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Mostrando postagens de 2016

Hoje

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Hoje chegou, agora! Graças!  Na segunda as coisas acontecem,  as reais.  Bjs.

Dá para acreditar?

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Nunca mais serei a mesma, nunca mais. Disse isso para que pudesse acreditar e levar adiante o peso do que ficou mal resolvido. O certo seria nunca mais confiar, sempre e nunca, pois mudamos e cantamos conforme a música e outros mudam mais, conforme camaleões. A maturidade não ensina, cometemos os mesmos erros, embora os sinais, os sinais, inevitáveis e que fazemos de tudo para não ver, ouvir, sentir. Dói menos. Não, dói mais, depois muito mais. Então, acreditar no que se vê, no que se ouve, no que se sente e nunca mais acreditar no auto-engano, no que potencializamos para seguir em frente, numa máscara assustadora, que craquela amarelecida e cai. Quem ausentou o seu coração? Quem se ausentou? O que nunca esteve, só tangenciou, cutucou suas águas fundas com o anzol, pescou o que pôde e se foi, a limpar o seu peixe e as suas mãos, porquê vestígios. Melhor não. Pé ante pé, sai sorrateiro e fecha a porta, macia, como o andar do assaltante dentro da casa habitada e leva e leva e ninguém vê

Colóquio sobre a paz

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A paz  pelas palavras.  Precisamos escrever. Dialogar, discutir para estabelecer a paz. A aparente calma não é a paz.  O lago obscuro carrega no seu interior gérmens de agonia. O mar revolto transcende nossos pensamentos e reelabora nossas palavras, ... pois as leva e traz as num continuum.  O mar é amigo das palavras, ...joguemos-las ao Mar e não ao vento. k.t.n.* in palavras, palavras, desatando nós.

VidAcalma

A vida que acalma a vida. Há vida que acalma a vida Há olhos intensos nesta chama Um pedaço de mim em ti passeia. Uma cama, mucama, incendeia Ojeriza ao nunca dantes visto Um poeta cruza o muro O arrebol espreita Tormentas quebram-se na areia O aprendiz se move. A faca treme-lhe nas mãos. Um poeta dorme, O mundo cochila Ventania encomendada Lavando almas roubadas A minha pressa não te chama Tenho olhos que não se prendem Metade de mim sente A outra pressente e dorme.

In Si

Tenho todos os segredos do homem em mim numa paz cruel e inacessível, trancada em muros construídos ao acaso não quero mais a rosa, fiquei com os espinhos. Uma luta diária e serena neste caminho observo os que passam, poucos os que ficam numa lealdade solitária em seus aposentos folheando seus livros de história, narrativa pessoal Intransferível pergaminho, linhas sinuosas as minhas retas, retilíneas, esbarrando nas verticais as paralelas não se tocam, as paredes altas o fosso em andamento, as folhas e flores margeando. Um eterno ir e vir, a caverna escura e luz a fome que me completa e sacia o escudeiro e sua feroz espada regressa não há tangentes e violões na sala Espécie de fauna e flora que se alternaram nas estações do dia a força da natureza compõe e o muro levanta-se e protege o que fica, divide, separa assalta os olhos, não se pode ver além. k.t.n in si

O homem dorme

O que ai de mim neste momento? Fuga, arte e pensamento? Não sabemos. Todos tolos estamos. A ideia do que passa foge A permanência se esgota na passagem O que era saudade se diluiu As águas fugiram pelo rio E o que ficou? Um vento soprando ao longe, O relento na madrugada morna A viração no cais O rio, grande rio que segue A cobra d'água e o olho Furacão se aproximando  Um homem dorme Uma mulher passeia Crianças brincam Bonecas sorriem E neste ai e outros esgotamentos a menina do bordado perdeu a trança a brisa refresca a memória Naus atravessam oceanos Ideia inacabada e aventureira Um homem dorme Uma menina passeia. A flor cai. k.t.n.in cais.

Largo

Passei pelo largo Deixei o recado.

