domingo, 4 de dezembro de 2016

Hoje

Hoje chegou, agora! Graças! 

Na segunda as coisas acontecem, 

as reais. 

Bjs.

Dá para acreditar?

Nunca mais serei a mesma, nunca mais. Disse isso para que pudesse acreditar e levar adiante o peso do que ficou mal resolvido. O certo seria nunca mais confiar, sempre e nunca, pois mudamos e cantamos conforme a música e outros mudam mais, conforme camaleões. A maturidade não ensina, cometemos os mesmos erros, embora os sinais, os sinais, inevitáveis e que fazemos de tudo para não ver, ouvir, sentir. Dói menos. Não, dói mais, depois muito mais. Então, acreditar no que se vê, no que se ouve, no que se sente e nunca mais acreditar no auto-engano, no que potencializamos para seguir em frente, numa máscara assustadora, que craquela amarelecida e cai. Quem ausentou o seu coração? Quem se ausentou? O que nunca esteve, só tangenciou, cutucou suas águas fundas com o anzol, pescou o que pôde e se foi, a limpar o seu peixe e as suas mãos, porquê vestígios. Melhor não. Pé ante pé, sai sorrateiro e fecha a porta, macia, como o andar do assaltante dentro da casa habitada e leva e leva e ninguém vê, ou finge dormir, para o não enfrentamento. Covardia, instinto, ou preservação da espécie, esta tão mutilada, de ventre, coxas, braços, encéfalos, coração. Este é só um, só um. Aprendeu? Nunca mais confiar, nunca mais acreditar e descer a ladeira com pão branco sob o braço tendo a certeza de que logo terá mais um café.

Dá para acreditar?!

k.t.n. in dias 

domingo, 27 de novembro de 2016

Colóquio sobre a paz

A paz vem pelas palavras. Precisamos escrever. Dialogar, discutir para estabelecer a paz. A aparente calma não é paz. O lago obscuro carrega no seu interior gérmens de agonia. O mar revolto transcende nossos pensamentos e reelabora nossas palavras, pois as leva e traz num continuum. O mar é amigo das palavras, joguemos-as ao Mar e não ao vento. 
k.t.n.* in palavras, palavras, desatando nós.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

VidAcalma

A vida que acalma a vida.
Há vida que acalma a vida
Há olhos intensos nesta chama
Um pedaço de mim em ti passeia.
Uma cama, mucama, incendeia
Ojeriza ao nunca dantes visto
Um poeta cruza o muro
O arrebol espreita
Tormentas quebram-se na areia
O aprendiz se move.
A faca treme-lhe nas mãos.
Um poeta dorme,
O mundo cochila
Ventania encomendada
Lavando almas roubadas
A minha pressa não te chama
Tenho olhos que não se prendem
Metade de mim sente
A outra pressente e dorme.

In Si

Tenho todos os segredos do homem em mim
numa paz cruel e inacessível,
trancada em muros construídos ao acaso
não quero mais a rosa, fiquei com os espinhos.

Uma luta diária e serena neste caminho
observo os que passam, poucos os que ficam
numa lealdade solitária em seus aposentos
folheando seus livros de história, narrativa pessoal

Intransferível pergaminho, linhas sinuosas
as minhas retas, retilíneas, esbarrando nas verticais
as paralelas não se tocam, as paredes altas
o fosso em andamento, as folhas e flores margeando.

Um eterno ir e vir, a caverna escura e luz
a fome que me completa e sacia
o escudeiro e sua feroz espada regressa
não há tangentes e violões na sala

Espécie de fauna e flora que se alternaram nas estações
do dia a força da natureza compõe e o muro
levanta-se e protege o que fica, divide, separa
assalta os olhos, não se pode ver além.

k.t.n in si

O homem dorme

O que ai de mim neste momento?
Fuga, arte e pensamento?
Não sabemos.
Todos tolos estamos.
A ideia do que passa foge
A permanência se esgota na passagem
O que era saudade se diluiu
As águas fugiram pelo rio
E o que ficou?
Um vento soprando ao longe,
O relento na madrugada morna
A viração no cais
O rio, grande rio que segue
A cobra d'água e o olho
Furacão se aproximando 
Um homem dorme
Uma mulher passeia
Crianças brincam
Bonecas sorriem
E neste ai e outros esgotamento
a menina do bordado perdeu a trança
a brisa refresca a memória
Naus atravessam oceanos
Ideia inacabada e aventureira
Um homem dorme
Uma menina passeia.
A flor cai.
k.t.n.in cais.

