sábado, 17 de setembro de 2016

O dia

Bom dia! A faxina me espera, a casa bagunçada, dobrei roupas do varal, tomei café fraco, espero alguém a me trazer a refeição, pois domingo farei a própria. Deixo a casa em desalinho, as poeiras dos dias ausentes, faxineira que não veio, roupas espalhadas e mala por desfazer. Não me importo. Há vida fora e dentro. A preguiça me acompanha e este desejo de entender. Com licença, preciso sentir, preciso pensar, e não pensar. Deixar os vãos se cruzarem e encontrar respostas para o dia, ou próximos dias. A morte veio, sempre se morre. Todo dia. A vida não. Esta passa. Precisa-se acordar para olhá-la e deixá-la quieta fluir, mesmo que doa! Ouço os pássaros. Estes, sim, me interessam. Avisam-me sempre que é hora de acordar, espantar os sonhos ou pesadelos e viver

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