensações, ungir-me.
Pedir em nome de alguém maior, licença, preciso distribuir, encontrar, partilhar.

Licença, meu Rei, preciso distanciar para ver, antenar para ligar!
Enfrentar para seguir e lançar mão aos olhos famintos e fatigados,
Do brilho sorrateiro do sol lunar, das arestas enfermeiras emprestadas
Em dias passageiros, de fumaça!

k.t.n.* in pressa

quarta-feira, 20 de abril de 2011

(homenagem à poetisa Kátia Torres Negrisoli)







Magia


Perfume de palavras em flor
Seduz com notas de bergamota e mandarina.
Teclado é varinha mágica,
Vivo como buquê de frésia regado a poesia.


Quer seja noite ou dia, o mergulho é alquimia,
Presente, futuro, nostalgia.
Tira mordaça do peito,
Da madrugada o sono, verso do silêncio.


No aconchego dessa fonte
Termina em ápice o canto colhido ao relento.
Pródiga luz profusa n’alma sem muros,
Ferida de estrofes em sussurros,


Ilimitada de radiância,
Poeta tece vento,
Borda alegria
Com dedos molhados de fantasia.


Stella de Sanctis

quarta-feira, 6 de abril de 2011

bOlas

[red]Quem quis me amputar, quem quis?

Tirar parte de mim, meu nariz!?

Quem?!

Oras bolas...

>>>#¨*#>>>

sabão prele,

...

...Vai lamber!

[i]k.t.n. in reviravolta

segunda-feira, 4 de abril de 2011

F l o r i l é g i o s



As flores que me dou são as cerejeiras inertes do pomar

As que descem tropicais meus olhos vendados

Especialíssimas na arte de tocar.

As flores que me dou reflorestam oníricas em meus pensamentos fartos.

Despejam galhos, ramos enluarados, ...

Trazem louvor, cântico, primavera, enormesferas.

Ah, encandescem o noturno, enrubescem no diurno.

São costumeiras passageiras das calçadas.

Tecem navios, rios e escadas.

Descem ao fundo do abismo e perfumam e perfumam.

As flores que me dou exalam longe, perfumam algures.

Nutrem pássaros e abelhas, formigas e colibris.

Um tal de ais e bem-te-vis...

Mas são minhas, não são tuas as flores que me dou!

k. in amor perene*

F l o r i l é g i o s



[pink]As flores que eu me dou são as cerejeiras inertes do pomar

As que descem tropicais meus olhos vendados

Especialíssimas na arte de tocar.

As flores que me dou, reflorestam oníricas em meus pensamentos fartos.

Despejam galhos, ramos enluarados, ...

Trazem louvor, cântico, primavera, enormesferas.

Ah, encandescem o noturno, enrubescem no diurno.

São costumeiras passageiras das calçadas.

Tecem navios, rios e escadas.

Descem ao fundo do abismo e perfumam, e perfumam.

As flores que me dou exalam longe, perfumam algures.

Nutrem pássaros e abelhas, formigas e colibris.

Um tal de ais e bem-te-vis...

Mas são minhas, não são tuas as flores que me dou!

k. in amor perene*

sábado, 2 de abril de 2011

n o i t e *

É no silêncio dos refolhos d'alma
O vislumbre de formas sutis visita
Uma forma amarela e dissonante
Transforma em gotas discretas

Verdadeiras paragens oníricas delirantes
Perfumes delicados e presentes
Em formas várias, em lances
Enlaço pensamento e levito nos momentos.

k.t.n.

terça-feira, 29 de março de 2011

&utis

Buscar as flores mais sutis,
Para encher teu peito,
iluminar quadris.

Elencar fluorescentes em chamas ardentes
Encantar docemente as rosáceas juvenis
Perceber todo o encanto, a festa, o vazio.

E mesmo longe e tanto e sempre,
Fica a menina dos teus pensamentos,
Vazando arrepios em doces momentos.

k.t.n.* in volta

&utis

Buscar as flores mais sutis,
Para encher teu peito,
iluminar quadris.

Elencar fluorescentes em chamas ardentes
Encantar docemente as rosáceas juvenis
Perceber todo o encanto, a festa, o vazio.

E mesmo longe e tanto e sempre,
Fica a menina dos teus pensamentos,
Vazando arrepios em doces momentos.

k.t.n.* in volta

domingo, 27 de março de 2011

Lun@r&s

Se a lua não te sorrir,
mostre a língua para ela

De tão envergonhada,
metamorfoseará lunares...

k.t.n.*

sábado, 26 de março de 2011

Boa noite, meu amor!