Prisão

O espelho, o espelho que me segue, complacente e mordaz. Está ali, inerte, parado, olhando-me de esgueira. Penetra-me  os recônditos, suga-me e devolve a metade provável do eu. Uma lição a não se esquecer. Dolorida. Vulgar. Costumeira. E na volúpia das manhãs e noites, no claro e no escuro, volteio e olho nele os olhos que sugam. Penetro, avanço, destilo  trincos, preencho os vãos e vou-me nesta aventura a soterrar-me, mais uma vez, dentro dele. Espelho de face, de corpo,  de ol hos, de boca voraz e impiedoso. Tento voltar, tento voltar, inútil. Fechou-se o tempo. Fechou. Só o claro fora, da janela espraia, brilho tênue e salgado,  como as lágrimas vertidas. E ele canta para mim. Agora deu de cantar, em cada manhã uma canção. Em cada noite um  poema, estratagema. e me observa dormir, dono do meu sono, vislumbra-me no sonho. Abusado, sem receios, atormenta- me na noite, seja fria, seja quente.

Quarenta e oito

Bradam os contemporâneos:  _Quero um dia de 48h00!!!

Sobre a chatice.

Tem gente que é chata. tem gente que é gente chata!!

Presença de Outrora

Presença de Outrora Houve um tempo em que queria dormir. Dormir todos os sonhos do mundo E acordar sem ter o que me lembrar Apertar os olhos até as pestanas se encolherem E referendar o maior amor presente. Houve um tempo que queria o pressentimento Perto, muito perto, quase perto, quase dentro. E neste tempo muito vago, perdi-me nas horas Vagas horas, mortas inteiras, ao mar e marés Nas ondas cheias levaram sonhos, conchas e estrelas. Adormecendo no som que batia nas areias, Nas portas, nas taramelas, nas fechaduras. Estes olhos apertaram, apertaram, apertaram Muitos dias, muitos meses, muitos anos, muitas rugas. Saltaram órbitas, giraram com a lua, transcenderam ... com o Sol ... Ah, tantos olhos vistos, tantas vistas e sobrolhos Não havia como dormir, sempre era hora de se levantar. Tanto tempo, tanta gente, tanta hora, tanto dia. A rede se encolheu, o lençol esgarçou, o travesseiro caiu. Histórias contadas ficaram sem graça E se adormecia ao som do orvalho e era hora d

Para meus amigos!

Tenho que escolher muitos amigos para lhes fazer poema. Muitos poemas já tem meus amigos em seus temas. Fazer do escrito a razão da vida. Mais que a razão uma prova de existência. Determinar poderes, em palavras certas. Realinhar versos, agrupar estrofes. Paragrafar. Paracaetanar. Paraencantar! Recolho as letras soltas, embrulho num saquinho de mercado. Formam sílabas dispersas. Chacoalho. Insistol Estas se agrupam em palavras perdidas. Dou o grito: fazem fileira, Logo estão compondo um poema inteiro. E meus amigos, amores ligeiros, perguntam: _Quedê do meu poema? _Kadê aquele texto onde estou? Respondo prazenteira: _ Dia de Natal na sua soleira, seu texto em gritando brincadeiras. Desfolhando as folhas do seu jardim, Estarão quietinhos, ao teu lado observando-te. para compor o mais novo poema Do ano vindouro!

A noiva

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A noiva Por um momento serei a noiva mais bela. A eleita do teu coração. Preciosa como pérola de água salgada Prestimosa a cegar-te os olhos sem piedade. A moça do vestido transparente em gaze Sem ouro, sem prata, só brilhos pontilhados No tecido farto de organza e tule Com cabelos de sedosas mechas, Ondeando teu torso esguio. Nova noiva que se rende ao fato Ladeada de servis encantos O braço escorregando no espaldar da cadeira Os pés cobertos por sapatilhas de seda Entre o halo que penetra pela janela Pela fresta da porta o hálito puro Virginal em rendas e fitilhos esparsos Dançam tuas mãos brancas, suaves e noturnas. A gralha negra se avizinha e cega O navio do ancoradouro parte E o vestido em zangas se esfiapa Mostrando o colo nu a tez fria O sonho vestido de branco batalha Em músicas e harpias, novenas de beatas A eternidade se cala e espreita Tanta beleza, ternura e feitiço A donzela

