terça-feira, 3 de setembro de 2013

Chuva miúda

Sem chuva, sem frio, sem poesia!
A tarde na noite fria descompensa.
Não atende à diferença.

Enorme distância entre paisagens dominadas pelo vento.
Empoeiradas e engaioladas, indiferentes.
Uma tarde que cai, uma chuva que vai.

Seca o nosso orvalho, estupidifica a quietude sempterna.
Arvorece a aquiescência das flores, espalha pólens, vento!
Sempiterno, semente  nasce de pedras, um protoplasma.

A viragem estonteia, vagueia nos celeiros noturnos.
Os olhos volteiam, os cílios penteiam sobrancelhas viúvas.
Um acabar de se querer, um não ter fim.

Carmim.
Pó.
Ruge.
Foge de mim!


k.t.n. in treino primaveril.
Agradando as margaridas!

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