O amor veio,
o amor chamou a lua,
olhou para a rua...
e ficou em cima do muro.


Desconjuro!


Desce daí, menino levado!


Sapecará o pé e o passo atrapalhado!



O amor é criança peregrina,

É lembrança masculina.

Odor di femina in honour causes.

Algo assim, insensato, inacabado,

Construído, reconstruído, moído.


Sempre vivo,
este tal de amor!!



k.t.n.*&

quarta-feira, 2 de março de 2011

viés

'Quem' lacera mais: o corpo ou a palavra?

De viés a revés,
vejo-me dilacerada.

Entoando palavras nuas ...
Em verborragias cruas ... k.t.n.*

palavras


Quem lacera mais: o corpo ou a palavra?

De vés a revés me vejo dilacerada.

Entoando palavras nuas,

Em verborragias cruas.

...

k.t.n.*

palavras

Quem lacera mais: o corpo ou a palavra?

De vés a revés me vejo dilacerada.

Entoando palavras nuas,

Em verborragias cruas.

...

k.t.n.*

domingo, 23 de janeiro de 2011

Adriano Wintter http://adrianowintter.wordpress.com

solitária



um caule torto com flores

imóvel entre mamões



uma planta chamada aspirina

que minha ex-empregada plantou



tramas de abóboras

entre acerolas

morangas sob ramas

de manjericão



tudo

seria só grama

com alegres tabelas

de basquetebol



não fosse meu filho

assim que mudamos
ir morar com o pai

Adriano Wintter
http://adrianowintter.wordpress.com

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

gipsita / revisado

Calendário
2011

I

Calendário milenar: homem e mulher sempre iguais
Doze meses sem conta
Em contados de dias
Horas, minutos, melancolias.

Passam, retornam, voltam prazenteiros
Ás alvíssaras
Novas paragens, nuances,
Mentiras inteiras, engolindo meias-verdades.
Passagens sem volta, estação comprometida.

As flores murcham, rezam e se abrem em frutos.
Caem, esmaecem, prezam o defunto.
Eis que renascem, primam pelo destino.
Passarinho sem gaiola, vida breve leve.

Menino levado da breca, este tal de ano novo.
Sapeca na mestiçagem, no engodo.
Na verdade, janeiros mil, fevereiros sombris, abris juvenis, maios varonis.
Junhos costumeiros, julhos primaveris, agostos infantis, setembros em alas.
Outubro! Novembro! Dezembro!

Retorna, dez + dois, doze sílabas.
Decantadas em novas gipsitas, citrinos, quartzos.
É o vidro, é o cristal, é a Brita!


II


Batons de quartzo, nove em seis desatinos.
DIAMANTE puro, em ADAMANTINA.

Alguém observa o muro.
O pulo dos dias das horas minutos
Reverbera, pulsa e desata o Rio.
Que agita sombrio ao encontro fraterno.
Da fé, esperança, clara >>> continu ... idade >>>

Perfeita esfera , concêntrica, clarabóia.
No centro, a luz recôndita, lume.
Desde os primordiais, ancestrais a velar.
Lampião, doce janela.
Lamparina, tal menina.
Luminárias, afagos sensuais.
Lentidão, o carinho do tempo.
Azeda a pressa, constrói o ato, desata laços, recompõe o traço.


k.t.n.* in profundidade

Por Adriano Ars


Obs.: Ao editá-lo, perdi a formatação original. Adriano, desculpe-me!
Obrigada, querido poeta!

kátia,
de Adamantina*


metafísica doméstica


I

na tarde quente de um domingo
no quarto branco
de uma edícula
calças blusas e camisas
lençois toalhas edredons
e bermudas
e vestidos
que uma mãe
(em Adamantina)
passa a ferro
e sorri
sua mão
alonga e alisa
essas fibras
perfumosas
frisa vincos
tira dobras
(usa hábil
não a tábua
mas a velha
escrivaninha
onde pôs
um cobertor)

feito o aço
que ofega
e às vestes
vaporiza
ela sua
enquanto o usa
ela sofre
mas prossegue
peça a
peça
até a última


algum Sófocles
interno
por acaso
vaticina
quando a pilha
chega ao término:
“concluí
tua tragédia”?

