sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Cristais

O que eu penso me pertence.
Os líquidos que carrego são meus.
Encerro em mim e morro de morrer!
Minh'alma cansou de ser corrompida.
Pede paz e solidão!
Deixa um pouco de amargura.
E vai serena em novas procuras.

O homem parte com seus palavrórios.
Sua tristeza e seus encantos.
Uma face distorcida pelo tempo.
Deixou vento e secura tantos.

Uma família que não existiu.
Cem anos dividido por dois.
Um cão faminto sem dono.
Uma tarja preta no caminho.
Uma tristeza que não se divide.
Guarda-se e vive-se sozinho.

Era uma vez a brincadeira!
Ser feliz e não ter vez!
A vida um pranto distante.
Da música dos ouvidos latentes.
A maior parte ledo engano.
Chuva de cristais em longo pano.

Melhor a parte da partida.
Pior a parte da despedida.
O amor que era pequeno.
Virou fagulha e se perdeu.

Num dia 7 de setembro.
A independência já morreu.
Fartou-se de veneno e pranto.
Deu seu grito e feneceu.
k.t.n. in desencanto*

2 comentários:

Morano disse...

É a vida que nos deron sentela ninguén en propiedade, xa que a que ti tes é a tua, mais ti non mandas nela e temos que vivila o mesmo sexa da cor que sexa. Que tiñas antes de tela????

Kátia Torres disse...

Oi, Ricardo! Boa pergunta! O que tinha antes de tê-la? Obrigada, seus comentários são ricos.
k.*