domingo, 15 de maio de 2011

Quitéria

Quitéria: teu vulto sério na janela
Era um soldado que não era
Um busto valente, soldado tremente
E fugiu à galope num navio
E pousou no mar e se afogou
E pairou no ar e balouçou

Quitéria!

"O soldado que não era!"
Buscou a meia voz, meia luz
Meia verdade sem vaidade
Emprestou à Pátria seus semblantes,
Mais que nunca alto-falante
Gritou notas dissonantes
Disparou!
Galopou!
Andou!
Amou!

Fez quimeras
E teteias
E medeias
E madeixas.
Deixa como está.

É Quitéria,
Um busto ardente somente.

Braço de ocarina vermelha,
Encher lamparinas
Vermelho rubro nas faces
Jateando jades em cascatas de felinos
Ter a fímbria das vestes Saturnais.

Verões Outonais e as lâmpadas
de Moisés sob os pés.
O furor do pássaro albatroz,
O fulgor da águia/gavião!

A enseada que se parte em duas,
Trazendo água da salina
Rebentando o mar uma distância

E neste passe peregrino, contatar:
O vermelho distante
A fibra óptica constante
Raios fúlgidos de luar.

✿✿✿*

k.t.n.*&

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