quinta-feira, 9 de junho de 2011

Indo Seixos

Estou indo, quase chegando, intensa melancolia de con-se-guir todo dia.
Navegando, inflamando, estirando o passo nesta estrada morna.
Perfumando e espantando olhares, sentimentos lentos, navegantes.

Todo passo me leva, todo passo escasseia sementes, pisadas plantas.
Encerra a História, teatro natural e se enleva, na chuva, no vento, continua.
Enquanto as folhas outonais caem mais e mais, invernais chacoalham ao barulho do vento frio.

E o arrepio das folhas sentidas rolando nos seixos, areias, pedregulhos,
Ondulando-se, encrespando-se e crispando, fazem fita, fazem festa, na RUA.
TODA SUA, nossa indiscreta paisagem secreta, agora nada mais descoberta.
...

Passo. Não deixo marcas, só lembranças. Passo.
Só. Passo. Levo comigo estradas e saudades.
Deixo pouco, saio leve, piso firme, único sentido.

k.t. n. * in passo

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