domingo, 18 de setembro de 2016

Fogo

Antes tinha medo do fogo e de tudo o que estivesse relacionado a ele. Hoje, permito-me observar-lhe e roubar centelhas bondosas que me auxiliem a cauterizar feridas e a espantar lobos velhos. Se necessário, labaredas intensas, vermelhas, para queimar objetos, ideias e pessoas. Suas sombras. Não mais minhas. Objetos partidos, perdidos no meio da casa, na multidão dos meus sonhos e lampejos de vida. Este, das labaredas e fátuos, tornou-se aliado. Embaixo a terra. Acima o ar, regado a chuva. Antes o fogaréu. k.t.n. in escarcéu

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