Largo

Passei pelo largo
Deixei o recado.

Prisão

O espelho, o espelho que me segue, complacente e mordaz. Está ali, inerte, parado, olhando-me de esgueira. Penetra-me 

os recônditos, suga-me e devolve a metade provável do eu. Uma lição a não se esquecer. Dolorida. Vulgar. Costumeira.

E na volúpia das manhãs e noites, no claro e no escuro, volteio e olho nele os olhos que sugam. Penetro, avanço, destilo 

trincos, preencho os vãos e vou-me nesta aventura a soterrar-me, mais uma vez, dentro dele. Espelho de face, de corpo, 

de olhos, de boca voraz e impiedoso.


Tento voltar, tento voltar, inútil. Fechou-se o tempo. Fechou. Só o claro fora, da janela espraia, brilho tênue e salgado, 


como as lágrimas vertidas. E ele canta para mim. Agora deu de cantar, em cada manhã uma canção. Em cada noite um 

poema, estratagema. e me observa dormir, dono do meu sono, vislumbra-me no sonho. Abusado, sem receios, atormenta-

me na noite, seja fria, seja quente.

Quarenta e oito

Bradam os contemporâneos: 
_Quero um dia de 48h00!!!

Sobre a chatice.

Tem gente que é chata.

tem gente que é gente chata!!

Presença de Outrora

Presença de Outrora
Houve um tempo em que queria dormir.
Dormir todos os sonhos do mundo
E acordar sem ter o que me lembrar
Apertar os olhos até as pestanas se encolherem
E referendar o maior amor presente.
Houve um tempo que queria o pressentimento
Perto, muito perto, quase perto, quase dentro.
E neste tempo muito vago, perdi-me nas horas
Vagas horas, mortas inteiras, ao mar e marés
Nas ondas cheias levaram sonhos, conchas e estrelas.
Adormecendo no som que batia nas areias,
Nas portas, nas taramelas, nas fechaduras.
Estes olhos apertaram, apertaram, apertaram
Muitos dias, muitos meses, muitos anos, muitas rugas.
Saltaram órbitas, giraram com a lua, transcenderam
... com o Sol ...
Ah, tantos olhos vistos, tantas vistas e sobrolhos
Não havia como dormir, sempre era hora de se levantar.
Tanto tempo, tanta gente, tanta hora, tanto dia.
A rede se encolheu, o lençol esgarçou, o travesseiro caiu.
Histórias contadas ficaram sem graça
E se adormecia ao som do orvalho e era hora de acordar.
Aviso colado na porta, relógio com hora marcada.
Saltar, sair, solfejar na sôfrega silente solidão sem sono
,,, sem Sonho.
Este abecedário esticado nos olhos de quem quis ver
Um tanto abobado conturbado posou de estátua.
Fina estirpe, ganso alegre e a casa, a casa, a casa.
O caderno, a fita e o cabelo. ... o Desejo.
E queria, e queria, e queria, a vida, o sonho, a lua.
Um dia de ser tua e todos os dias de ser minha.
Porque para isso fomos feitos, do barro e das horas.
E dormir é o que nos resta, dormir e acordar.
Dormir e acordar.
Dormir e acordar
dormir e acordar
dormir
acordar
dormir.
k.t.n. in sono no tempo. Presença de Outrora

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Para meus amigos!


