quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Para os amigos!

Tenho que escolher muitos amigos para lhes fazer poema.
Muitos poemas já tem meus amigos em seus temas.
Fazer do escrito a razão da vida.
Mais que a razão uma prova de existência.

Determinar poderes, em palavras certas.
Realinhar versos, agrupar estrofes.
Paragrafar.
Paracaetanar.
Paraencantar!

Recolho as letras soltas, embrulho num saquinho de mercado.
Formam sílabas dispersas.
Chacoalho. Insistol
Estas se agrupam em palavras perdidas.
Dou o grito: fazem fileira,
Logo estão compondo um poema inteiro.

E meus amigos, amores ligeiros, perguntam:
_Quedê do meu poema?
_Kadê aquele texto onde estou?
Respondo prazenteira:
_ Dia de Natal na sua soleira, seu texto em gritando brincadeiras.
Desfolhando as folhas do seu jardim,
Estarão quietinhos, ao teu lado observando-te.
para compor o mais novo poema
Do ano vindouro!

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