domingo, 15 de maio de 2011

Dormindo

I

Na queda do braço errante,
Pus turbante água cristalina
Pus meliante diante de tuas retinas
E não mais pus nada,
Parti!

Em Coimbra te encontrei.
Teu braço dei ao meu.
E fomos enlaçados neste bordado arcaico
às fontes fecundas dos teus seios
e colhemos os aromas das amoras.

Era DOMINGO e transitamos as horas.
Era mais que domingo,
era tarde de domingo e
.................DORMIMOS.

Até o romper da Amora.
E não era boreal, nada astral.

Eram estrelas sem cauda,
sem quentura, eram estrelas de cara partida profundas no ceu.
Era ternamente, Teu SEIO, ENLEIO.




II

E LEIO

...MEU NOME.

E te penteio sobrenome
E te arrumo
e te visto e te encorajo para mim,
em noite assim,um tanto assaz
Ò Divina dos meus sonhos.

És quietude,Anjo Barroco.
Ès face, és pedra, és bacante.
Navio altissonante.

... Perambula
....Agoniza
....Aterrisa

São meus mares.
..São Gigantes.
.....Adamastor!
Um anjo errante,
Teu semblante.

Feiticeira dos Trópicos
Cadência de baunilha
Terra de favores.


III


São barris enviesados
São meus olhos nos teus BORDADOS
São meus ssss de sobrenomes que fizeram festa em bravatas
E fizestes FANTASIA, saíste no bloco, no festim
E te perdestes no meio da multidão


Fiquei só!
Perdido
e ... só.

Feito grão de areia no deserto.
Torrado ao Sol.
Estendendo-me em sufocos de noite,
em noite, um grão errante.

E te procuro
E te busco!
Preciso. Necessito.
É mais que isso.
É o GRITO.



✿✿✿*

k.t.n.*&

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