Tenho que escolher muitos amigos para lhes fazer poema.
Muitos poemas já tem meus amigos em seus temas.
Fazer do escrito a razão da vida.
Mais que a razão uma prova de existência.
Determinar poderes, em palavras certas.
Realinhar versos, agrupar estrofes.
Paragrafar.
Paracaetanar.
Paraencantar!
Recolho as letras soltas, embrulho num saquinho de mercado.
Formam sílabas dispersas.
Chacoalho. Insistol
Estas se agrupam em palavras perdidas.
Dou o grito: fazem fileira,
Logo estão compondo um poema inteiro.
E meus amigos, amores ligeiros, perguntam:
_Quedê do meu poema?
_Kadê aquele texto onde estou?
Respondo prazenteira:
_ Dia de Natal na sua soleira, seu texto em gritando brincadeiras.
Desfolhando as folhas do seu jardim,
Estarão quietinhos, ao teu lado observando-te.
para compor o mais novo poema
Do ano vindouro!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A noiva




A noiva

Por um momento serei a noiva mais bela.

A eleita do teu coração.

Preciosa como pérola de água salgada


Prestimosa a cegar-te os olhos sem piedade.

A moça do vestido transparente em gaze

Sem ouro, sem prata, só brilhos pontilhados

No tecido farto de organza e tule


Com cabelos de sedosas mechas,
Ondeando teu torso esguio.
Nova noiva que se rende ao fato
Ladeada de servis encantos
O braço escorregando no espaldar da cadeira
Os pés cobertos por sapatilhas de seda


Entre o halo que penetra pela janela
Pela fresta da porta o hálito puro
Virginal em rendas e fitilhos esparsos
Dançam tuas mãos brancas, suaves e noturnas.
A gralha negra se avizinha e cega
O navio do ancoradouro parte


E o vestido em zangas se esfiapa
Mostrando o colo nu a tez fria
O sonho vestido de branco batalha
Em músicas e harpias, novenas de beatas
A eternidade se cala e espreita
Tanta beleza, ternura e feitiço


A donzela se cabe no espaldar,
O roupão aceso na poltrona ao lado
A intimidade das roupas debaixo
O sonho enevoado e robusto tenteando
Uma malemolência própria de momentos
As mãos brancas tecem nos fios dos cabelos
Melodiosas novelas, afetos e carinhos.


Dono de uma vontade em secreto,
A noiva descalça agora caminha
Entre leitos, sombras e flores
Desatina a desabotoar o peito
E se inclina ao perfume dos sândalos 


Era uma vez... uma história
De um vestido de donzela,
Oh, moça sonhadora, cujo sonho se esvai
Como fumaça entre brumas
E a sombra tênue dos corpos
Não escapam aos traços e contornos.
Seu vestido fala mais, entre sedas e linhos brancos.


k.t.n. in tenteando romance

Chuva e travesseiros


Chuva mansa, 
gostosa, 
bate na janela, 
o silêncio e a chuva.

O sono 
e o ar fresco 
que entra pelas frestas...


O sono e o embalo
nesta sinfonia
de pingos gotejando
Calmaria.

Sono e dormência, 
o respirar lento e preguiçoso. 
Hora de se entregar.


Travesseiros e paz


k.t.n in entrega

Sobre Gatos





Vida de Gato


Gato tem sete vidas?
Não tem.
Não sei!

Alguns homens

Devem ter.

Toda hora presentes
In box e penitentes

Arre que coisa!

Bicorporeidade tri
Ou um tetra!
Quíntuplos talvez
Quintal imenso de possibilidades

Arre! 

Ou não trabalham
Ou não semeiam
Ou não colhem
 Recolho-me... eu!!