Chuva e travesseiros

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Chuva mansa,  gostosa,  bate na janela,  o silêncio e a chuva. O sono  e o ar fresco  que entra pelas frestas... O sono e o embalo nesta sinfonia de pingos gotejando Calmaria. Sono e dormência,  o respirar lento e preguiçoso.  Hora de se entregar. Travesseiros e paz k.t.n in entrega

Sobre Gatos

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Vida de Gato Gato tem sete vidas? Não tem. Não sei! Alguns homens
 Devem ter.
 Toda hora presentes In box e penitentes Arre que coisa! Bicorporeidade tri Ou um tetra! Quíntuplos talvez Quintal imenso de possibilidades Arre!  Ou não trabalham Ou não semeiam Ou não colhem   Recolho-me... eu!!

Gasto

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Tudo tem um tempo O tempo está em tudo Absurdo temporal Tempo de cartas marcadas Infinito tempo sorrateiro Espreita a avenida e a rua Torna atemporal ligeiro Tudo tem um tempo O tempo está sem tempo Sem tempo de reflorestar Tanto tempo e nada Tem tamanha pressa Deste silêncio despertar Tempo compassado Ligeiro bem marcado Traz no bojo empenho Quase nada a ofertar Bobagem deste tempo Teimoso absurdo gasto De tempo em tempos primeiro Antes que se perca tempo Termina esta canção Toma a taça inteira Gim, tomate e chimarrão Na pressa do dia inteiro Muito sim e tanto não. k.t.n. brincando de tempo

Mar e ameixoeiras

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Se este mar me banhar toda Chegarei a Portugal. Lavarei todos os mofos Comerei Camões e os líricos Direi ao meu servo: As ninfas brotaram no caminho. Limparam os meandros Para uma luta desigual Olharei castelos e pedras Palmilharei as plantas Saboreando ameixoeiras Direi de todas as canoas Meu menino ficou, Hei de levar! Nesta busca luzidia Os brancos das uvas todas Fartando vinhos e pomares Forte assim ao Reino Jogando flores e farois Olhando do alto da torre Uma ótica de refletores E o mar amigo de todos Deixou peixes e algas salgadas Em piscinas naturais Beliscando com as ondas Da pele aos dentes Toda a sorte de amores.

Lantejoulas bóiam

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As lantejoulas espoucam nas mãos ludibriadas pelo sol Os imanentes inacabados se recolhem em brilhos Purpurinas esmoucam pelos braços na luz intensa A Ave-Maria não tardará às sementes incandescentes Uma raridade em esplendor vibração de náufragos Antenados ao compasso das ondas que flutuam Um barco à deriva bóia. Um homem salta a terra. Esmeraldas pululam ao redor fagueiras e incendeiam Na cadência de um espaço agigantado de mãos cheias Pedriscos e lambaris brigam por um pedaço de areia E a terra vai e o astro roda e a vida chama e a água lava E leva o coroado de luzes espalhados que ondeiam Um barco à deriva bóia. Um homem salta em terra. A face ressurge pintada e os caramujos se escondem Uma lagarta passeia, onde os pássaros não chegam E a cadência permanece ondeia, passeia, incendeia Hora da rede da maré cheia dos anzóis soltos   Enroscados em mãos hábeis em bocas de sereias Uma canoa chega a terra. Uma m

Camões e os líricos

Se este mar me banhar toda Chegarei a Portugal. Lavarei todos os mofos Comerei Camões e os líricos Direi ao meu servo: As ninfas brotaram no caminho. Limparam os meandros Para uma luta desigual Olharei castelos e pedras Palmilharei as plantas Saboreando ameixoeiras Direi de todas as canoas Meu menino ficou, Hei de levar! Nesta busca luzidia Os brancos das uvas todas Fartando vinhos e pomares Forte assim ao Reino Jogando flores e farois Olhando do alto da torre Uma ótica de refletores iE o mar amigo de todos Deixou peixes e algas salgadas Em piscinas naturais Beliscando com as ondas Da pele aos dentes Toda a sorte de amores.

