domingo, 1 de fevereiro de 2009

Para Concha Rousia e outros poemas . "In essência".

Brrrrrrr...........!!

A geada e a chuva
O vento e o gelo
O foco e o verso
O frio e o segredo.
As partes concretas.

Tão ventos nascidos.
Tão ventos partidos.
Levados ao ecos, murmúrios sentidos.
Fragmentos, sensações, volúpias, emoções.

No caminho há paina, muita folha, quanta grama.
Sem peso, leve, pairando em nuvens de pensamento.
Ai, que frio, ai que gelo, ai que gosto, um teu disposto.
Vem no frio, no ar vazio, na imensidão, falar da voz do coração.

Sem métrica.
Sem medida.
Sem contrato.
Sem mudança.
É permanência.

k.t.n.
[P/ Concha]
Uma amiga.CONCHA ( um poema )

Ante o mar, revolto e cheio de voltas,
há uma vieira que envolve pérola.

Há um rochedo, uma demanda e uma guerreira,
trovadora de trovões e brisas...

há um carvalho plantado na terra
( agora finda... finis terrae )
a dizer da beleza que existe no mar,
nas colinas, nas campinas...

Há uma concha entranhada na alma:
um campo de estrelas
(no céu do mar: galáxia )
a dizer sua beleza... Galiza.

E. R. Halves



'Eu'
Esta que sou e que me persegue em palavras
Diante de mim, cristalina paisagem.
Em mim, desfazendo a miragem...
Esta que sou e que se desdobra em sílabas.
Que se compõe de poemas
E me traduz no âmago e me desfibra encontro pleno.

Inteira, reconciliada, recomposta.
Felina, falta parada, triste sina...
Esta sou eu. Imagem minha. Resplandece. Ocaso.
Amanhece. Um caso. É minha imagem.

Em palavras, em palavras, em palavras desdobradas.
Em sílabas, em versos, em letras, em borrões, descuidada.
Em mim, tão feliz, tão recôndita, tão completa.

Enfim, esta que sou, completa-me, permanece em mim.
Atitudinal, esfera e tal, segura e firme, palmilha,
nos textos, digita nas páginas alegrias incontáveis.
Felicidades alcançáveis, muita cor, muita miragem.

Um sonho real. Sou.

k.t.n.

In essência.


/A poesia que você espera./

Falta a poesia, a que você espera.
De um dia poeirento, friozinho vento.
Atitude pensada, realizada, ensimesmada.
E veio. pé ante pé. veio. e foi.

Passou por baixo do escuro portão.
A luz acendeu, logo apagou, foi só uma passagem.
Não obstante, concretizou.

E assim, num conto pequeno, de minutos apenas,
Em compasso dois anos.
Em teu passo, meus olhos, dobrou a esquina.
Só, sorrateiro, em vazios de esquina.

Foi o meu amor. ! .

k.

19/09/2008

II

Eu, um problema, um grande teorema.
Modéstia à parte, cheguei de viagem.
Joguei a mala sobre a cama.
A roupa suja, nem a trouxe.
Deixei-a pelo caminho, renovando armarinho.

Cheguei da viagem, pus os pés para cima.
Descansei, debrucei, adormeci em languidez profunda.
Desmaiei, sem vertigem, pude parar, pois já cheguei.

Parei.
Olhei.
Dormi.
Descansei.
S'imbora, pra outra... o caminho se abre em possibilidades!!

Joga fora o já gasto.
Apanha o que é de repasto e s'imbora, pro caminho.
Senhora. senhora, sem hora...rsrs...

k.t.n.

In essência.
09/2008

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