sábado, 4 de fevereiro de 2012

Quando a música toca

Pai amava boas músicas,
Amava a música do Pai.
Sabedoria em mãos de alfaiate plantadoras de raízes.
Amava a vida em simplicidade legado de eternidade.

Contestou, pisou firme, chorou.
Paciente esperou
A fortaleza filial mínima.

Plantou hortelã, alambicou, tirou do machado a foice
O sustento, a energia vital humana.
Agarrou no colo, os queridos.
Incomodou os revoltados.


Partiu!

Quimeras em rostos, quem dera o seu rosto,
Sei-o em algum lugar, sei-o em meu semblante.
Nalgum canto da casa, no seio espetacular.

Nos pés andarilhos calmos, compassados.
Na fala mansa, na cabeça baixa, sem exaltação
Amou, errou pouco, imortalizou.
Não nos pertence, mistério profundo.

Mas seu preto aveludado, o que cobria a melhor parte
Cravado na memória, dos tempos que se mudam,
Permanece, e pra isto, uma prece.

k.t.n.* in filha

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