Gasto



Tudo tem um tempo
O tempo está em tudo
Absurdo temporal
Tempo de cartas marcadas

Infinito tempo sorrateiro
Espreita a avenida e a rua
Torna atemporal ligeiro


Tudo tem um tempo
O tempo está sem tempo
Sem tempo de reflorestar
Tanto tempo e nada
Tem tamanha pressa
Deste silêncio despertar


Tempo compassado
Ligeiro bem marcado
Traz no bojo empenho
Quase nada a ofertar
Bobagem deste tempo
Teimoso absurdo gasto
De tempo em tempos primeiro


Antes que se perca tempo
Termina esta canção
Toma a taça inteira
Gim, tomate e chimarrão
Na pressa do dia inteiro
Muito sim e tanto não.

k.t.n. brincando de tempo

Mar e ameixoeiras




Se este mar me banhar toda
Chegarei a Portugal.
Lavarei todos os mofos
Comerei Camões e os líricos

Direi ao meu servo:

As ninfas brotaram no caminho.
Limparam os meandros
Para uma luta desigual

Olharei castelos e pedras
Palmilharei as plantas
Saboreando ameixoeiras
Direi de todas as canoas
Meu menino ficou,
Hei de levar!

Nesta busca luzidia
Os brancos das uvas todas
Fartando vinhos e pomares
Forte assim ao Reino
Jogando flores e farois
Olhando do alto da torre
Uma ótica de refletores

E o mar amigo de todos
Deixou peixes e algas salgadas
Em piscinas naturais
Beliscando com as ondas
Da pele aos dentes

Toda a sorte de amores.




Lantejoulas bóiam







As lantejoulas espoucam nas mãos ludibriadas pelo sol
Os imanentes inacabados se recolhem em brilhos
Purpurinas esmoucam pelos braços na luz intensa
A Ave-Maria não tardará às sementes incandescentes
Uma raridade em esplendor vibração de náufragos

Antenados ao compasso das ondas que flutuam


Um barco à deriva bóia.
Um homem salta a terra.


Esmeraldas pululam ao redor fagueiras e incendeiam
Na cadência de um espaço agigantado de mãos cheias
Pedriscos e lambaris brigam por um pedaço de areia
E a terra vai e o astro roda e a vida chama e a água lava
E leva o coroado de luzes espalhados que ondeiam


Um barco à deriva bóia.
Um homem salta em terra.


A face ressurge pintada e os caramujos se escondem
Uma lagarta passeia, onde os pássaros não chegam
E a cadência permanece ondeia, passeia, incendeia
Hora da rede da maré cheia dos anzóis soltos 
Enroscados em mãos hábeis em bocas de sereias

Uma canoa chega a terra.
Uma mulher salta a terra.


E os cipós emaranhados de árvores ancestrais
Se rebelam ao vento e ressurgem em mínimas folhas
Tapeiam o vento, escondem e brincam a luminosidade
Enfeitam os cabelos e se emaranham, confundem ondas
Chateiam confluências se esparramam lentamente
Ondeiam onde o sol bate, espreita estrelas e sacis


Uma mulher vagueia
Um sol clareia
Verte a terra
Solta ao mar
Um homem e o sal.

domingo, 23 de outubro de 2016

Luas afogadas


Este azul que me banha
Lança-me na argila seca
Toma-me de sôfrego
Entorna as luas afogadas
Uma mescla de matizes

Feiticeiras que realçam
A esfera circular e espiral


Que volta ao mar

Que volta à terra


Uma experiência única
Num ser vivente e atemporal
Nu revive o poente
Explora sementes seres viventes
E volta no Sol procurando o azul
Este azul cinzento que pranteia
Qual lua cheia na vizinhança


Este azul que me banha

Lança-me na argila seca
Toma-me de sôfrego
Entorna as luas afogadas
Uma mescla de matizes
Feiticeiras que realçam
A esfera circular e espiral


Que volta ao mar

Que volta à terra


Uma experiência única
Num ser vivente e atemporal
Nu revive o poente
Explora sementes seres viventes
E volta no Sol procurando o azul
Este azul cinzento que pranteia

Qual lua cheia na vizinhança

Que volta ao mar
Que volta à terra

A felicidade bendita bem se esquiva
Torrente de dores desabam
Onde as cores e o azul e matizes
Do claro, ao escuro, vernizes?
Da roupa ao sapato marquises?
Não, uma espiral celeste, maresia
Conta dourada não cabe mais


Que volta ao mar

Que volta à terra


A onda do mar aprumou levou
O barco antigo da cantiga
Abarcou nos olhos castanhos
Na lua dourada e prateada
Dos cabelos seresteiros
O vento alvissareiro das campinas
Nos olhos da namorada. 