não: tal Hades
na verdade
foi poesia
para ela

II

atos líricos
e épicos
de uma saga
amorosa
ante os vidros
da janela
que às vezes
ela olha
indo em busca
do quintal
onde florem
as ardósias
ou oloram
abacaxis
manjericão
capim-cidró
e brilham esferas
de acerolas

o quintal
onde três cordas
mostram imagens
que a elevam


III

roupas claras
num varal
violento
vento e sol
como um símbolo
da alma
agitada
pelo sopro
que a joga
para o alto
contra os liames
deste corpo
contra a morte
contra o nada
feito a lã
e feito o linho
no duelo
contra as cordas

como um símbolo
do espírito
em seu ritmo
vital
sob a carne
tão fugaz
onde arde
se debate
(fogo e impulso)
mas fracassa:
não alcança a
plenitude
dessa vida
que o transpassa


IV
claro ícone
do místico
neste fato
tão banal:
uma mãe
em Adamantina
passa a vida
vê o quintal
onde roupas
entre olores
esvoaçam
estivais

(nova pilha
a ser vencida
pela alma
em obra lírica)

até que um dia
nua e livre
flutue em clímax
afinal

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

v i t r a l



E se eu te amar nesta brancura intensa?
Enevoar pavões,
Encantar?

E se te amar entre a neve branda?
Encantar prados,
Bradar?

E se, ainda, amar-te posso no vitral colorido?
Transparente clamor?
Tramar?

Não.
Enaltecer,
tua cor.

k.t.n.* in branco

Prince


My prince

My prince brinca nas rodas, soletra, alfabetiza-se e versifica.
Embebe meus traços em suas rotinas fatigadas.
Em "teus" traços enluarados de vértices sombrios.
Desencanta as estrelas mostrando o corpo carregado,
de imagens pontilhadas de fagulhas desatadas.
É um andante, caminhante, destoado em escarpas.
Cantante, bebe falante as palavras do rendado.

My prince has saved many emotions,
and I believe them
dancing the seven veils colorful

Alcanço o arco-íris e seu pote de ouro.
Agora embalo-me docemente em lembranças,
Atiro-me ao colo, encontro faces crianças.

E desperto de um sonho e estou noutro país.

F e l i z . . . ! :)

k.t.n. * princess

domingo, 2 de janeiro de 2011

gipsita

Calendário
2011


Doze meses sem conta
em contados
nada encantados
fantasiados de dias
horas, minutos, melancolias.

Passam, retornam, passam.
Voltam prazenteiros, prometendo alvissareiros
Novas paragens, novas nuances.
Mentiras inteiras, engolindo meias-verdades.
Passagens sem volta, estação comprometida.

As flores murcham, rezam e se abrem em frutos.
Caem, esmaecem, prezam o defunto.
Eis que renascem, primam pelo destino.
Passarinho sem gaiola, vida breve, vida leve.

Menino levado da breca, este tal de ano novo.
Sapeca na mestiçagem, no engodo de mais um ano.
Quando, na verdade, doze meses contam, recontam e fazem de conta.

Janeiros mil, fevereiros sombris, abris juvenis, maios varonis...
Junhos costumeiros, julhos primaveris, agostos infantis, setembros em alas,
Outubro! Novembro! Dezembro!

Isso está muito bom! Poderias concentrar aqui o coração do poema!

Retorna, torna, dez + dois, doze sílabas.
Decantadas em novas gipsitas, citrinos, quartzos.
É o vidro, é o cristal é a Brita!

A partir daqui poderias iniciar um novo bloco do poema
Batons de quartzo, nove atos, seis desatos,
DIAMANTE puro, em ADAMANTINA. muito bom verso
Alguém observa o muro.
O pulo dos dias das horas minutos. bom verso também
Reverbera, pulsa e desata o Rio.
Que vai sombrio ao encontro fraterno,
da fé, esperança, claridadade>>>Continu idade>>>
Perfeita esfera, concêntrica, clarabóia.
No centro a luz, recôndita e sempre lume
Desde os primordiais, ancestrais a velar, lume de vela.
Lampião, doce janela.
Lamparina, doce menina.
Luminárias, afagos sensuais.
Lentidão, o carinho do tempo.
Azeda a pressa, constrói o ato, desata laços, recompõe o traço.

