quarta-feira, 30 de novembro de 2011

e u s


Eu ontem, eu hoje,
vários encontrando-se no tempo.
10, 15, 25, 33, ... talvez.

Onde dobram as idades?
Em que face alucina o tempero?
As têmperas se perderam.
Confundiram-se,
misturaram-se,
perderam essência.

Esta a dúvida: _Kadê eu?
Onde fui parar?

Procura-se por mim!
Há um clamor
Algo assim, de passagem
Amigos, viagens, diários.
Estudos, mapas, fotografias, cadernos.

Os filmes estragados pelo tempo.
O rosto, o eterno rosto, da etérea matéria.
Precisa, ainda, de muitos agostos.
Para setembrar em festas.
Natalizar em harmonias puras.
Revigorar na ação de graças.
Perder-se nos dias do ano vindouro,

Mas só um pouquinho.
É hora URGENTE,
de encontrar as diversas faces,
belíssimos mosaicos, estranhos!
Sou uma estrangeira dentro de mim.

O espelho revela,
A face procura.
Tantos eus, tantos eus!
Kadê eu?
Procura-se!

k.t.n.* in pessoas

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