domingo, 1 de fevereiro de 2009

'rozze in xoke'

Jogar tudo de pernas pro ar.

Qtas mortes vc tem para me viver?
Qts olhos vc tem a me ouvir?
Qts fantasmas na multidão?
Qts foram solidão!?

Qts ecos guardados e perdidos pelo vão.
Qto vc tem a oferecer? Qual é o nada que lhe compra?/
A que se compara? A que fases em que fezes?!
Oras, bolas!! Acorda... vida que te quero vida, é hora de acordar...
Lave as mãos, molhe o rosto!

Vida que te quero cedo, é hora de viver...
Deixa aos mortos enterrarem os seus mortos...
Deixa aos vivos o favor de se fazerem esquecidos.
Deixa a vida em sua forma reviver...

k.t.
In
rozze in xoke[

Paródia

Estou farta do lirismo comedido, do lirismo dos loucos, do lirismo que é lirismo, que não é libertação!
Estou farta da sua insensatez, da sua estupidez, de falta de honradez...

Determinação tardia, desconfiança vazia...
Estou farta... estou cheia, farta e cheia e cheia e farta...
Faltou!? Faltou?!O discernimento na hora certa, a carta lida, interpretada, compreensível.
Faltou você, faltou eu analisar os sinais, tardios sinais, bem tentei... bem tentei...
... não deixou. E agora?

Lamba o selo, jogue a carta fora. Não busque os pedaços retalhados, pelo chão. Não há remendo, não há cola, não há trabalho colegial, que dê jeito em seu final.
Rasgou, remendou, costurou, acertou? Não, não, não é cristal, pior que é sentimento, etc e tal... falhou! zangou! azarou!

Estou farta do lirismo das rosas. Estou farta do lirismo que não é libertação.
Que venha a confusão, das palavras, das letras, para depois instalar-se o pleno, o perdido Silêncio das horas!

k.t.
rozze in xoke
23/10/2008

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