Luas afogadas

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Este azul que me banha Lança-me na argila seca Toma-me de sôfrego Entorna as luas afogadas Uma mescla de matizes Feiticeiras que realçam A esfera circular e espiral Que volta ao mar Que volta à terra Uma experiência única Num ser vivente e atemporal Nu revive o poente Explora sementes seres viventes E volta no Sol procurando o azul Este azul cinzento que pranteia Qual lua cheia na vizinhança Este azul que me banha Lança-me na argila seca Toma-me de sôfrego Entorna as luas afogadas Uma mescla de matizes Feiticeiras que realçam A esfera circular e espiral Que volta ao mar Que volta à terra Uma experiência única Num ser vivente e atemporal Nu revive o poente Explora sementes seres viventes E volta no Sol procurando o azul Este azul cinzento que pranteia Qual lua cheia na vizinhança Q ue volta ao mar Que volta à terra A felicidade bendita bem se esquiva Torrente de dores de

Camões provinciano

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Ah, quanto gostaria de escrever um poema imenso Decassílabo oitava rima de mares nunca dantes navegados Oito mil versos mais oitocentos e tantos Alternados, intercalados, interpolados Como queria este imenso caudal de textos Uma sentença palavrória encantada Para tecer redes e enlaces intuitivos Ganhar mar e amplidão nesta celeste esfera. Mas quedê coasmões? Assim singelas e quietas Não se põe a fazer, não reza, não pede, não insiste Cala-se! O verso não compõe. Chora! Lágrimas inteiras que não caem, não pingam na roupa. Como formar, então o gigante mar? Jamais, jamais, ... lágrimas caladas não fazem versos Nem canção, nem métrica, nem rima. Est o mal! Não aprender a chorar! Por um soluço e um lamento! A face desinquieta e o clamor do vento! Venha! k.t.n. in desassossego decassílabos.

Rosas e linhos

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Assim que amo: quieta, desmaiada sem glamour. O encantamento se perdeu na linha do tempo. A orquídea branca cedeu espaço às rosas. Com espinhos e perfume como tez macia. Amo num canto abafado, num clamor calado Triste e soturna, aliviada e solitária Este modo novo aniquila e eleva as cortinas Fumaças tênues nos dias passando. Era uma vez e uma princesa tardou na espera Presa num castelo impróprio sem as luzes Sem os arminhos e lençóis de linho Enrolada, a espiral encurtou a maciez secou A arte emprestada do Sol e Lua marcou E o amor, este dando, ficou. k.t.n. in aprendizagem.

Noite, café e xícara

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A noite encerrou o ciclo. Hora de dormir. Acordar acanhado Saborear o café sem manteiga Dividir os cantos dos pássaros Deitar dúvidas sobre os inquietos A hora é essa, Não há outra. Uma indigesta pressa De acabar com o dia A noite empresta seus holores Deixa um gosto por mais sabores E onde o recato da donzela? Passaram o ferrolho na cancela Fecharam portas, Desatinaram dúvidas. A lua inconformada brilhou intensa Dentre nuvens cinzentas noturnas Enfrentou as estrelas mais luzentes Deixou suas pontas vergarem Entre homens e serpentes E a manhã há de chegar Encontrar o seu café O amargo reluzente Aroma entre frutas Pão picados sobre a toalha Ao lado o pires e a xícara. k.t.n. in acanhamento

Lirismos

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Com quantos lirismos se escreve um poema? Dois talvez? Duplicado à quatro. Insensato e desabonado Por um corpo jaz a lira I nfante e bela ilha Dos lírios e amarílis Talvez, na pressa poucos ínfimos Desejosos de saber paradeiros Na curva do retrato alheio Multidões de liras escapam Sorrateiras enfrentam filas Cruzam rios e ares Fortalecem braços Bocas carnudas vermelhas Num tato sombrio Com a lua virada O poeta assombrado Escolhe o poema. k.t.n. in indizível chama

Amo tudo isso

A minha alegria? O que você tem a ver com ela?  Então, deixe-a comigo!  Sonhe estrelas com as pontas da maldade voltadas  ao que não deve vingar.  <3 span=""> k.t.n. in amo tudo isso