Que não volta ao mar

Que não volta à Terra.


k.t.n. in alvissareiras.

Camões provinciano

Ah, quanto gostaria
de escrever um poema imenso
Decassílabo oitava rima
de mares nunca dantes navegados

Oito mil versos mais oitocentos e tantos
Alternados, intercalados, interpolados
Como queria este imenso caudal de textos
Uma sentença palavrória encantada
Para tecer redes e enlaces intuitivos
Ganhar mar e amplidão nesta celeste esfera.

Mas quedê coasmões? Assim singelas e quietas
Não se põe a fazer, não reza, não pede, não insiste
Cala-se!
O verso não compõe.
Chora!
Lágrimas inteiras que não caem, não pingam na roupa.

Como formar, então o gigante mar?
Jamais, jamais, ... lágrimas caladas não fazem versos
Nem canção, nem métrica, nem rima.
Est o mal!
Não aprender a chorar!
Por um soluço e um lamento!
A face desinquieta e o clamor do vento!
Venha!
k.t.n. in desassossego decassílabos.

Rosas e linhos

Assim que amo: quieta, desmaiada sem glamour.
O encantamento se perdeu na linha do tempo.
A orquídea branca cedeu espaço às rosas.
Com espinhos e perfume como tez macia.


Amo num canto abafado, num clamor calado
Triste e soturna, aliviada e solitária
Este modo novo aniquila e eleva as cortinas
Fumaças tênues nos dias passando.

Era uma vez e uma princesa tardou na espera
Presa num castelo impróprio sem as luzes
Sem os arminhos e lençóis de linho

Enrolada, a espiral encurtou a maciez secou
A arte emprestada do Sol e Lua marcou
E o amor, este dando, ficou.

k.t.n. in aprendizagem.

Noite, café e xícara

A noite encerrou o ciclo.
Hora de dormir.
Acordar acanhado

Saborear o café sem manteiga
Dividir os cantos dos pássaros
Deitar dúvidas sobre os inquietos

A hora é essa,
Não há outra.
Uma indigesta pressa
De acabar com o dia
A noite empresta seus holores
Deixa um gosto por mais sabores
E onde o recato da donzela?


Passaram o ferrolho na cancela
Fecharam portas,
Desatinaram dúvidas.
A lua inconformada brilhou intensa
Dentre nuvens cinzentas noturnas
Enfrentou as estrelas mais luzentes
Deixou suas pontas vergarem
Entre homens e serpentes


E a manhã há de chegar
Encontrar o seu café
O amargo reluzente
Aroma entre frutas
Pão picados sobre a toalha
Ao lado o pires e a xícara.

k.t.n. in acanhamento

Lirismos

Com quantos lirismos se escreve um poema?
Dois talvez?
Duplicado à quatro.
Insensato e desabonado
Por um corpo jaz a lira
Infante e bela ilha
Dos lírios e amarílis

Talvez, na pressa poucos ínfimos
Desejosos de saber paradeiros
Na curva do retrato alheio
Multidões de liras escapam
Sorrateiras enfrentam filas
Cruzam rios e ares
Fortalecem braços

Bocas carnudas vermelhas
Num tato sombrio
Com a lua virada
O poeta assombrado
Escolhe o poema.

k.t.n. in indizível chama

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Amo tudo isso

A minha alegria? O que você tem a ver com ela? 

Então, deixe-a comigo! 

Sonhe estrelas com as pontas da maldade voltadas 

ao que não deve vingar. 



<3 span="">
k.t.n. in amo tudo isso

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A lua

                                                                                                          

Boiar como a lua / 


tranquila e serena / 



volteando a noite / 



e aquietando-se durante o dia /



 prata ou champagne / 



altaneira passa / 



circular entre as estrelas / 



firmamento / 


céu e mar.
k.t.n in  vagareza