sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sentidos silenciados*





Sobre os sentidos silenciados
A intempérie dispersiva dos olhados
A íngreme terra verte ouro e renda nos azuis fiscais.
Temporais, vendavais, ais.

Silêncios!
Sem resposta.
Sentidos.


Profundos silêncios amendoando os olhos.
Em marcas d`água lágrimas invertidas.
Sorri profundo de si para si.
Arrebenta veias, nervos, músculos.

Silencia-te!
Cala-te!

É hora de ouvir a própria voz.
De possuir-te inteira, sozinha,medonha.
Imensamente medonha tua de ti mesma.
Neste silêncio atroz, nesta calmaria.

Horas lúbricas e eternas, horas de Ave-Maria
Toca o sino da Igreja, canta solene a canção.
Não ouves, teu silêncio silencia.
Sentido.

Silêncio
Ouvido.

k.t.n.* in rastros

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