quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ao devir

Meu poeta preferido! Por isso desoculta-meS e me visitas e foges na imersão/emersão.
Alenta o hálito frio das rosas da Casa de Maio.
Inventa arrepios soturnos nos cais das velas de teu Portugal.
Esquisito este país que abandonas em deleite em Pátria alheia.
Espantas maus-olhados, que te olham os macambúzios, mas vences
O sangue escasso e branco de tuas veias.

O Vermelho te pertence, róseo paulatino.
Enrubesce tuas faces menino.
Diz das tuas carnes, dos infantes, das ninfas que erguestes, em tributo a ti mesmo.
Ora! Que fazer desta sintonia premente, destes olhos que brilham, desta paixão desocultada pelos labirintos messiânicos de tuas retinas?

Que fazer ou não fazer, não importa, o grito desocupa o lugar, transmigra, desintegra os restos farináceos esparsos, espraiados em areia gasta de tanto a M a r...
Pranteia a Lua da RUA CHEIA de barcos à vela navegando em doces enleios, teu nome, teus castanhos, meus seios.

A MARÉ cheia, teus livros, tuas roupas, o cheiro, ... UM HOMEM!
Um acontecimento, um jeito, sotaque, as malas.

Des>>> ta >>> que!
Embolarado.
A vida.

Vermelha,

tornou-se rosa, e coa os citrinos e coa o meu hálito ao encontro labiríntico famélico de teus braços heróicos camonianos gentis.
Gente brasileira, gente estrangeira.

Assim,
é:
ATÉ!

k.t.n. in minúscula,
para poeta!

2 comentários:

luizroberto disse...

como é possível
a reunião de
coisas tão profundas
e significativas
que se alojam em meu
coração.
bjs

Kátia Torres disse...

Obrigada, pela visita, luizroberto!