domingo, 17 de julho de 2011

Filhos

Estou,
estou no meu canto atormentada
Pensando em quase nada,
Deixa-me em silêncio nesta voz de surdina
Preciso, preciso, preciso.

Não quebres tal ilusão desta passagem
Que me trará por instantes a realidade do que logo não mais existirá.
Não quebres o encanto antes da hora.
Desprevenido é o coração
E à mente assalta
Obra ligeira, terrível falta que me fazem.
Sempre tão perto e tão distantes.
Sempre tão juntos e tão separados.

Meus filhos!

Quando este coração de mãe verá seus pés na mesma trilha?
Passos firmes e fortes no mesmo encalço?
Felicidade em forma de presença,
Já houve muitas lágrimas em forma de ausência.

Preciso,
preciso disto, precisamos!
Urgente!

A fala que cala, o gosto que exala, este humilde e suplicante pedido de mãe!

Às minhas vidas, meus filhos,

Alisson e Fabrício!

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