Calendário milenar: homem e mulher sempre iguais. Este verso está muito bom... na minha opinião poderia iniciar o poema.

k.t.n.* in profundidade

gipsita

Calendário
2011


Doze meses sem conta
em contados
nada encantados
fantasiados de dias
horas, minutos, melancolias.

Passam, retornam, passam.
Voltam prazenteiros, prometendo alvissareiros
Novas paragens, novas nuances.
Mentiras inteiras, engolindo meias-verdades.
Passagens sem volta, estação comprometida.

As flores murcham, rezam e se abrem em frutos.
Caem, esmaecem, prezam o defunto.
Eis que renascem, primam pelo destino.
Passarinho sem gaiola, vida breve, vida leve.

Menino levado da breca, este tal de ano novo.
Sapeca na mestiçagem, no engodo de mais um ano.
Quando, na verdade, doze meses contam, recontam e fazem de conta.

Janeiros mil, fevereiros sombris, abris juvenis, maios varonis...
Junhos costumeiros, julhos primaveris, agostos infantis, setembros em alas,
Outubro! Novembro! Dezembro!

Retorna, torna, dez + dois, doze sílabas.
Decantadas em novas gipsitas, citrinos, quartzos.
É o vidro, é o cristal é a Brita!


Batons de quartzo, nove atos, seis desatos,
DIAMANTE puro, em ADAMANTINA.
Alguém observa o muro.
O pulo dos dias das horas minutos.
Reverbera, pulsa e desata o Rio.
Que vai sombrio ao encontro fraterno,
da fé, esperança, claridadade>>>Continu idade>>>
Perfeita esfera, concêntrica, clarabóia.
No centro a luz, recôndita e sempre lume
Desde os primordiais, ancestrais a velar, lume de vela.
Lampião, doce janela.
Lamparina, doce menina.
Luminárias, afagos sensuais.
Lentidão, o carinho do tempo.
Azeda a pressa, constrói o ato, desata laços, recompõe o traço.

Calendário milenar: homem, mulher sempre iguais.

k.t.n.* in profundidade

sábado, 1 de janeiro de 2011

Texto revisado - 2010

nem todos os dias são obscuros
há o encantamento sutil
(a sinergia de sóis)
da poesia



nem todos domingos
são letargia:
vibram alvoroços nos varais
jactam flores nos quintais
e o rasante astrolábio

não pára de pintar
corolas azuis e perpétuas
acima do telhado



há a publicação da efeméride

pulsante nas veias cavas
nas curvas dos ossos talhados
e os silêncios rasgados pela chuva inquieta


há a mulher: trêmulo abrigo
do poeta

Adriano Wintter
http://adrianowintter.wordpress.com

Presente de Ano Novo p/ Adriano Ars

I

na tarde quente de um domingo
no quarto branco
de uma edícula
calças blusas e camisas
lençois toalhas edredons
e bermudas
e vestidos
a alta pilha
colorida
que uma mãe
em Adamantina
passa inteira
e sorri

sua mão
pega e alisa
essas fibras
perfumosas
frisa vincos
tira dobras
(usa hábil
não a tábua
mas a velha
escrivaninha
onde pôs
um cobertor)

feito o ferro
que ofega
e às vezes
vaporiza
ela sua
enquanto o usa
ela sofre
mas prossegue
peça a
peça
até a última

acaso um Sófocles
interno
vaticina
quando acaba:
“terminou
tua tragédia”?
não:
tal Hades
na verdade
foi poesia
para ela

II

atos líricos
e épicos:
uma saga
amorosa
ante os vidros
da janela
que (às vezes)
ela olhava
indo em busca
do quintal
onde florem
as ardósias
e oloram os pés
de abacaxis
manjericão
capim-cidró
ou brilham esferas
de acerolas
o quintal
onde três cordas
mostram imagens
que a constelam

III

roupas presas
num varal
violento
vento e sol
móbil símbolo
da alma
agitada
pelo sopro
que a joga
para o alto
contra os liames
deste corpo
contra a morte
contra o nada
feito a lã
e feito o linho
lá no cárcere
das cordas
ela tenta
luta e opta
por soltar-se
mas fracassa

não alcança
a plenitude

- e exausta
apenas seca

seca ao sopro
e ao fogo
infinito
do desejo

Adriano Wintter
http://adrianowintter.wordpress.com


Falta a última parte.

Presente de Ano Novo.

Quero vê-lo editado, seu próximo livro.


Feliz feliz 2011.

:)